Cidades

RIO DE JANEIRO

Delegado é baleado em tentativa de assalto na Tijuca

Delegado é baleado em tentativa de assalto na Tijuca

FOLHA PRESS

22/12/2013 - 15h30
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O delegado da Polícia Civil Rubem Eduardo da Costa Campos, 55, foi baleado ao reagir a uma tentativa de assalto, no final da noite de ontem, na rua Dulce, Tijuca, zona norte do Rio. Uma mulher que estava com ele também foi atingida por um tiro no abdômen.
Os dois foram levados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o estado do delegado é considerado gravíssimo. Ele está no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) e respira com auxílio de instrumentos.

A mulher, identificada como Mônica Braga Maia, foi operada e também está no CTI. O estado de saúde dela, no entanto, é estável.

Policiais do 6º Batalhão da Tijuca disseram que o delegado chegou a trocar tiros com os criminosos. Um dos assaltante foi atingido por um disparo, mas conseguiu fugir. O caso foi registrado na 19ª DP (Tijuca).
Rocinha

Um homem foi preso no final da tarde de ontem acusado de oferecer dinheiro do tráfico aospoliciais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio. 

Segundo a PM, Salomão Silva Bier Viana, 37, disse que daria R$ 9.000 aos PMs se ele fosse liberado.

Viana foi flagrado pelos policiais vendendo drogas. Ele estava com seis papelotes de cocaína. Cada um deles era comercializado a R$ 50. De acordo com a PM, Viana ofereceu a propina quando estava sendo levado para a recém-inaugurada 11ª DP (Rocinha). Além do crime de tráfico de drogas, ele foi denunciado pelos policiais militares por tentativa de suborno.
 

JACADIGO

Polícia prende cinco envolvidos em sumiço de homem em Corumbá

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária. Um suspeito permanece foragido

31/07/2026 11h30

Kelvin Anunciação Saavedra Alves de Lima, de 34 anos, sumiu em março e há suspeita de ter sido morto em cativeiro na Bolívia

Kelvin Anunciação Saavedra Alves de Lima, de 34 anos, sumiu em março e há suspeita de ter sido morto em cativeiro na Bolívia Reprodução

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Na manhã desta sexta-feira (31), a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá, deflagrou a Operação Jacadigo, que cumpre mandados judiciais para apurar o caso de Kelvin Anunciação Saavedra Alves de Lima, de 34 anos, desaparecido desde o dia 26 de março de 2026.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária. Os presos são: Indy Fábio Souza Bobadilha, vulgo “Indy” ou “Magrinho”; Jefferson Ojeda Soares, conhecido como “Ojeda”; Kauan Gustavo da Silva Lago, o “HB20”; Sinval Santos Alves, “Zinho”; e Flávio Bobadilha. O investigado Thiago Júnior Galeano de Lima segue foragido.

Kelvin Anunciação Saavedra Alves de Lima, de 34 anos, sumiu em março e há suspeita de ter sido morto em cativeiro na Bolívia

As buscas foram cumpridas nos bairros Cristo Redentor, Centro, Popular Velha, Popular Nova, Guatós e Nova Corumbá, além de diligências em endereços vinculados aos investigados.

Homicídio e ocultação de cadáver

Conforme as apurações, Kelvin foi mantido em cativeiro e, posteriormente, levado para a Bolívia. Há fortes indícios de que ele foi vítima de homicídio e ocultação de cadáver.

De acordo com as autoridades, a causa do crime teria sido a suspeita, por parte dos investigados, de que Kelvin estaria relacionado ao roubo de uma carga de drogas. A Polícia Civil trata apenas como possível motivação do sequestro, do provável homicídio e da ocultação de cadáver.

Durante a operação, foram apreendidos quatro veículos, que serão submetidos à análise pericial para auxiliar na reconstrução da dinâmica do crime, especialmente quanto à abordagem da vítima, ao transporte, ao possível local de cativeiro, ao deslocamento até a Bolívia e à identificação de outros envolvidos.

A investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá e a operação contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Ladário, Delegacia de Atendimento à Mulher de Corumbá, DAIJI, GARRAS e 1ª Delegacia de Polícia de Aquidauana.

MINISTÉRIO PÚBLICO DE MATO GROSSO DO SUL

'Mais Louco do Brasil' pega "carona" em ata de Jardim e recebe recomendação de MPE

Prefeito de Ivinhema foi alvo de inquérito civil por improbidade administrativa em contratação de empresa pesquisada e homologada em licitação do município de Jardim

31/07/2026 11h15

FOTO: Álvaro Rezende/Arquivo Correio do Estado

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Após ser alvo de inquérito civil por improbidade administrativa na contratação de empresa para organização supostamente da Festa da Mandioca de Ivinhema, o prefeito Juliano Ferro (PL), ou o 'Mais Louco do Brasil', recebeu uma recomendação do Ministério Público do Estado (MPE).

O alerta foi publicado na edição do Diário Oficial do MPE desta sexta-feira (31) e prevê uma série de medidas que devem ser implementadas para que não aconteçam as irregularidades constatadas na investigação anterior em processos futuros de licitações e contratações do município.

A recomendação veio após o inquérito civil apontar que o prefeito de Ivinhema teria utilizado "carona" em uma Ata de Registro de Preços da cidade de Jardim para contratar a empresa que realizaria a montagem da estrutura, sonorização, equipamentos e outros serviços do tipo na Festa da Mandioca.

O termo "carona" é utilizado, pois a contratação da empresa específica não realizou uma própria licitação em busca de empresas que poderiam oferecer o serviço pelo menor preço, e utilizou a pesquisa de preços, vencedor e homologação que ocorreram na licitação do município de Jardim.

A utilização de carona não é considerada irregular e é uma atividade válida, porém, o prefeito de Ivinhema estava com um processo de licitação em andamento e o revogou para aderir à carona, o que levantou suspeitas ao MPE quanto à regularidade da ação. 

Na investigação foi realizada uma análise técnica pelo Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução (DAEX) do MPE, que apontou insuficiência no detalhamento do Estudo Técnico Preliminar (ETP) quanto às justificativas dos gastos estimados e demais irregularidades analisadas.

Além disso, foi denunciado ao órgão público que o município teria recebido uma quantidade de equipamentos e serviços abaixo do solicitado e contratado, caracterizando possível fraude e improbidade administrativa, que gerou a instauração do inquérito.

O MPE considerou então que não ficou provado formalmente que pegar carona na ata de Jardim trouxe vantagem financeira e técnica para Ivinhema, requisito necessário para realizar a atividade. E que houve inversão de fases, com algumas decisões tomadas apenas depois que a decisão de aderir à ata já tinha acontecido.

Também foi constatada a falta de: 

  • Cálculos do público estimado, dos critérios de quantitativos ou qualquer estimativa detalhada da necessidade do município para realizar o evento;
  • Exatidão de informações nas notas fiscais, como para qual evento era o serviço, ou mesmo registros de que o serviço foi prestado;

O MPE então recomendou que seja feito um planejamento prévio antes de decisões do tipo, com a elaboração do ETP antes de autorização de compra, e que sejam registrados os cálculos e dados objetivos do evento.

O órgão recomendou também a conscientização quanto à adesão de atas de preços, para que atenda aos requisitos básicos de comprovação, que o município terá vantagem técnica e econômica ao realizar a atividade, sempre considerando as especificidades do evento.

Ainda foi recomendado:

  • Pesquisa de preços mais objetivas e rígidas, com registro de fontes e métodos utilizados;
  • Anexos da documentação que justifiquem a necessidade, regularidade e motivação de todas as decisões tomadas, em especial pela utilização de dinheiro do cofre público;
  • Fiscalização dos serviços que apresentem comprovações da realização com imagens, ordens de serviço e relatórios;
  • Pagamento do serviço para a empresa apenas após o atestado formal da fiscalização e comprovação do serviço;

À Controladoria-Geral do Município também ficou recomendada a criação de uma rotina permanente com checagem dos processos antes da conclusão.

A prefeitura de Ivinhema tem o prazo de 30 dias para enviar ao órgão as providências que serão adotadas e encaminhar o cronograma de implementação das medidas propostas. Em caso do município não aceitar a recomendação, o MPE pode adotar medidas extrajudiciais por improbidade administrativa .

*Saiba

Recentemente, o prefeito 'Mais Louco do Brasil', firmou um TAC com o MPE para regularizar a situação do Ginásio Poliesportivo Municipal, que apresentou uma série de irregularidades no local, com falta de segurança à população frequentadora do local e infraestrutura.

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