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Defesa Civil alerta para risco de chuva forte

Defesa Civil alerta para risco de chuva forte

DA REDAÇÃO

29/12/2011 - 14h39
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Mato Grosso do Sul pode ter chuva forte em regiões isoladas ainda hoje (29) e também amanhã. O alerta é da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-MS). Conforme informações do boletim baseado no Instituto Nacional de Meteorologia, as condições são favoráveis à ocorrência de chuva moderada a forte, com trovoadas, rajadas de ventos ocasionais e possibilidade de queda de granizo, em áreas isoladas do Estado nesses dois dias.

A Cedec recomenda a população a evitar áreas de alagamentos e que tenham risco de deslizamentos de encostas, morros e barreiras. É seguro evitar trafegar em ruas sujeitas a alagamentos localizados e também em lugares que ofereçam pouca ou nenhuma proteção contra ventos fortes e granizo.


 


 


 

SAÚDE

Um em cada três pacientes com meningite morre no Centro-Oeste

Doença é considerada uma das infecções mais graves monitoradas pelas autoridades de saúde no Brasil

16/06/2026 15h28

Vacina é a principal forma de prevenção da meningite

Vacina é a principal forma de prevenção da meningite Foto: Gerson Oliveira

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A doença meningocócica invasiva, a meningite, continua sendo uma das infecções mais graves monitoradas pelas autoridades de saúde no Brasil. Dados apresentados na manhã desta terça-feira (16) durante masterclass promovida pela companhia farmacêutica GSK em Brasília mostram que a letalidade da doença na região Centro-Oeste do País chegou a 33,3% em 2026. Isto significa que um em cada três pacientes diagnosticados morre em decorrência da infecção.

O índice é superior à média nacional, estimada em 16,6% neste ano.

Segundo a infectologista pediátrica Isabel Lopes, a mortalidade da doença se dá ao seu rápido avanço em um curto período de tempo.

“A média de evolução da doença até o óbito é de 19 horas desde o aparecimento dos primeiros sintomas, que são muito semelhantes ao de uma gripe qualquer. Rapidamente, os sintomas evoluem de febre baixa a convulsões e necrose das extremidades (pés e mãos)”, explicou ao Correio do Estado.

Levantamentos do Ministério da Saúde apontam que, em 2025, foram notificados 26.869 casos de meningite em todo o País. Destes, 13.585 foram confirmados, 568 foram dados como inconclusivos, 11.687 foram descartados e 1.029 ainda estão em investigação.

Até o mês de outubro de 2025, foram registradas 1.121 mortes em todo o País em decorrência da doença nas formas viral e bacteriana.

Na região Centro-Oeste, os registros mostraram que foram notificados 1.249 casos de meningite de todas as etiologias, sendo 557 confirmados, 61 encerrados, 559 descartados e 72 continuam em investigação.

Dos casos, a região contabilizou 57 óbitos, sendo 18 em Mato Grosso do Sul, 18 em Mato Grosso e 21 em Goiás.

De janeiro a abril de 2026, o Ministério da Saúde contabilizou cerca de 2 mil casos de meningite no Brasil, número maior que o observado no mesmo período no ano passado.

Em Mato Grosso do Sul, até a semana 17 de 2026, foram contabilizados 34 casos confirmados e 8 óbitos pela doença, considerando agentes etiológicos como vírus, bactérias e fungos.

A doença

De acordo com o médico Rodrigo Zilli, do GSK, a meningite é considerada uma doença endêmica no Brasil e pode durar durante o ano todo.

Ela é causada por agentes etiológicos, como bactérias (meningite bacteriana), vírus (meningite viral) e fungos. Eventualmente, podem ocorrer surtos e epidemias da doença e sua sazonalidade varia.

Por exemplo, as meningites bacterianas ocorrem mais no outono e no inverno, onde a Doença Meningocócica aparece mais - de maio a outubro. Já as meningites virais ocorrem mais na primavera e no verão. Tanto as bacterianas como as virais são transmitidas de pessoa para pessoa por contato próximo, por meio de gotículas respiratórias através da fala, tosse ou espirro.

Nem todas as pessoas apresentam sintomas da doença enquanto portam a bactéria, mas mesmo assim, funcionam como agente transmissor.

Os sintomas da meningite podem variar conforme o agente causador. Os mais frequentes incluem febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, vômitos e sensibilidade à luz. Em bebês e crianças pequenas, os sinais de alerta podem ser irritabilidade, choro persistente, rejeição alimentar, vômitos e moleira estufada.

Os sinais de gravidade da doença incluem confusão mental, convulsões, dificuldade para acordar e o aparecimento de manchas vermelhas ou arroxeadas na pele. O aparecimento desses sintomas requer atendimento médico imediato.

Como previnir

A vacinação é a melhor forma de prevenção à doença, especialmente contra as meningites bacterianas, que são as que apresentam mais perigo à saúde, por conta da sua gravidade.

No entanto, ela apresenta restrições de idade. Em recém-nascidos, sua aplicação só é recomendada a partir dos 2 meses de idade. Elas são divididas em 12 sorogrupos, sendo que 5 são os mais frequentemente associados com a doença meningocócica invasiva (DMI): A, B, C, W, X e Y.

As vacinas disponíveis no Plano Nacional de Imunização (PNI), no Sistema Único de Saúde, contemplam apenas 4 sorogrupos da doença. São elas:

  • BCG – protege contra formas graves da tuberculose, incluindo meningite
  • Pneumocócica – previne doenças invasivas, incluindo meningite
  • Penta – protege contra Haemophilus influenzae tipo b
  • Meningocócica C – protege contra o meningococo sorogrupo C
  • Meningocócica ACWY – protege contra o meningococo dos sorogrupos A, C, W e Y

Na rede particular, é encontrada a MenB, que protege contra o meningococo B. Atualmente, não existe uma vacina que proteja contra todos os sorogrupos.

Outras medidas importantes incluem lavar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados e seguir a etiqueta respiratória. Os cuidados são primordiais especialmente com recém-nascidos antes dos três meses, já que não podem receber a primeira dose de proteção contra a doença.

Teko Porã II

PF cumpre mandado em operação que busca identificar envolvidos em morte de indígena em MS

Guarano Kaiowá foi morto com tiro na durante conflito armado em novembro do ano passado, em aldeia de Iguatemi; uma pessoa foi presa na operação desta terça

16/06/2026 15h01

Munição deflagrada durante confronto entre pistoleiros e indígenas que deixou mortos em Iguatemi

Munição deflagrada durante confronto entre pistoleiros e indígenas que deixou mortos em Iguatemi Foto: Reprodução / Redes Sociais

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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (16), a Operação Teko Porã II, com objetivo de identificar e responsabilizar todos os envolvidos no homicídio de Vicente Fernandes Vilhalva, liderança indígena Guarani Kaiowá, de 36 anos, ocorrido em novembro de 2025, durante conflito armado nas proximidades da aldeia Pyelito Kue, em Iguatemi. O funcionário de uma fazenda Lucas Fernando da Silva, de 23 anos, também morreu na ocasião.

A operação é em continuidade ao trabalho iniciado com a Operação Teko Porã, deflagrada em novembro de 2025, que teve como objetivo esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar todos os possíveis responsáveis pelo crime.

Nesta segunda fase, o objetivo é aprofundar as investigações, com foco na coleta de elementos probatórios adicionais e na responsabilização dos envolvidos.

No cumprimento de ordem judicial expedida pela Justiça Federal, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em endereço vinculado aos investigados.

Segundo a PF, durante as diligências, uma pessoa foi presa em flagrante pelo crime de fraude processual, por tentar destruir provas relacionadas ao caso. Ele quebrou um celular e jogou na caixa acoplada de descarga do vaso sanitário. O nome do detido não foi divulgado.

Munição deflagrada durante confronto entre pistoleiros e indígenas que deixou mortos em IguatemiInvestigado tentou destruir celular e foi preso em flagrante (Foto: Divulgação / Polícia Federal)

Relembre o caso

A morte do indígena Vicente Fernandes Vilhalva, de 36 anos, e do funcionário de uma fazenda Lucas Fernando da Silva, de 23 anos, ocorreu no dia 16 de novembro de 2025, durante a retomada da área da Fazenda Cachoeira, na Terra Indígena (TI) Iguatemipeguá I, no município de Iguatemi.

A investigação dos crimes está a cargo da Polícia Federal (PF) desde então, mas, na época, se tornou uma briga de narrativas entre órgãos do governo do Estado e o governo federal.

Conforme reportagem do Correio do Estado, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) divulgou nota afirmando que a morte teria sido causada por outro indígena guarani-kaiowá, qye chegou a ser detido pela Polícia Militar.

No entanto, a Polícia Federal afirmou que investigações apontaram dois suspeitos e que um deles teria sido identificado por um dos indígenas que foi ferido na ação, o que indicaria que essa pessoa não era da comunidade.

Ainda segundo a Polícia Federal, durante o trabalho de perícia feito na área, foram coletados “cápsulas, material biológico e depoimentos de indígenas. Duas espingardas calibre 12, utilizadas por segurança privada da fazenda, foram apreendidas para perícia”.

Além dos dois mortos, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) afirmou que outros quatro indígenas teriam ficado feridos na ação..

Já a Sejusp confirmou apenas dois feridos, Eliéber Riquelme Ramires, que, após ser atendido em Iguatemi, foi transferido para Dourados “em razão da gravidade”, e um adolescente de 14 anos, “ferido por tiro no braço, deu entrada no Hospital de Iguatemi, porém, fugiu da unidade antes da conclusão do atendimento médico”. Ambos os feridos são indígenas.

A Sejusp afirmou ainda que a morte do funcionário da fazenda não foi causada por disparo de arma de fogo nem por arma branca e limitou-se a dizer que ele morreu “por ruptura hepática e choque hemorrágico”. 

A briga pela terra que terminou na morte dessas duas pessoas é antiga e já dura décadas. A demarcação da área estava parada desde 2013, mas teve andamento no início de novembro de 2025, após o MPI e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluírem os estudos de identificação e delimitação da área.

O processo foi remetido para o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e aguarda a publicação para finalização o processo.

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