Sábado, 18 de Novembro de 2017

Delcídio é campeão de gastos entre candidatos ao Senado

10 AGO 2010Por 04h:24
Maria Matheus

O petista Delcídio do Amaral (PT) é o candidato ao Senado que mais gastou no primeiro mês de campanha, R$ 1.410.989,52. A maior despesa do senador, que concorre a reeleição, foi com doações a outros candidatos — mais de R$ 1,2 milhão. Delcídio também foi o candidato que arrecadou o maior montante, mais de R$ 2 milhões. Waldemir Moka (PMDB) recebeu R$ 443 mil em doações e, até o final do mês passado, gastou R$ 319.444,60, a maior parte com material publicitário. Dagoberto Nogueira (PDT) tirou R$ 24,8 mil do próprio bolso e gastou pouco mais de R$ 17 mil. Murilo Zauith (DEM) não recebeu doações, mas investiu R$ 56.769,00 na campanha.
Do total arrecadado por Delcídio, R$ 600 mil foram doados por pessoas físicas e R$ 1.450.000,00 por empresas. Dentre as despesas do candidato, estão R$ 12 mil com aluguel, R$ 3.680,00 com transporte, R$ 2.085,00 com materiais de expediente e R$ 139.450,00 com publicidade.
Dos R$ 17.090,00 gastos por Dagoberto, R$ 4,8 mil foram aplicados na locação de automóveis e R$ 12.290,00 em  publicidade de materiais impressos, como santinhos, por exemplo. O candidato ainda não recebeu doações de terceiros.
Moka, por sua vez, recebeu R$ 285 mil de empresas e R$ 158 mil de pessoas físicas. Terminou o mês com saldo positivo de R$ 123.556,00. Ele foi o candidato que mais investiu em publicidade de materiais impressos, R$ 253.930,00. O montante é superior, inclusive, ao desembolsado pelo governador André Puccinelli (PMDB).
Murilo Zauith não recebeu doações e gastou apenas R$ 56.769,00. O democrata desembolsou R$ 38,6 mil para produção de propaganda impressa; R$ 11,1 mil para placas, faixas e estandartes e R$ 7 mil para locação de imóvel.

Candidatos ao governo
Puccinelli declarou ao Tribunal Superior Eleitoral despesas de R$ 3.109.078,78 no primeiro mês de campanha. Ele arrecadou R$ 3.020.000,00, sendo que R$ 1,55 milhão foi doado por pessoas físicas e R$ 1,47 milhão, por pessoas jurídicas. Ele recebeu, ainda, R$ 640 mil do partido.
O governador gastou R$ 248,1 mil com publicidade impressa e R$ 260,8 mil com serviços prestados por terceiros. O montante inclui, por exemplo, a contratação de cabos eleitorais. A campanha do peemedebista consumiu R$ 12,8 mil em alimentação e quase R$ 1,5 mil em água. Mas a maior despesa foi com doações a outros candidatos da coligação – mais de R$ 2,3 milhões.
No primeiro mês de campanha, os gastos do ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) são mais modestos. Foram investidos R$ 878.312,91 na campanha do PT ao Governo do Estado. A maior fatia, R$ 740 mil, foi usada para pagar serviços prestados por terceiros.
O petista gastou apenas R$ 30,4 mil com santinhos e panfletos e R$ 48,4 mil com produção de programas para o horário eleitoral gratuito em rádio e televisão. A arrecadação também foi menor que a de seu principal adversário. Orcírio recebeu R$ 838.106,16, doados por candidatos ou comitês financeiros dos partidos.
As prestações de contas do candidato ao Governo Nei Braga e do candidato ao senado Jorge Batista, ambos do PSOL, não estavam disponíveis no site do TSE até a tarde de ontem. Segundo o tribunal, o arquivo entregue à Justiça Eleitoral está corrompido e o TSE aguarda a entrega de prestação de contas retificadora.

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