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Cursos da Funsat estão com inscrições abertas

Cursos da Funsat estão com inscrições abertas

DA REDAÇÃO

05/09/2011 - 08h33
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A Funsat está com inscrições abertas para os Cursos da área de Artesanato – Pintura em Tecido, Tapeçaria e Tear realizados com recursos do Projeto Empreender da Prefeitura Municipal de Campo Grande.

Os cursos estão sendo realizados pela Funsat em parcerias com as Incubadoras, Associação de Moradores e Instituições nas regiões dos Bairros Jardim Oracília, Santo Antonio, jardim Uirapuru, Estrela Dalva e Novos Estados. Importante: O Projeto não oferece vale-transporte.

Inscrições

As aulas são gratuitas, para se inscrever basta que o trabalhador faça o cadastro na Agência de Empregos da Funsat, com os seguintes documentos: Carteira de Trabalho, PIS, RG, CPF, escolaridade (ensino fundamental incompleto).

Qualificação

Os cursos tem carga horária média de 80 horas/aula e ensinam técnicas para criação e execução de trabalhos manuais para formação e orientação individual ou de grupos para o exercício de profissão autônoma, que possa gerar renda própria.

Calendário

Curso Tapeçaria
Clube de mães do Jd. Uirapuru
Endereço: Rua Agnelo de Souza Castro, 788 – Bairro Jd. Uirapuru
Horário: 13h00 às 17h00
Data: 12/09/2011 ás 07/10/2011

Curso de Pintura em tecido
GIBITECA
Endereço: Rua Francisco Barbato, 180 Jd. Oracília
Escolaridade: Ensino Fundamental Incompleto
Horário: 7h30 ás 11h30
Datas: 21/09/2011 à 21/10/2011

Curso Tear
Incubadora Estrela Dalva
Endereço: Rua Marques de leão, n° 1213
Horário: 13h00 às 17h00
Data: 17/10/2011 ás 16/11/2011

Curso Tear Maná do Céu
Endereço: Avenida Senhor do Bonfim, 261 / Novos Estados
Escolaridade: Ensino Fundamental Incompleto
Horário: 7h30 às 11h30
Data: 17/10/2011 ás 16/11/2011

Curso Tear - Turma
Incubadora Estrela Dalva
Endereço: Rua: Marques de leão, n°1213 - Bairro Estrela Dalva
Escolaridade: Ensino Fundamental Incompleto
Horário: 13h00 às 17h00
Data: 24/10/2011 ás 23/11/2011.

Nesta quarta-feira

Após um ano, homem preso por incendiar mulher e filha vai a juri popular

José Augusto Borges vitimou  a esposa Vanessa Eugênia Medeiros e a filha Sophie Eugênia, de 10 meses, em maio do ano passado

26/05/2026 14h45

Foto: Reprodução / Redes Sociais

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Autor do duplo feminicídio que vitimou  a esposa Vanessa Eugênia Medeiros, 23, e a filha Sophie Eugênia, de 10 meses, em maio do ano passado, João Augusto Borges passará pelo Tribunal do Jurí nesta quarta-feira (27), julgamento que ocorre às 8h no Fórum da Capital. 

Em agosto do ano passado, disse em audiência que ambos os crimes foram cometidos após um "acesso de raiva" contra a mulher. 

Na ocasião, o réu disse não possuir problemas mentais e assumiu“perdeu a cabeça" após um tapa de Vanessa.

“Não tenho nenhum problema mental. Ela (Vanessa) me deu o tapa e eu perdi a cabeça”, declarou João na época, alegando que o tapa ocorreu quando tentou se despedir da vítima com um beijo antes de voltar ao trabalho.

Durante o interrogatório, o homem, então com 25 anos admitiu já ter pensado em matar a companheira em outros momentos e confirmou a premeditação dos crimes. “Tinha pensado, mas não queria colocar em prática. Eu tava me segurando, mas o tapa foi a faísca”, disse. Segundo ele, o tapa apenas desencadeou a ação, que vitimou sua filha, algo que ele disse não querer fazer.

“Não tive controle, eu não queria matar ela, eu queria cuidar, mas eu não conseguia enxergar com amor”, disse. Ao contrário do que disse em depoimento à polícia em maio do ano passado, negou que a motivação dos crimes tenha sido  para evitar o pagamento de pensão à filha. 

Na ocasião, pediu perdão e disse não se lembrar de ter matado a criança. “Quero pedir perdão a Deus, a família dela, a minha família, era a única e primeira neta de sangue, desculpa", afirmou.

José Augusto Borges e Vanessa / Foto: Reprodução / Redes Sociais 

Os lados

Na ocasião, advogado da família, Lucas Brandolis avaliou a audiência como positiva, destacando que as testemunhas confirmaram a premeditação e a personalidade violenta do réu.

“Os familiares estão consternados por ouvirem todos os detalhes dos feminicídios, além da frieza de João ao contá-los. O interrogatório revelou que ele busca redução de pena ao tentar demonstrar arrependimento e afastar o motivo torpe ligado à pensão alimentícia, mas as alegações não resistem às provas e à versão apresentada em delegacia”, disse ao Correio do Estado. 

Brandolis lembrou que o réu optou por permanecer em silêncio diante das perguntas do Ministério Público e do assistente de acusação. “Aguardamos com tranquilidade a pronúncia do réu para que seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e, finalmente, condenado por todos os crimes imputados na denúncia”, concluiu.

Já a advogada de defesa de João, Maryane Cruz, disse que a audiência foi tranquila, e que apesar de orientado a permanecer em silêncio, o réu optou por falar. “Foram ouvidas testemunhas e, apesar de ter sido orientado a ficar em silêncio, João Augusto relatou sobre o crime, respondendo somente às perguntas do juiz e da defesa.”

O crime

O caso ocorreu na tarde de 26 de maio de 2025, onde, por volta das 16h, na região do Indubrasil. João chamou Vanessa para o quarto sob o pretexto de conversar e a atacou com um golpe de “mata-leão”, causando seu estrangulamento. Logo depois, estrangulou a filha, que brincava na cama do casal.

Após o crime, saiu para trabalhar normalmente. Mais tarde, às 21h, comprou um galão e o abasteceu com R$ 16 de gasolina. Voltando para casa, enrolou os corpos em dois cobertores e os colocou no carro da família, um Gol cinza. Dirigiu até a rua Desembargador Ernesto Borges e ateou fogo nos corpos.

João afirmou que esperava que mulher e filha só fossem encontradas em dois ou três dias, mas as chamas se espalharam rapidamente pela vegetação, chamando a atenção de moradores e do Corpo de Bombeiros.

Questionado sobre o que fez após o crime, disse que voltou para casa e dormiu “tão bem, como não dormia faz tempo”, pois acreditava ter se “livrado de um problema”.

Relacionamento e antecedentes

Vanessa e João se conheceram por meio de um aplicativo de relacionamento e viviam juntos havia dois anos. A família dela é de Chapadão do Sul, onde residia antes de se mudar para Campo Grande em 2023 para morar com João.

À época, um amigo do acusado contou à polícia que não havia histórico de violência no relacionamento, apenas discussões comuns. No entanto, cerca de dois meses antes do crime, João disse que pretendia matar a companheira e a filha para “se livrar", mas a testemunha não levou a sério pela gravidade da declaração.

Investigações e prisão

João Augusto Borges foi preso em 27 de maio e responderá por duplo feminicídio e ocultação de cadáver.

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caso bernal

Em audiência, defesa de Bernal 'bate na tecla' de que ex-prefeito agiu em legítima defesa

De acordo com os advogados de defesa, as provas apontam que Alcides Bernal não tinha intenção de matar e agiu para se defender.

26/05/2026 14h27

Advogado de defesa, Ricardo Machado, ressaltou que a defesa se baseia na legítima defesa do ex-prefeito

Advogado de defesa, Ricardo Machado, ressaltou que a defesa se baseia na legítima defesa do ex-prefeito FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A defesa de Alcides Bernal, réu pelos crimes de homicídio qualificado por meio cruel, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio, afirmou que confia "absolutamente" na tese de que o ex-prefeito agiu em legítima defesa e que as provas e argumentos serão suficientes para a absolvição do réu.

De acordo com um dos advogados de defesa, Ricardo Machado, Bernal efetuou os disparos após a vítima "ir para cima" dele. 

"A vítima estava de pé, de frente, partindo para cima de Alcides Bernal. (...) Bernal, com sua residência invadida por dois homens, chega até o imóvel através de um contato da New Line e se defende, defende o domicílio dele", afirmou Machado antes da audiência desta tarde. 

Para a defesa, o ex-prefeito teria se sentido ameaçado mas não atirou para matar. Prova disso é a localização dos projéteis na vítima, abaixo do peito. 

"Nenhum tiro foi letal, infelizmente aconteceu essa tragédia. Em momento algum Bernal teve a intenção deliberada de provocar um óbito, de provocar um homicídio, mas a intenção dele é clara e simples: se defender", ressaltou o advogado.

Na tarde de hoje, serão ouvidas sete testemunhas do Ministério Público de acusação, compostos por familiares de Roberto Carlos Mazzini, morto a tiros por Bernal no dia 24 de março deste ano. O chaveiro, Maurílio da Silva Cardoso, que também estava no imóvel no momento do crime, também será ouvido hoje. 

Nesta audiência, Bernal foi autorizado a participar através de videoconferência. Na quarta-feira (27), segundo dia de audiência, o réu deverá comparecer presencialmente. Além de Bernal, serão ouvidas mais treze testemunhas de defesa, incluindo funcionários da empresa de segurança New Line. 

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 24 de março. Alcides Bernal matou o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini após se recusar a entregar seu imóvel, que havia sido leiloado.

A disputa pelo imóvel começou em 2023, quando em um primeiro pregão, o imóvel foi ofertado por R$ 3,7 milhões, mas ninguém se interessou.

Depois, o valor caiu para R$ 2,4 milhões e o fiscal tributário acabou comprando a mansão. Contudo, mesmo após ter sido arrematado por Roberto Mazzini, Bernal se recusava a entregar a casa, levando a imbróglios judiciais.

No dia 24, Bernal flagrou por meio do monitoramento de segurança a vítima entrando na propriedade com a ajuda de um chaveiro.

Ao chegar no local, o ex-prefeito se desentendeu com o fiscal e efetuou dois disparos na direção do rival judicial, sendo que um dos tiros atravessou a região da costela.

Imagens de câmera de segurança da casa mostraram que o chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, chegou de picape ao local, por volta das 13h, enquanto Roberto o esperava dentro de sua caminhonete na frente do imóvel.

Logo após a chegada do chaveiro, o fiscal passou a instrução para Maurílio tentar abrir a porta principal da casa. As imagens mostraram que, enquanto o chaveiro realizava o trabalho, o fiscal apenas observava e esperava a conclusão da abertura.

Exatos 35 minutos depois de começar os trabalhos, Maurílio conseguiu abrir o portão e avisou Roberto, que imediatamente acessou a região interna da casa. Durante os próximos cinco minutos, ambos ficaram dentro do imóvel.

Às 13h44min20s daquele dia o vídeo mostra que o ex-prefeito chegou à frente da casa, após ser avisado pela equipe de monitoramento da empresa New Line de que teriam invadido a residência.

Cerca de 17 segundos depois, Bernal entrou no imóvel e, depois de cinco passos, efetuou o primeiro disparo contra Roberto.

No momento em que Bernal vai em direção ao corpo da vítima, ele entra no ponto cego da câmera, momento em que teria dado o segundo tiro no auditor fiscal, de acordo com o laudo pericial. Após isso, é possível ver o chaveiro escapando e saindo da casa, às 13h45min10s.

O ex-prefeito voltou a aparecer na filmagem, quando guarda a arma na cintura e se dirige para fora da casa, momento em que aproveitou para chamar a equipe da New Line, que tem sua sede exatamente na frente do local do assassinato.

Depois de mexer no celular, Bernal foi embora da cena do crime. Após isso, Bernal fugiu do local do crime e se apresentou à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Centro). Ele está preso desde o dia do crime.

Nesta semana, o ex-prefeito, que é advogado, teve o registro profissional suspenso preventivamente pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul (OAB/MS). 

De acordo com publicação no Diário Oficial da OAB, a decisão da suspensão preventiva foi proferida pelo Tribunal de Ética e Disciplina e é válida pelo prazo de 90 dias, de 18 de maio a 15 de agosto.

Durante o período do cumprimento da sanção disciplinar, Bernal não poderá praticar qualquer ato provativo no exercício da advocacia. Ele foi notificado a apresentar o cartão e carteira de advogado na OAB/MS.

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