Sexta, 24 de Novembro de 2017

Dengue atinge pico e expectativa é de que casos diminuam

3 MAR 2010Por 05h:40
Embora o número de notificações tenha atingido, em dois meses, 18.346 casos, o secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, garante que chegou ao pico de incidência e a expectativa agora é de estabilização e queda no número de notificações de dengue. Na última epidemia, em 2007, foram 47 mil casos. Confiante nesta perspectiva, o secretário garante que não será preciso recorrer a algumas estratégias emergenciais que chegaram a ser cogitadas para a eventualidade de a situação se agravar. Está suspenso, por enquanto, o recrutamento de soldados para atuar no trabalho de prevenção, além da montagem de hospitais de campanha do Exército para atender os pacientes da área central, onde não há unidades básicas de saúde ou postos 24 horas. Os militares devem ceder viaturas para reforçar os mutirões de limpeza em terrenos baldios. Esta avaliação otimista do secretário toma como base a queda no índice de positividade, ou seja, a quantidade de pessoas com sintomas da doença que tiveram o diagnóstico de dengue confirmado por exame laboratorial. Nos momentos de maior gravidade da epidemia, 80% dos exames davam positivo. Este índice caiu para 40%. Ou seja, de cada 10 exames, seis dão negativo. Mandetta acredita que os casos descartados são de pacientes com outro tipo de virose, que tem sintomas semelhantes aos da dengue. O boletim epidemiológico divulgado ontem pela Secretaria de Saúde, computando os dois primeiros meses do ano e o dia primeiro de março, com 190 notificações, praticamente metade da média diária de fevereiro, que fechou com 377 casos/dia, totaliza 10.943, mais que os 7.213 registros de janeiro. Até agora foram confirmados 1.008 casos por exames de laboratório, 43 descartados. Há 40 pacientes que podem estar com dengue hemorrágica; seis mortes estão sob investigação e três confirmadas.

Leia Também