Quarta, 22 de Novembro de 2017

Dengue hemorrágica mata 2 na Capital

16 FEV 2010Por Correio do Estado08h:02
Em menos de 24 horas dois idosos morreram vitimados pela dengue hemorrágica em Campo Grande. O primeiro a falecer foi um aposentado de 75 anos. Ele estava internado no Hospital São Julião e, na madrugada de domingo, foi transferido, em estado grave, para o Hospital Universitário (HU), onde acabou indo a óbito. Às 9h do mesmo dia, Arminda Miranda Tavares Marques, 83 anos, que recebia tratamento contra a dengue, na Clínica Campo Grande, teve duas paradas cardíacas e também morreu. De acordo com o médico infectologista Maurício Pompilho, que atua na Clínica Campo Grande e no São Julião, a causa da morte de Arminda foi registrada como múltipla falência dos órgãos em decorrência de dengue hemorrágica. Segundo ele, a morte do idoso de 75 anos talvez nem entre na estatística da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), porque a doença evoluiu de forma tão rápida que em quatro dias resultou no óbito. “Com quatro dias de evolução não há como confirmar através da sorologia. Neste caso, somente através da necrópsia do corpo, mas para se fazer esse procedimento a família deve autorizar, e nem sempre autoriza. No entanto, sabemos que o idoso morreu em decorrência de dengue hemorrágica porque possuía todos os sintomas”, disse Maurício. O médico fez questão de ressaltar que pacientes hipertensos, diabéticos, cardiopatas e que fazem tratamento contra câncer devem ficar atentos e tomar muito cuidado para não contrair a dengue. “Nesses pacientes, a possibilidade de a forma clássica da doença evoluir para a hemorrágica é muito maior. Os idosos que morreram no final de semana, por exemplo, já tinham outras doenças. A mulher era hipertensa e o homem estava fazendo tratamento contra o câncer”, revelou. O i n fectologista d isse que nas situações em que o paciente precisa fazer uso contínuo de outros medicamentos é complicado. “Temos que tratar a dengue com um único remédio e os demais que o paciente toma, às vezes, têm que ser suspensos para não prejudicar o tratamento contra a dengue”, enfatizou.

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