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Desastres naturais aumentam de intensidade e frequência no Brasil com mudanças climáticas

Desastres naturais aumentam de intensidade e frequência no Brasil com mudanças climáticas

agência brasil

05/06/2011 - 02h00
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O cenário natural do Brasil, tradicionalmente famoso por quase não ser acometido por desastres como terremotos, maremotos, tufões e tornados, vem mudando recentemente, desde que se registrou no mundo que a temperatura global tem aumentado, em função das mudanças climáticas.

Hoje, principalmente no verão, já é realidade ocorrências como enchentes de grandes proporções, que terminam em deslizamentos de terra, inundação de cidades e, não só com perdas materiais, mas registram-se mortes e vê-se famílias inteiras desabrigadas.

Este ano, por exemplo, no Rio de Janeiro, na tragédia da região serrana, foram 916 mortos e 345 pessoas continuam desaparecidas embaixo de toneladas de terra e escombros que desceram morro abaixo. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro chegou a criar uma comissão parlamentar de inquérito para apurar as responsabilidades sobre as proporções da tragédia. A investigação ficou conhecida como a CPI das Chuvas.

O presidente da CPI, Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), alerta que o Brasil não está preparado para enfrentar esses desastres naturais. “A urbanização nas cidades cresce e as ocupações em áreas de risco e em margens de rios continuam a ocorrer. As chuvas estão cada vez mais curtas e de maior intensidade”, diz.

O chefe da Comunicação da Defesa Civil de Minas Gerais, Major Edilan Arruda, lembra que os problemas se repetem todos os anos porque o excesso de chuva provoca a transbordamento dos rios e as enxurradas. “Como o homem construiu muito próximo aos rios, a tendência natural é que, quando chova muito, os rios venham a subir e, necessariamente, vão ocupar o espaço que hoje está construído. Há excesso de água dentro da cidade, que não escorre pelas canalizações e fica em cima das ruas. Isso produz o que chamamos de enxurrada”, afirma.

Ainda que deslizamento seja um fator natural, quando da ocorrência de chuvas, como lembra o professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Catarina Luiz Fernando Scheibe, por outro lado, a ocupação irregular do terreno é uma questão cultural no Brasil que amplia a dimensão dos problemas quando ocorre um deslizamento.

“A culpa reside especialmente no fato de não ter havido uma fiscalização e que o município tenha coibido a habitação nessas áreas. Não deveria ser permitido, mas foi permitido irregularmente”, aponta. Outro problema que pode aumentar a incidência de temporais, na opinião de Scheibe, é o desmatamento das florestas.

O ecologista e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro Rui Cerqueira corrobora a análise e explica que a sequência das chuvas depende das matas porque não é a quantidade total de chuvas só que importa. “Se as matas são derrubadas, o número de dias de chuvas diminui e as chuvas ficam mais intensas, causando mais enchentes e contribuindo para a ocorrência da erosão”.

INFRAESTRUTURA rodoviária

Recursos do Fundersul crescem menos que a inflação em um ano

ALEMS analisa nesta terça-feira (20) plano que destina 1,04 bilhão ao Fundersul em 2026

20/10/2026 09h45

Rodovia em Mato Grosso do Sul

Rodovia em Mato Grosso do Sul GERSON OLIVEIRA

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Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) vai analisar, nesta terça-feira (20), o Plano de Aplicação dos Recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado (Fundersul).

A proposta prevê o investimento de R$ 1,04 bilhão em obras rodoviárias, manutenção de estradas e repasses aos municípios. No ano passado, o projeto previa 1,016 bilhão.

Portanto, o crescimento do orçamento previsto, de um ano para o outro, é de R$ 21 milhões ou +2,06%. Se levar em conta a inflação, que é de 5,22%, os recursos do Fundersul cresceram menos da metade da inflação em 2026.

Embora a previsão em 2025 tenha sido de R$ 1,016 bilhão, o valor real aprovado foi de R$ 1,083 bi. Em 2026, a estimativa é de R$ 1,04 bilhão, mas esse valor ainda pode mudar.

Confira as receitas do fundo em 2023, 2024 e 2025:

Rodovia em Mato Grosso do Sul

De acordo com a ALEMS, o R$ 1,04086 bilhão será destinado a vários segmentos em 2026. Confira:

  • R$ 378,81 milhões - obras de implantação de revestimento primário, pavimentação asfáltica e restauração de rodovias estaduais
  • R$ 373,11 milhões - manutenção e conservação da malha rodoviária, para manter as estradas estaduais em condições de tráfego
  • R$ 260,23 milhões – repasse aos municípios sul-mato-grossenses, que poderão ser utilizados pelas prefeituras em investimentos relacionados à infraestrutura viária municipal e aos acessos locais
  • R$ 22,7 milhões – destinado à frota da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul)
  • R$ 3,13 milhões – destinado à pontes e outras obras de arte especiais e correntes
  • R$ 1,71 milhão – estudos, projetos e licenciamento ambiental
  • R$ 1,17 milhão – destinado à aquisição e manutenção de equipamentos de apoio e tecnologia

De acordo com o Governo de MS, o Fundersul é um fundo público destinado a financiar obras e investimentos em infraestrutura rodoviária no Estado. Foi criado em 1999, na gestão do então governador Zeca do PT.

Os recursos são destinados a construção, pavimentação, recuperação e manutenção de estradas/pontes; pavimentação asfáltica, drenagem e melhorias em vias públicas urbanas; aquisição, locação e manutenção de veículos e equipamentos usados pela; entre outros.

Os porcentuais de contribuição que integram a composição do Fundersul estão relacionados às alíquotas aplicadas sobre operações com produtos rurais, pois o fundo é mantido com recursos decorrentes de contribuição estadual que incide quando o contribuinte tem o benefício do diferimento do ICMS.

Há contribuição a partir da produção de milho, soja, carne bovina e indústria de celulose.

VIOLÊNCIA

Padrasto é condenado a 80 anos de prisão por abusar de duas enteadas em MS

Crimes começaram quando as vítimas tinham 7 e 9 anos; homem ameaçava matar familiares caso os abusos fossem denunciados

20/10/2026 09h02

Justiça condenou padrasto a 80 anos de prisão por abusos sexuais cometidos durante anos contra duas enteadas em Glória de Dourado

Justiça condenou padrasto a 80 anos de prisão por abusos sexuais cometidos durante anos contra duas enteadas em Glória de Dourado Divulgação/MPMS

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Um homem foi condenado a 80 anos de prisão por abusar sexualmente das duas enteadas, em Glória de Dourados, município de Mato Grosso do Sul. Os crimes começaram quando as vítimas ainda eram crianças e se prolongaram por vários anos. Além da pena de reclusão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 10 mil em indenização por danos morais para cada uma delas.

Conforme informações divulgadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), os abusos contra a primeira vítima começaram em 2007, quando ela tinha apenas 7 anos, e continuaram até os 15. Já a segunda enteada passou a sofrer violência sexual em 2012, aos 9 anos, situação que se estendeu até ela completar 18 anos. 

O condenado se aproveitava da convivência familiar e da ausência da mãe das meninas para cometer os crimes. Segundo os depoimentos, os episódios ocorriam principalmente quando a mulher saía para frequentar a igreja ou estava em outro cômodo da residência.

Para impedir que os abusos fossem descobertos, o padrasto ameaçar matar as enteadas, a mãe e os irmãos delas caso revelassem o que acontecia dentro de casa.

Durante o processo, o homem negou as acusações e afirmou que as denúncias seriam consequência de desentendimentos familiares e da influência de más amizades sobre as vítimas. Ele também alegou que consumia bebidas alcoólicas e utilizava medicamentos psiquiátricos, o que, segundo sua versão, provocava episódios de perda de memória. 

As justificativas, no entanto, não afastaram as provas reunidas ao longo da investigação. Entre os documentos analisados pela Justiça estavam boletins de ocorrência, inquéritos policiais, registros do Conselho Tutelar e relatório do Centro de Referência Especializado de Assistência Sociasl (Creas), além dos depoimentos das vítimas e de testemunhas. 

Na sentença, o magistrado considerou que os relatos das duas mulheres apresentaram coerência e foram corroborados pelos demais elementos do processo. Também destacou a importância da palavra das vítimas em casos de violência sexual, especialmente porque esses crimes costumam ocorrer sem a presença de testemunhas. 

A Justiça ainda levou em consideração a condição de padrasto do acusado, circunstância prevista na legislação como causa de aumento de pena. 

Condenação

A condenação foi obtida após atuação da 1ª Promotoria de Justiça de Glória de Dourados, que pediu a responsabilização criminal do acusado e o enquadramento dos fatos nos dispositivos previstos no Código Penal. 

Ao analisar o caso, o juiz estabeleceu quatro penas de 20 anos de reclusão, pelos crimes de estupro de vulnerável e estupro qualificado, que, somadas, chegaram a 80 anos de prisão, com regime inicial fechado.

Apesar da condenação, o homem recebeu autorização para recorrer da sentença em liberdade. Conforme a decisão, não foram identificados os requisitos legais necessários para a decretação da prisão preventiva.

Além da punição criminal, o condenado deverá indenizar cada uma das vítimas em R$ 10 mil pelos danos morais sofridos.
 

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