Sábado, 25 de Novembro de 2017

De presidente a conselheiro

30 JUN 2010Por 07h:33
Perdoem-me os petistas, mas o presidente inaugurou no Pará mais um “chão batido”. É outra obra do PAC, Programa Alucinógeno do Conselheiro futuro da Dilma. Ainda estou à espera de informação sobre uma grande obra acabada/definitiva do Governo federal. Uma única só. Percebe-se que o “ego Dilma” já está botando as manguinhas de fora. As falas dela de que será de sua responsabilidade e escolha as nomeações dos ministros se eleita deixa pistas da sua insegurança e no ar o preparo da arena no confronto “amigo” caso ganhe a eleição. Há uma certa busca da candidata pela personalidade perdida quando fala “sempre que puder vou me aconselhar com ele (Lulla)”. Personalidade esta ignorada no discurso do presidente ao dizer que o nome Dilma apenas ocupa o vazio do seu na urna eletrônica.

Para ter a possibilidade de nomeação desse seu ministério, a campanha da enteada política, apoiada pelo seu padrasto Lulla, vem construindo coligações as mais espúrias possíveis. Já deixo claro que não é apenas “mérito” da situação, mas esta ganha com muitos corpos de frente da oposição. Penso que deveriam ser, na eleição de cargos federais, proibidas as coligações. Aliás, deveriam ser todas majoritárias de forma a dar uma postura ideológica na condução do governo. Com isso, aconteceria maior comprometimento dos eleitos para o Congresso Nacional e maior identificação entre o Legislativo e Executivo. Mais, seria cancelado o show de horror e terror nos abraços de Dilma e Lulla com Jader Barbalho, Sarney, Garotinho e Cia, coisa tenebrosa para os adolescentes. Evitaria, sem mencionar outros lugares, o absurdo do Estado do Maranhão, em que o PT Regional sofrerá intervenção do Diretório Nacional caso não se coligue com os membros da família Sarney. É inacreditável. Uma aberração tão grande que tem petistas de caráter em greve de fome. E aí presidente, vai deixar morrer igual ao cubano? Aqui não é Cuba e o Sr. pode intervir. Não dá, não é mesmo. Dois milhões de votos estão acima da moral e da ética representada por este homem. Neste caso do Maranhão a mídia brasileira está se portando de forma vergonhosa ao se omitir. Preocupação com as contas publicitárias ou à espera do corpo?

Vários palanques políticos com mais de um candidato de apoio serão formados em diversos estados para acomodarem interesses pessoais, independente da doutrina partidária. Percebe-se que a eleição está sofrendo estupro. O Rio de Janeiro constitui-se em um desses absurdos, assim como a Bahia e outros. É algo hilário e só pode acontecer no Brasil ou em países cucarachos. Há prevalência de vontades ditatoriais. Lulla, Collor e Dillma em um mesmo palanque é prova incontestável disso, sem direito a retruques.

O governo, sabedor da anestesia cultural da população que é dopada à base de dinheiro, créditos consignados e benesses, faz o povo chafurdar-se na orgia de aumentos salariais que encaminham o país para a direção da inadimplência estatal que, no economês, significa emissão de dinheiro e inflação. De 2002 para cá, as despesas com a folha de pagamento do funcionalismo no governo Lulla, saíram dos quase 70 bilhões para aproximadamente 160 bilhões. E vem mais por aí. Além do funcionalismo federal em 2011, o Congresso Nacional terá 25% de aumento nos salários, fora bonificações, o que estica o ano para 15 meses. No Judiciário, como informa o Estadão, copeiro vai ganhar mais de nove mil reais.

O leitor pode dizer: que tem o governo com isso? Tudo, a fonte ordenadora e de dinheiro é uma só. Não há, esses fatos provam, uma criteriosa avaliação dos gastos públicos que deveriam sofrer de fiscalização e controle por parte de quem arrecada e distribui os recursos. Aliás, em qualquer setor do governo não há qualquer controle sobre os recursos, vide o dinheiro do Ministério da Integração Nacional que está integralizado na Bahia. Chega a 57% enquanto em Pernambuco, por exemplo, chegou apenas 1% do dinheiro previsto para o gasto em prevenção a tragédias. O ex-ministro é candidato ao governo baiano. Apesar de todos os desastres que acontecem todos os anos o dinheiro da prevenção para este ano só teve 14% liberados dos 508 milhões de reais. Aí gasta-se R$ 535 milhões para reconstrução. E todos os brasileiros aceitam em divina passividade, amém.

Raphael Curvo, Jornalista, advogado pela PUC_RIO e pós-graduado pela Cândido Mendes-RJ   

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