Segunda, 20 de Novembro de 2017

Deputados admitem racha no PMDB

9 SET 2010Por 21h:23
Lidiane Kober

Deputados do PMDB admitem que o partido está dividido na disputa por vaga de senador. A legenda firmou aliança em favor da “dobradinha” do deputado federal Waldemir Moka (PMDB) com o vice-governador Murilo Zauith (DEM), porém, parte dos peemedebistas estão apoiando Moka e o senador Delcídio do Amaral (PT). É o caso do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB). O problema é que o racha partidário abriu crise na coligação do governador André Puccinelli (PMDB), com o anúncio do vice-prefeito Edil Albuquerque (PMDB) de que retiraria sua candidatura a primeiro-suplente. Para piorar a situação, até ontem, não apareceram sugestões para substituir Edil e o problema é empurrado de mão em mão. Alguns apostam que o vice-prefeito recuará da decisão (veja matéria ao lado).
“Me dá um motivo para eu apoiar o Murilo?”, questionou Jerson. Para ele, o vice-governador não consegue arregimentar o apoio de todo o PMDB porque “esteve ausente das administrações municipais”. “Agora, os prefeitos que me apóiam estão com o Delcídio”, explicou. “Não posso ser ingrato e injusto ficando contra uma pessoa (Delcídio) que sempre me atendeu quando busquei recursos para as prefeituras do Estado”, completou.
O deputado Carlos Marun (PMDB) também reconheceu o descaso de parte das lideranças do partido na campanha do democrata. “O fato de o Murilo ter demorado para bater o martelo em relação a sua candidatura criou espaço para o Delcídio obter alguns compromissos, inclusive, de gente do nosso partido”, ressaltou.
Outro que acredita ser do vice-governador parte da culpa por não conseguir aglutinar o apoio do PMDB é o presidente regional do PSDB, deputado Reinaldo Azambuja. Para ele, Murilo não adotou a melhor estratégia de campanha. “Ele está fazendo uma campanha isolada, separada dos candidatos a deputado”, disse. Agora, o tucano não está disposto a ajudar a encontrar uma solução para a vaga aberta, caso Edil Albuquerque assine o termo de desistência na Justiça Eleitoral. “O Murilo precisa sentar com o PMDB e resolver o problema”, sugeriu.
O deputado Youssif Domingos (PMDB), por sua vez, ainda acredita na possibilidade de o vice-prefeito de Campo Grande voltar atrás. Para ele, Edil apenas fez um desabafo ao manifestar o plano de deixar de ser parceiro de Murilo. O parlamentar ainda fez questão de revelar empenho na campanha da “dobradinha” Moka e Murilo. “Em todas as minhas reuniões peço votos para o vice-governador”, assegurou.
Da mesma maneira age o deputado Marquinhos Trad (PMDB). Ele pede votos para Murilo, mas admitiu que nem todos os correligionários estão do lado do democrata na dispusta por vaga de senador. Por isso, revelou-se solidário à atitude de Edil.
Já Murilo informou tocar sua campanha normalmente e jogou para o PMDB a responsabilidade de fechar o “buraco” se Edil oficializar a desistência de concorrer.

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