Cidades

BICHOS

Sumiço de animais de estimação pode ser criminoso

Sumiço de animais de estimação pode ser criminoso

EDUARDO FREGATTO

10/08/2013 - 13h00
Continue lendo...

Considerados verdadeiros membros da família, os animais de estimação causam desespero e angústia entre seus familiares quando desaparecem sem deixar vestígios. Há mais de dois meses procurando Ferruge, um poodle toy de cinco anos de idade, a comerciante Isabel Cristina Matias, 42 anos, ainda sofre com a saudade e o luto pelo cachorrinho desaparecido.
Isabel tem indícios que levam a acreditar que o seu cãozinho foi roubado. “O Ferruge sempre ficava na frente da minha loja deitado na calçada. Os vizinhos viram ele sendo atraído por algumas crianças e alguns instantes depois, ele sumiu”, relata, com nó na garganta. Descrente da ajuda policial, Isabel não registrou boletim de ocorrência. “Conheço pessoas que fizeram B.O. e não resolveu em nada”, alega. Junto com sua família, seus quatro filhos e marido, a comerciante divulga fotos de Ferruge em páginas da internet pedindo informações do paradeiro do cachorro.

De acordo com Priscila Arraes Reino, advogada voluntária da Abrigo dos Bichos, existem diversos casos em que o desaparecimento do animal parece ter sido causado por espécie de “sequestro”. Ela recomenda que o dono faça boletim de ocorrência. “A pessoa pode denunciar, fazer um boletim de ocorrência. Mas não será considerado sequestro, mas sim um furto”, diz. “Para a Justiça, o animal é tido como um bem, propriedade, e não uma pessoa. É como se tivessem pegado um carro, uma carteira sua”, explica.
Priscila acredita que a lei deve evoluir nesse sentido. “A gente criou uma relação com o animal e a lei ainda não acompanhou essa evolução  do nosso sentimento”, defende. A lei ainda está nos tempos em que as pessoas tinham relação de propriedade com o animal”.

Segundo Michel Neves, da comunicação da Polícia Civil de Campo Grande, são raros os casos de registro de boletim de ocorrência informando furto ou desaparecimento de animal doméstico. “Não há estatística nesse sentido, até porque são poucos casos registrados”, diz. Neves ressalta que a pessoa deve fazer o B.O. Em outras capitais brasileiras, já são frequentes os “sequestros” de animais (ver quadro). As ocorrências servem de alerta para os campo-grandenses. “As pessoas acham que Campo Grande ainda é uma cidade pequena, mas não é mais. Os donos não podem deixar os animais passearem sozinho, e devem tomar cuidado para eles não pularem o portão. Isso pode acontecer com qualquer um de nós”, alerta Priscila, do Abrigo dos Bichos. “É importante ter a coleira de identificação, até porque na maioria das vezes quem encontra o animal tem boa fé e tenta devolver ao dono”, ressalta.  

Memória

Morre em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista, que já trabalhou no Correio do Estado, O Globo e Estadão morreu em casa, neste domingo (22)

22/03/2026 19h08

Jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista João Naves de Oliveira Arquivo

Continue Lendo...

Morreu neste domingo (22), em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira. Ao longo de sua carreira, Naves ocupou cargos como de editor no Correio do Estado, e de correspondente em jornais como O Globo e O Estado de S.Paulo. 

Naves, como era conhecido nas redações, morreu em casa. Ele enfrentava há vários anos problemas de saúde. João Naves era viúvo da jornalista Denise Abraham, que faleceu aos 55 anos, em 2012. Naves deixa a filha Yolanda.

O jornalista mudou-se de São Paulo para Campo Grande na década de 1980 para trabalhar no jornal Correio do Estado. Desde então foi, também, correspondente do jornal O Globo em Mato Grosso do Sul, tendo participado de vários pools de reportagens, como a ocupação dos kadiwéus que fez cinco pessoas reféns, entre autoridades da Funai, jornalistas e arrendatário de terra em Bodoquena. 

Já no período que antecedeu sua aposentadoria, foi assessor de imprensa do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e também correspondente do jornal O Estado de S.Paulo.

MEIO AMBIENTE

Lula cita "ajuda inestimável" de Riedel e Adriane para realização da COP15 em MS

Presidente disse que Campo Grande ser sede é uma "escolha estratégica", por ser ponta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo

22/03/2026 19h03

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o apoio do governador Eduardo Riedel (PP) e da prefeita Adriane Lopes (PP) para que a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) sobre a Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) fosse realizada em Mato Grosso do Sul.

Durante seu discurso no segmento presidenciável da conferência na tarde deste domingo, Lula comentou que contou com uma “ajuda inestimável” dos líderes do Estado e de Campo Grande, além de ter chamado Riedel de “meu querido amigo”, mesmo sendo de lados opostos ideologicamente e nas eleições deste ano.

“Queria aproveitar para, em público, agradecer ao governador e à prefeita pela ajuda inestimável que eles deram para que esse evento pudesse acontecer aqui no Estado do Mato Grosso do Sul”, disse.

Também, o presidente aproveitou a oportunidade para dizer que é uma grande honra para o Brasil sediar um evento desta magnitude e importância para o meio ambiente mundial, especialmente em Campo Grande, que ele descreveu como uma escolha estratégica, justamente por ser porta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo.

“Organizar este evento em Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul, é uma escolha estratégica. Estamos na porta de entrada do Pantanal, maior planície alagável tropical do mundo. Esta região simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre países cujas faunas e flores atravessam fronteiras.”, afirma o presidente.

Além de Lula, discursaram: Marina Silva (Ministra do Meio Ambiente do Brasil); Amy Fraenkel (Secretária-Executiva da CMS); Fernando Aramayo Carrasco (Chanceler da Bolívia); e Santiago Peña (Presidente do Paraguai). Tudo isso sob a moderação de João Paulo Capobianco, presidente designado da COP15.

Ao todo, conforme consta no acordo, a COP15 da CMS custará R$ 46,9 milhões aos cofres públicos, que serão custeados pelo governo federal (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo de Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões) e projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões), como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o World Wide Fund for Nature (WWF), além de patrocinadores.

COP15

A COP15 da CMS promove a conservação de espécies, seus habitats e rotas em escala global, abrangendo cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. Atualmente, conta com 133 partes signatárias, sendo 132 países e o bloco da União Europeia (formado por 27 nações).

A conferência faz parte de um tratado das Nações Unidas assinado em 1979, no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com sua primeira edição tendo ocorrido em 1985, em Bonn, na Alemanha.

A última edição foi realizada em Samarcanda, no Uzbequistão, em fevereiro de 2024. Ainda não há data e local definidos para a realização da próxima conferência.

Para que não haja confusão, a COP15 da CMS e a COP30 – que também foi realizada no Brasil, no ano passado – tratam de assuntos diferentes.

Enquanto a COP15 da CMS aborda a conservação de animais, a COP30 tem como tema central as mudanças climáticas e os planos das principais nações para promover um futuro melhor diante da piora do aquecimento global.

Diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), o turismólogo Bruno Wendling afirmou que Campo Grande deve receber de 2,5 mil a 3 mil pessoas durante a conferência, o que pode movimentar o turismo local e as redes de hotéis da cidade.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).