Domingo, 19 de Novembro de 2017

Desativação de estação de esgoto causa alívio

24 MAR 2010Por 23h:52
Moradores do bairro Cabreúva podem comemorar o fim de incômodo que persistiu por 16 anos: o mau-cheiro proveniente da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) localizada na Avenida Ernesto Geisel. A desativação aconteceu ontem pela manhã e contou com a presença de representantes da comunidade, prefeitura, Águas Guariroba e da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente. Quem passou pelo local nos últimos quatro dias já pôde sentir a diferença do ar, pois a estação parou de receber esgoto sábado (20). A desativação integra Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em maio de 2009. Pelo documento, o prazo para desativar a ETE Cabreúva se extinguiria em dezembro deste ano. Segundo o promotor de Justiça de Meio Ambiente, Alexandre Raslan, o TAC resultou dos transtornos que a estação trazia para a população. Por isso, sugeriu desativação, mas sem prejuízo na eficiência do tratamento dos efluentes. A operacionalização do sistema Cabreúva, que processava até 45 litros de esgoto por segundo, foi transferida para a Estação de Tratamento de Esgoto do Los Angeles, na saída para Sidrolândia. A antecipação do fim da operação da estação de esgoto trouxe alívio para os moradores da região. Caso de João Eulógio Barbosa de Matos, presidente do Conselho da Região Urbana do Centro de Campo Grande. Morador do bairro Cabreúva há 50 anos, disse que a antecipação foi um presente, lembrando que até 15 dias atrás “isso aqui era um transtorno principalmente de madrugada o odor era terrível”. Catarino Dias, 53 anos, morador do bairro há 18, tem um filho de 13 anos com problemas respiratórios. “Tínhamos que colocar uma bacia de água com água sanitária ao lado da cama para ele conseguir dormir à noite”, disse referindo-se ao mau-cheiro insuportável. Para substituir a ETE, os moradores anseiam a construção de uma área de lazer, seja uma praça ou uma quadra de esportes. Mas, segundo o secretário de Meio Ambiente da Capital, Marcos Cristaldo, está prevista no plano de revitalização das áreas centrais a construção de um condomínio residencial. “Mas isso só será decidido após ouvir a opinião dos moradores”, informou.

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