Domingo, 19 de Novembro de 2017

Decepcionados, torcedores lamentam derrota do Brasil

3 JUL 2010Por 00h:13
anahi zurutuza

Decepção. Este foi o sentimento que tomou conta dos campo-grandenses ontem depois que o Brasil foi derrotado pela Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo. Depois de confirmado o placar (2 a 1) que eliminou a seleção brasileira da competição, os 2,5 mil torcedores que se reuniram para dar força à equipe na Cidade da Copa esvaziaram, em poucos minutos, a estrutura montada nos altos da Avenida Afonso Pena. A maior parte deles em silêncio.
O público que no primeiro tempo era animado pelo som das cornetas e da bateria da escola de samba campo-grandense Catedráticos do Samba, depois do segundo gol da Holanda, foi contaminado pela preocupação. Nos três últimos minutos de jogo, o desespero tomou conta dos torcedores e depois que o árbitro apitou o fim da partida, nos rostos de cada um era possível enxergar a desilusão.
“Não tem nem o que dizer”, resume em poucas palavras Marilene Pereira, 50 anos. “Eu achei que o Brasil ia para a final”, completa a dona de casa, segurando as lágrimas. Frustrada e sem acreditar no resultado da partida, Anis da Silva, 20, recolhe a bandeira de quatro metros quadrados que levou para a Cidade da Copa. “O jeito agora é voltar para a vida normal”, lamenta.
As opiniões sobre os motivos da derrota foram as mais diversas. Alguns culparam o técnico, outros a equipe. “Acho que faltou o Ronaldinho (Gaúcho)”, afirmou o estudante, Felipe José, 18. Já para a vendedora, Andressa Bento, 22, faltou “garra” para os jogadores. “A verdade é que todo mundo se acha um pouco técnico da seleção. Mas eu acho que o Dunga não teve culpa. Os jogadores é que não jogaram o segundo tempo como jogaram o primeiro”.

Esperança
Apesar da tristeza de ver o Brasil sair tão cedo da Copa, para alguns ficou valendo o ditado:  a esperança é a última que morre. “Posso dizer que fiquei um pouco decepcionado, mas triste jamais. O gostoso é ganhar em casa, acho que vamos ser hexacampeões em 2014”, disse o inspetor federal Elizeu Correa, 32 anos. O estudante Luiz Henrique Silva, 18 anos, concorda. “O importante é que o Brasil é penta. Agora é só esperar mais quatro anos”.

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