Sábado, 18 de Novembro de 2017

DEM e PSDB podem ser figurantes na eleição

7 ABR 2010Por 23h:24
Lidiane Kober

Se o vice-governador Murilo Zauith (DEM) confirmar o fim do projeto de concorrer ao Senado na chapa do governador André Puccinelli (PMDB), o DEM e o PSDB serão apenas figurantes nas eleições de outubro. Os partidos, que juntamente com o PPS, formam o Bloco Democrático Reformista (BDR) não deverão lançar candidato ao Governo do Estado, vão perder a vaga de vice e, sem Murilo, a probabilidade é de lançar um representante ao Senado só para “tapar buraco”. 

Na semana passada, as negociações do PMDB com o DEM para definir se o vice-governador vai disputar vaga de senador voltaram à estaca zero. Murilo chegou à conclusão de que a Puccinelli não interessa uma chapa competitiva de senador para não atrapalhar a eleição da “dobradinha” do deputado federal Waldemir Moka (PMDB) com o senador Delcídio do Amaral (PT). Portanto, o atual vice dificilmente vai concorrer ao Senado.

Neste caso, pode deixar a região da Grande Dourados sem representante na chapa majoritária do PMDB porque Puccinelli não cogita a possibilidade de abandonar o projeto de indicar Simone Tebet (PMDB), que já renunciou a Prefeitura de Três Lagoas, para concorrer às eleições como sua vice.
E o fato já gera chiadeira entre os políticos da região. “O PMDB está brincando com a população da Grande Dourados, desprezando a força política do Bloco Democrático Reformista”, opinou o deputado estadual Zé Teixeira (DEM). “A postura de venha nós tudo e vosso reino nada, pode colocar em risco a reeleição do André”, completou.

A indignação pelo fato de a cúpula do PMDB não se esforçar para lançar Murilo ao Senado fez o deputado reavaliar o futuro do BDR. “Se dependesse de mim, já tinha lançado a Marisa (senadora Marisa Serrano) ao Governo do Estado”, disse.
Mas, para o PSDB, a prioridade é garantir o palanque de Puccinelli para o governador de São Paulo, José Serra, na sucessão presidencial. Na eleição nacional, o partido vai ser protagonista na disputa com o PT. Por isso, os tucanos só vão lançar Marisa ao governo, se Puccinelli apoiar a eleição de Dilma Rousseff (PT).

Só para “tapar buraco”
Diante da indefinição de Murilo, ontem o presidente regional do PSDB, deputado Reinaldo Azambuja, admitiu que o BDR tem um plano “B”. Nos bastidores, são cogitados José Carlos Barbosa (DEM), que presidiu a Sanesul e foi prefeito de Angélica, e Carmelindo Rezende (PPS), que já concorreu ao Senado e à Prefeitura de Campo Grande.

“O Barbosa é da região da Grande Dourados, é um homem de credibilidade e já se desincompatibilizou do cargo”, disse Zé Teixeira, evidenciando o interesse de o DEM emplacá-lo para concorrer ao Senado.

Leia Também