Terça, 21 de Novembro de 2017

Desemprego cai

29 JAN 2010Por 09h:34
O desemprego registrou em dezembro sua quarta queda mensal consecutiva, e recuou para 6,8% no final do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a queda, a taxa retorna ao patamar de dezembro de 2008, quando foi a menor da série histórica do instituto, que teve início em 2002. Em novembro, o desemprego ficará em 7,4%. Nas seis regiões metropolitanas pesquisadas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), o número de pessoas ocupadas foi estimado em 21,815 milhões (em novembro, eram 21,603 milhões de ocupados). O número de desocupados caiu 7,1% em relação a novembro, para 1,592 milhão de pessoas, o que corresponde a uma redução de 122 mil desocupados no mês. Contrariando os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que indicaram o fechamento de 415 mil vagas formais no mês passado, o IBGE mostrou alta de 1,5% no emprego com carteira assinada no setor privado, para 9,8 milhões de pessoas. Também houve alta no número de empregados sem carteira assinada, de 2,7 milhões de pessoas em novembro para 2,8 milhões no mês passado. Em relação a novembro de 2009, o grupamento do comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis foi o único com alteração significativa no emprego: alta de 2,3%. Em relação a dezembro de 2008, os únicos grupamentos com alterações foram construção (5,3%) e serviços domésticos (8,4%). Rendimento Em dezembro, o rendimento médio real dos trabalhadores registrou queda de 0,9%, para R$ 1.344,40. Na comparação com dezembro de 2008, no entanto, esse valor representa alta de 0,7%. Na comparação com o mês anterior, os empregados com carteira assinada no setor privado viram seu rendimento ter queda de 1,7%. Já para os empregados sem carteira assinada houve alta de 1,2%. Também ficaram maiores os rendimentos dos militares e funcionários públicos (0,4%) e dos trabalhadores por conta própria (1,3%). Na análise anual, houve ganhos para os trabalhadores da construção (4,5%), comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (4,4%), serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (6,1%), educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (2,1%) e serviços domésticos (4,5%). Também teve queda o rendimento domiciliar per capita: na média das seis regiões metropolitanas investigadas, esse rendimento recuou 0,7%, para R$ 892,73. Já a massa de rendimento real habitual dos ocupados ficou estável em novembro em relação outubro, em R$ 29,6 bilhões.

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