Cidades

violência contra mulheres

Vítimas devem fazer denúncia, alerta delegada

Vítimas devem fazer denúncia, alerta delegada

Gabriel Maymone

14/01/2014 - 15h35
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A titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Rosely Molina, alerta as vítimas de violência que, embora com receio, denunciem seus agressores. “As mulheres devem ter consciência que possuem direitos e que estes direitos devem ser respeitados”.

Somente neste ano, já foram registrados 208 casos de violência doméstica. Diante do alto número de casos, a delegada afirma que a polícia está enfrentando a situação com medidas repressivas, responsabilizando penalmente os autores de delito e oferecendo acolhimento e proteção às vítimas, oferecendo as mesmas a possibilidade de solicitação de medidas protetivas de urgência, seja preventivamente com a realização de campanhas de sensibilização.

A delegada diz que a Deam tem instaurado os Inquéritos Policiais e procurado concluir as investigações destes crimes com a maior celeridade possível.

As estatísticas mostram números impressionantes: no ano de 2013, foram registrados 5.640 (cinco mil, seiscentos e quarenta) boletins de ocorrência, dos quais 3.022 (três mil e vinte e dois) inquéritos policiais relatados e 839 (oitocentos e trinta e nove) boletins de ocorrência circunstanciados foram encaminhados à Vara de Violência Doméstica e Familiar desta cidade, sendo que só neste ano de 2104, já se contabiliza 208 (duzentos e oito) registros de Boletim de Ocorrência.

Em MS

Mulher é condenada por ofensas racistas contra a ex-cunhada em Terenos

O caso aconteceu em 2023 e os insultos e ameaças foram feitos partir de áudios enviados via Whatsapp

27/05/2026 10h30

A ré foi condenada à dois anos de prisão por injúria racial e um mês pelas ameaças

A ré foi condenada à dois anos de prisão por injúria racial e um mês pelas ameaças Foto: Divulgação

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Após atuação do Ministério Público de Mato Grosso Sul (MPMS), uma mulher foi condenada em Terenos pelos crimes de ameaça e racismo (injúria racial equiparada), por ofensas direcionadas à ex-cunhada. A atuação aconteceu por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Terenos. 

O caso ocorreu em junho de 2023 e completará três anos no próximo mês, na época do acontecimento a ré encaminhou áudios por meio do Whatsapp para familiares da vítima e proferindo inúmeras ofensas verbais de cunho racista, ainda nos áudios foram feitas ameaças de violência física e morte. 

Entre os conteúdo dos áudios encaminhados à vítima constava ameaças como “não sairia viva” e ainda declarou que “cortaria o pescoço” dela e de seus filhos. Em depoimento a vítima confirmou os fatos e alegou ter sentido medo real das ameaças. 

A irmã da vítima confirmou o acontecido e afirmou ter recebido os áudios contendo insultos de cunho racial e ameaças à ofendida.

Já a defesa da ré negou parte dos fatos, sustentando o argumento que estava fazendo apenas um mero desabafo em um contexto de abalo emocional. Ela ainda alegou que não se recorda de ter feito as ameaças mencionadas na denúncia. 

Porém o Juízo recusou a alegação da defesa e acolheu a denúncia do MPMS, reconhecendo que as provas se mostraram coerentes e suficientes para a condenação. 

Por fim, a ré foi condenada a 2 anos de prisão, pelo crime de injúria racial equiparada e um mês de detenção pelo crime de ameaça, inicialmente ela irá cumprir em regime aberto. 

Ainda foi fixado pelo Juízo um pagamento de dez dias-multa, quando o condenado é obrigado a pagar uma quantia ao Fundo Penitenciário Nacional (FUMPEN), tendo em vista a gravidade das ameaças. 
 

TRIBUNAL DO JÚRI

Acusado de matar companheira e filha tentou inventar desaparecimento das vítimas

Prima de Vanessa Eugênia afirmou que acusado enviou áudios tentando sustentar versão falsa após assassinar a companheira e a filha de 10 meses

27/05/2026 10h15

Familiares acompanharam o julgamento no Fórum de Campo Grande e cobraram justiça pelas mortes de Vanessa e Sophie

Familiares acompanharam o julgamento no Fórum de Campo Grande e cobraram justiça pelas mortes de Vanessa e Sophie Marcelo Victor

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Um ano após o crime que chocou Campo Grande, familiares de Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e da filha Sophie Eugênia, de apenas 10 meses, acompanharam nesta quarta-feira (27) o julgamento de João Augusto Borges, acusado de matar as duas vítimas e ocultar os corpos.

Em frente ao Fórum da Capital, a prima de Vanessa, Patrícia Carvalho, relembrou que, após cometer os assassinatos, o acusado tentou convencer familiares de que a jovem e a bebê haviam desaparecido.

“Ele inventou uma história e achou que realmente todo mundo ia acreditar nisso”, afirmou. Segundo Patrícia, João chegou a enviar áudios perguntando se ela tinha notícias de Vanessa, alegando que a companheira teria saído de casa com a filha e não retornado.

“Até eu recebi um áudio dele falando que não sabia dela, porque ela tinha saído e não tinha voltado. Depois realmente veio a verdade do que ele tinha feito”, disse.

A familiar afirmou ainda que a expectativa da família é pela condenação do réu. “O que a gente quer é justiça e que ele pague realmente pelo que ele fez, porque elas não mereciam isso”, declarou.

Patrícia também relatou que o julgamento faz a família reviver a dor causada pelo crime. “Desde ontem já vem aquele sentimento de tristeza. Reviver isso novamente é uma angústia muito grande para a família”, afirmou.

Crime chocou Campo Grande

O caso aconteceu na tarde de 26 de maio de 2025, na região do Indubrasil, em Campo Grande. Conforme a investigação, João chamou Vanessa para o quarto sob o pretexto de conversar e a matou com um golpe de “mata-leão”. Em seguida, estrangulou a filha do casal, que estava sobre a cama.

Após os assassinatos, ele saiu para trabalhar normalmente. Horas depois, comprou gasolina, colocou os corpos em um carro da família e ateou fogo em uma área da Rua Desembargador Ernesto Borges.

Durante audiência realizada em agosto do ano passado, João afirmou que cometeu os crimes após um “acesso de raiva” depois de levar um tapa da companheira. Na ocasião, também admitiu já ter pensado anteriormente em matar Vanessa e a filha.

O réu foi preso em 27 de maio de 2025 e responde por duplo feminicídio e ocultação de cadáver.

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