Terça, 21 de Novembro de 2017

Desembargador tem vasta coleção dos Beatles

13 JUL 2010Por 21h:11
Um caso peculiar
Quando a banda The Beatles tomou o mundo de assalto, em meados da década de 1960, um estudante acompanhou a onda e tornou-se grande fã dos garotos de Liverpool. Romero Osme Dias é, atualmente, desembargador criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Sua paixão pelos Beatles, uma das principais bandas da história do rock, é tão grande, que levou Romero Dias a destinar uma sala para abrigar discos de vinil, CDs, quadros, livros e, até mesmo, bonecos dos integrantes da banda.
“Não sei ao certo quantos LPs e CDs eu tenho, mas deve beirar algumas centenas. Minha paixão pela música se uniu à paixão que tenho por coleções e, hoje, devo ser um dos maiores colecionadores do Estado”, aponta o desembargador. Em sua coleção, além dos discos oficiais, existem gravações “pirata”, conhecidas como “bootlegs”, todos em vinil. “Alguns são raridades, como o ‘Black album’, no qual os Beatles avacalham com uma das músicas da banda inglesa The Animals. Só esse disco deve estar estimado em cerca de R$ 1,5 mil”, detalha.
Romero lembra que, para comprar o primeiro álbum do quarteto inglês, teve de fazer uma dura escolha. “Sou grande fã de Chico Buarque, mas quando tive de escolher entre um disco dele ou dos Beatles, fiquei com os ingleses”. Segundo ele, escutar The Beatles é reviver um sonho no qual ele está ao lado de quatro gigantes da música. “Eles são a maior banda de rock de todos os tempos”, defende.

Juventude roqueira
A relação entre jovens e rock sempre foi muito próxima. Assim como os entrevistados anteriores, a música tornou-se presente na vida da acadêmica de Jornalismo Beatriz Cruz muito cedo. Com quase 20 anos, ela afirma que não consegue imaginar como seria sua vida se nunca tivesse ouvido rock. “Desde pequena ouço Beatles e Elvis, por causa dos meus avós, e sempre fui meio fora do comum, escutando Secos e Molhados, Raul Seixas e Rita Lee. Quando cresci, passei a buscar bandas que me agradassem”, afirma.
O ecletismo de Beatriz é grande e ela já passou por estilos como o heavy e o gothic metal – gêneros mais pesados do rock – até chegar à psicodelia do rock progressivo dos anos 60. “Foi ali que me encontrei. Queria ouvir músicas que me deixassem feliz e o rock desse período me deu isso. Hoje sou muito fã de Pink Floyd e não descanso até completar minha coleção de CDs deles”.
Sempre que consegue juntar dinheiro suficiente, a estudante compra algum disco. No momento, seu objeto de desejo é o álbum “Ça Ira”, ópera composta por Roger Waters, um dos fundadores da banda inglesa. (TA)

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