Sábado, 18 de Novembro de 2017

DEM não se entende com o PMDB e PT busca os nanicos

13 ABR 2010Por 21h:33
adilson trindade

Depois de o PSDB lançar a pré-candidatura de José Serra à Presidência da República, a semana será agitada com intensas articulações políticas em Mato Grosso do Sul. O DEM perdeu a paciência com o PMDB na discussão da escolha do suplente do vice-governador Murilo Zauith (DEM) na disputa para o Senado. Por outro lado, os tucanos vão cobrar logo uma definição do governador André Puccinelli (PMDB) de apoiar Serra. Já os petistas, depois de perder o PTB para o PMDB, iniciam a semana em busca do ingresso de outros partidos pequenos para o seu arco de aliança.
Incomodam a base aliada do governador as tensas negociações com o DEM para a definição da candidatura de Murilo. O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), foi encarregado de escolher o parceiro do democrata e, inclusive, se colocou à disposição para coordenar a campanha dele na Capital.

Mas no domingo, André e Nelsinho não conseguiram encontrar um nome de peso para a suplência de Murilo. O governador declarou em Dourados que um integrante da família Trad seria o parceiro do vice-governador na disputa para o Senado. Mas o prefeito não tem a menor ideia de quem da sua família poderia ser o suplente de Murilo. Se depender da vontade do democrata, a primeira-dama da Capital, Maria Antonieta Trad, seria indicada para a vaga. Mas ela vem sendo disputada, também, pelo deputado federal Waldemir Moka, representante do PMDB na disputa pelo Senado.
Questionado se chegou a um acordo com André na escolha do suplente, na reunião de domingo, Nelsinho foi curto na resposta: “não temos nada ainda”. Ele deixou transparecer a dificuldade de escolher alguém de sua família para compor a chapa com Murilo. O ex-presidente da OAB-MS, advogado Fábio Trad, afastou a hipótese de ser suplente. Ele mantém o projeto de pré-candidato a deputado federal.

A mesma posição vem sendo sustentada pelo deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB). A sua prioridade é buscar a reeleição para Assembleia Legislativa. O patriarca da família, deputado federal Nelson Trad (PMDB), só pensa em se aposentar no fim do ano com o encerramento de seu mandato. Ele está investindo no filho, Fábio, para sucedê-lo na Câmara dos Deputados. Portanto, a suplência de senador nem passa pela sua cabeça.
No decorrer da semana, André e Nelsinho deverão voltar a se reunir para continuar com as articulações da escolha do suplente de senador. Os democratas estão perdendo a paciência com a demora da definição do parceiro de Murilo. O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) não sente mais segurança de o prefeito se engajar na campanha do vice-governador para senador. Ele desconfia do prefeito em não largar a candidatura de Waldemir Moka na corrida ao Senado para ajudar na eleição de Murilo.

Pressão dos tucanos
A senadora Marisa Serrano (PSDB) almoçou ontem com integrantes da equipe do pré-candidato a presidente da República, José Serra, para discutir o processo de alianças nos estados. Em Mato Grosso do Sul, a situação do PSDB melhorou muito com a inclinação do governador André Puccinelli de apoiar Serra. Além disso, as negociações de aliança com o PMDB regional avançaram bastante no Estado. Isto mostra a segurança dos tucanos de não haver mais o risco de André trabalhar pela candidatura de Dilma Rousseff.

Aliados
O ex-governador José Orcírio dos Santos busca reforçar o seu palanque com os partidos nanicos. Não está sendo fácil arregimentá-los para a sua aliança, porque o governador André Puccinelli, também, vem assediando-os para a coligação do PMDB.

O PC do B acenou com a possibilidade de subir no palanque do PT depois da declaração do governador de ter 99% de chance de apoiar a candidatura de José Serra à Presidência da República. Os comunistas preferem a ex-ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O PV é outro partido sem rumo na sucessão estadual. Os líderes foram surpreendidos com a decisão do PTB de fechar com PMDB sem ouvi-los, porque havia o compromisso de montar um bloco para negociar aliança com os pré-candidatos a governador.

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