Sexta, 24 de Novembro de 2017

Televisão

Despertar do desejo

2 JUL 2010Por 07h:29
Manoela Reis, TV Press

Bem que Marina Ruy Barbosa tenta disfarçar seus 14 anos com roupas descoladas e maquiagem moderna. Mas não consegue esconder as inseguranças da pré-adolescência. A intérprete da rebelde Vanessa, em “Escrito nas estrelas”, vive seu primeiro papel adolescente e deixa transparecer o nervosismo ao falar da exibição de seu primeiro beijo na tevê, que está prestes a acontecer na trama de Elizabeth Jhin. “Será uma nova fase na minha carreira, que vai me dar oportunidade de viver papéis diferentes e de maior carga dramática”, deseja ela, que viverá um típico romance juvenil com o bailarino Mauro, interpretado por Bruno Pereira. “Meu pai disse que não sentirá ciúme do beijo só porque é com o Bruno. Minha família toda já o conhece há tempos”, justifica.
Apesar de Marina sofrer da mesma ansiedade adolescente de sua personagem, a atriz ressalta que ambas são extremamente diferentes no relacionamento familiar. Enquanto Vanessa abusa dos maus-tratos com sua mãe na ficção, a Jane, interpretada por Giselle Fróes, Marina é só elogios à mãe. “Eu tive que achar esse lado rebelde e grosseiro em mim. Mas prefiro interpretar personagens bem distantes da minha realidade”, garante. “As minhas amigas chegam a pedir conselhos para minha mãe que não pedem para as mães delas. Fico surpresa”, elogia.
Para interpretar a “rebelde sem causa”, Marina ficou desesperada ao saber que ia ter de cortar o cabelo para o papel. Vaidosa, a atriz cultiva as madeixas longas desde “Começar de novo”, sua primeira novela, exibida pela Globo em 2004. “Já tinham pedido para eu cortar em ‘Belíssima’, mas eu chorei e insisti tanto que me deixaram mantê-lo longo. Dessa vez é lógico que não fiz isso, mas pedi com um jeitinho”, garante, referindo-se a novela de Silvio de Abreu, exibida em 2006 na Globo. A partir do pedido da atriz, surgiu a ideia de colocar a personagem de “dreads” para complementar o visual “antenado”. “As figurinistas importaram os apliques de Miami. Eu adorei, mas não fico com eles quando não estou gravando. Eu sou mais patricinha”, compara.
Embora tenha exigências típicas de uma menina de 14 anos, a atriz já desenvolveu um método de trabalho inspirado no de Cláudia Abreu e Giovanna Antonelli. Ambas interpretaram sua mãe na ficção e foi justamente durante o trabalho que Marina tentou aprender com as atrizes veteranas. “A Giovanna decora o texto na hora, para ficar mais fresco. Já a Cláudia, analisa antes. Eu ‘pego’ o texto no caminho do Projac. Encontrei um meio termo que deu certo”, vangloria-se.
Marina quer se aprimorar ainda mais. Seu sonho continua sendo seguir a carreira de atriz. Mas, mesmo com contrato longo com a Globo, a menina quer ingressar na faculdade de Cinema. “Acho importante ter o olhar do diretor, mas quero mesmo é atuar”, opina. Além disso, ela também pretende interpretar uma personagem em que tenha de se “enfeiar” para assim poder mostrar sua versatilidade cênica. “Não quero crescer na carreira sendo reconhecida pelo meu corpo ou pelo meu rosto ‘bonitinho’. Meu foco é no trabalho, na atuação”, avisa.

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