Quinta, 23 de Novembro de 2017

Defesa dos Nardoni dispensa testemunhas

25 MAR 2010Por 01h:21
O advogado Roberto Podval resolveu dispensar ontem, terceiro dia do julgamento, todas as suas testemunhas de defesa para que o júri popular pudesse começar a ouvir Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sobre a morte da menina Isabella Nardoni, 5 anos, jogada do 6º andar do edifício London, em São Paulo, em março de 2008. Os dois são réus pelo homicídio. Podval, advogado de defesa do casal, já havia adiantado que aposta no depoimento do casal para “definir” o julgamento. Antes do início do júri, na segunda-feira (22), a defesa havia convocado 17 testemunhas. Apenas três foram ouvidas ontem: a perita do Instituto de Criminalística Rosângela Monteiro, o jornalista Rogério Pagnan e o investigador do 9º DP Jair Stirbulov - este último depoimento durou apenas 15 minutos. O terceiro dia de julgamento do casal Nardoni foi retomado na manhã de ontem com o depoimento da perita Rosângela Monteiro, do Instituto de Criminalística de São Paulo, que falou até as 17h. Monteiro desenhou em um quadro branco as marcas de sangue encontradas na calça da menina Isabella Nardoni. Às perguntas do promotor Francisco Cembranelli, ela afirmou que marcas encontradas na camiseta que Alexandre usava no dia do crime são totalmente compatíveis com as do assassino que jogou Isabella pela janela. Disse também que sangue de Isabella foi encontrado em diversos pontos do apartamento. Acareação O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, decidiu deferir o pedido da defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá para que haja uma acareação entra o casal e Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella. A sessão foi suspensa e deve ser retomada hoje com o depoimento dos réus. A decisão a respeito da acareção, contudo, não é definitiva, já que o juiz pode desistir de realizála se julgar que o depoimento dos réus já é suficiente para o julgamento.

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