Domingo, 19 de Novembro de 2017

Delcídio descarta Moka e diz que parceiro será Dagoberto

17 MAR 2010Por 07h:11
O senador Delcídio do Amaral Gomez (PT) classificou ontem como meras e infundadas especulações os comentários de que poderia acertar “dobradinha” com o deputado federal Waldemir Moka (PMDB) na campanha eleitoral para garantir as duas vagas de Mato Grosso do Sul ao Senado Federal nas eleições deste ano. Ele fez questão de reafirmar que o Partido dos Trabalhadores está desenvolvendo projeto de aliança com o PDT e com o deputado federal Dagoberto Nogueira, também pré-candidato ao Senado. “E é neste sentido que, acredito, será consolidada a nossa chapa”. O senador Delcídio do Amaral reforçou que tem defendido que as definições eleitorais da chapa encabeçada pelo ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos passem, necessariamente, pela instância partidária. “Não falei com ninguém que vou dobrar com o deputado Wlademir Moka. Não tem nada disso. Eu estou levando toda a discussão para o partido e não sou biruta de aeroporto para ficar mudando de rumo”, destacou, lembrando que as conversações do PT têm sido com o PDT na chapa majoritária em que, além dele, o principal cotado para disputar a segunda vaga na disputa ao Senado é o deputado federal Dagoberto, não o deputado federal Moka, do PMDB. O senador considera ter sido “mal interpretado” por parte da imprensa quando, questionado no fim de semana, em Campo Grande, lembrou que quando foi eleito “dobrou” com o então senador Ramez Tebet (PMDB) em algumas regiões do Estado, acentuadamente em todo o Bolsão. “Houve uma pergunta, que me pareceu encomendada. Eu disse simplesmente que o quadro para o Senado estava sendo definido em função das coligações. Me questionaram se dobrei com Ramez e confirmei, pois era outra situação naquela época. Hoje, o quadro é outro”, frisou. “Existe um projeto que está sendo desenvolvido com PDT e com Dagoberto e é nesse sentido que acredito será a chapa consolidada”, reforçou. Fidelidade O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) disse ontem desconhecer a suposta “dobradinha” Delcídio e Moka. “Não tenho essa informação. O Delcídio nunca falou disso comigo”, afirmou. O parlamentar disse, ainda, que como pré-candidato ao Senado, fará campanha pedindo votos para o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, para si próprio e para o atual senador, Delcídio do Amaral Gomez, frisando ser “isto o que uma pessoa honrada, do bem e com senso ético tem de fazer”. Para o líder do PDT, a sociedade espera retidão nas decisões dos políticos. “Sempre me pautei por todas essas questões e não vou decepcionar meus eleitores”, frisou. O deputado Dagoberto lembrou que a coligação do PDT com o PT não está formalizada, uma vez que depende das convenções de junho, mas frisou que a aliança está explícita faz tempo. “Há intenção nítida do PT de fazer esta aliança. Estamos marchando juntos há um ano e meio”, disse. Sem citar nomes, Dagoberto afirmou ter “muita gente que ainda não entrou na campanha, mas que certamente vai entrar”, assim como outros partidos. “Continuamos conversando com outras siglas para fazer este grande entendimento, em nível de Estado e de direção nacional”, assinalou. Falando ainda sobre os comentários de suposta aproximação de Delcídio e Moka, Dagoberto disse que não vê dificuldades. “Se eleição fosse ganha através de boatos, não haveria necessidade de fazer campanha, nem de votos”, respondeu. “A eleição será decidida por aquele que tiver a melhor proposta, o melhor trabalho”, acrescentou. “O resto é fofoca. Se eu acreditasse em tais conversas, não faria campanha”. Para o deputado, “cometerá grave erro quem subestimar a inteligência do povo”.

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