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Cultura brasileira será destaque pela segunda vez na Feira do Livro

Cultura brasileira será destaque pela segunda vez na Feira do Livro

AGÊNCIA BRASIL

02/11/2010 - 22h49
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A cultura brasileira vai ser destaque na maior feira do livro do mundo, em outubro de  2013 – a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, que reúne mais de 7 mil expositores e recebe cerca de 280 mil visitantes a cada edição. Só para o Brasil serão destinados 5 mil metros quadrados.

A ideia é utilizar esse espaço para a divulgação da literatura, da música, do teatro, do cinema e das artes em geral produzidas no Brasil. É a segunda vez que o país é homenageado na feira.

“Uma série de fatores influencia na decisão da organização do evento de escolher o Brasil para ser homenageado. O que é muito claro é que existe o reconhecimento do Brasil como um interlocutor importante no cenário internacional”, afirmou à Agência Brasil o cônsul-geral do Brasil em Frankfurt, embaixador Cézar Augusto de Souza Lima Amaral.

Em abril de 2008, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, orientou o cônsul a tentar ampliar o espaço do país no evento. Amorim lembrou que a última vez que o Brasil foi homenageado na Feira do Livro de Frankfurt foi em 1994.

“Imaginei que seria impossível, pois é uma situação rara um país ser homenageado pela segunda vez na feira. Isso só ocorreu com a China, que hoje desfruta de um espaço privilegiado na feira e que traduziu mais de 60 títulos do mandarim para o alemão”, disse Amaral.  

Em outubro, quando foi confirmada a homenagem à cultura brasileira na feira de Frankfurt, o diretor do evento, Juergen Boos, afirmou às autoridades presentes que o mundo está olhando para o Brasil. Demonstrando conhecer a literatura brasileira, Boos citou Jorge Amado e Paulo Coelho.

O diretor lembrou, porém, que é necessário trabalhar mais para a divulgação da cultura do Brasil. Neste ano, a Argentina foi o país homenageado. Em 2011, a Feira do Livro de Frankfurt vai homenagear a Islândia – país europeu com pouco mais de 409 mil habitantes e que tem o terceiro maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo, atrás apenas da Noruega e Austrália.

Conservação ambiental

Plataforma dá cursos gratuitos de 'como cuidar do Pantanal'

Aulas atendem desde estudantes e até profissionais que já atuam diretamente na prevenção de incêndios, pesquisa científica ou, por exemplo, na formulação de políticas públicas

05/07/2026 12h30

Aulas possuem linguagem acessível e conteúdo técnico

Aulas possuem linguagem acessível e conteúdo técnico Reprodução/WetlandsInternational Brasil

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Cursos gratuitos estão sendo oferecidos através do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Wetlands International Brasil, para os mais diversos públicos, em uma plataforma desenvolvida com o movimento Mulheres em Ação no Pantanal (Mupan) que têm o objetivo básico de  "cuidar" do bioma pantaneiro. 

Com especialistas e a oferta até mesmo de certificação gratuita, esses cursos podem ser feitos tanto por estudantes, como pelos próprios produtores, bombeiros, pesquisadores e demais profissionais, pois trata da conservação ambiental e monitoramento do fogo.

Vale frisar que as aulas possuem linguagem acessível e conteúdo técnico, portanto esses cursos podem atender tanto os profissionais que já atuam diretamente na conservação da natureza, prevenção de incêndios, pesquisa científica e formulação de políticas públicas, como também estudantes de graduação e pós-graduação nas áreas de: 

  • Ciências Biológicas,
  • Ecologia,
  • Geografia,
  • Engenharia Ambiental e
  • Gestão Ambiental

Cursos gratuitos

Entre os temas ministrado cabe destacar justamente o curso “Compreendendo o fogo no Pantanal por meio do monitoramento por satélite”, que é ministrado pela pesquisadora doutora em Geociências e coordenadora do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA/UFRJ), Renata Libonati. 

O conteúdo deste curso apresenta como essas imagens de satélite e demais tecnologias de sensoriamento remoto podem auxiliar no monitoramento dos incêndios, na produção de dados científicos e inclusive no apoio às ações de prevenção e combate ao fogo. 

Além desse, outro curso disponível sobre o Pantanal é o “Tomando decisões com base em Serviços Ecossistêmicos”, que é conduzido pelo ecólogo professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Fábio Roque, que traz aulas que mostram como os benefícios oferecidos pela natureza podem orientar políticas públicas, projetos de conservação e estratégias de desenvolvimento sustentável. 

Ainda, o curso “Marco Conceitual para Uso Racional das Áreas Úmidas” é ministrado pela pesquisadora Cátia Nunes da Cunha, e apresenta conceitos fundamentais sobre a conservação e o manejo sustentável desses ecossistemas essenciais para a biodiversidade, a segurança hídrica e a adaptação às mudanças climáticas. 

Com intuito de democratizar o acesso ao conhecimento científico, além de aproximar a sociedade dos desafios e soluções relacionados à conservação do Pantanal e de outros ecossistemas estratégicos para o Brasil, esses cursos gratuitos sobre o bioma são realizados na modalidade online. 

Oferecendo certificado de conclusão, esses cursos estão disponíveis e podem ser acessados por qualquer interessado por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Wetlands International Brasil através do link: ava.wetlands-brasil.org (CLICANDO AQUI). 

 

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"Na calada da noite"

Fiação do centro de Campo Grande segue sendo alvo de furtos noturnos; vídeo

Imagens de circuito de monitoramento revela ações criminosas na região central durante a madrugada da Capital do Mato Grosso do Sul

05/07/2026 11h58

Ladrão só desiste da ação com uma pequena quantidade de furto porque uma faísca chega a disparar do poste

Ladrão só desiste da ação com uma pequena quantidade de furto porque uma faísca chega a disparar do poste Reprodução

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Enquanto boa parte da população dorma, a região central de Campo Grande, Capital que também é conhecida justamente por não ter a movimentação de grandes centros comerciais como São Paulo e Rio de Janeiro, segue sendo alvo de furtos de fiação que acontecem "na calada da noite". 

Imagens obtidas pela equipe do Correio do Estado mostram justamente essa ação criminosa, com fios sendo removidos de um poste da popular rua 14 de julho, que foi repaginada e ganhou atrativos nos últimos anos mas segue sofrendo com furtos constantes. 

Vale lembrar que a revitalização da rua 14 de julho levou mais de 18 meses para ser concluída e entregue através do projeto "Reviva". Apesar do novo pavimento e paisagismo recebidos, ações criminosas ainda seguem de forma desenfreada e os relatos são quase que cotidianos. 

Captado por circuito de monitoramento, um vídeo gravado durante a madrugada deste último sábado (04) evidencia um desses crimes de furto de fiação, na altura do número 2271 da rua 14 de julho. Confira: 

Como é possível observar, a ação criminosa dura menos do que dois minutos até o indivíduo agachar-se junto ao poste e sair com um punhado de fios na mão. 

Nota-se o emprego de força por parte do acusado para puxar os fios, que só desiste da ação com uma pequena quantidade de furto porque uma faísca chega a disparar do poste alvo em questão. 

Uma moradora da região central de Campo Grande, que preferiu não se identificar por medo de represálias, diz que reside a poucas quadras deste ponto alvo de furto captado por câmeras de segurança. 

Ela afirma que as residências do entorno também tiveram as fiações furtadas e que, ao sair para pedalar, constatou que essa ação criminosa aconteceu no intervalo de aproximadamente 30 minutos, quando retornou ao seu endereço. 

Furtos constantes

Sendo uma cidade considerada relativamente "pacata", apesar das belezas da Cidade Morena, é o tom de vermelho-alaranjado do cobre que ainda brilha os olhos de muitos criminosos que fazem de tudo para conseguir porções desse metal e acabam deixando moradores e comerciantes no prejuízo. 

Há cerca de um mês e meio, o Correio do Estado abordou a situação da dona Maria Carolina, comerciante da Casa dos Botões, que fica localizada na rua Rui Barbosa, 2474, no centro de Campo Grande. Este local é constantemente alvo da ação de bandidos que chegaram a "estourar" o ar-condicionado do estabelecimento para furtarem porções desse metal.

Há tempos o centro de Campo Grande aparece como a região que concentra mais casos de furtos de fio, sendo, por exemplo, quase mil registros (909) anotados em 2023, sem uma interrupção visível com o passar dos anos. 

No último ano houve uma operação conjunta, envolvendo o Comando de Policiamento Metropolitano da Polícia Militar (PM), agentes da Civil (PC) e da Guarda Metropolitana (GCM) de Campo Grande, simultaneamente em sete regiões da Capital. 

Pelo menos 68 pontos de venda de cobre foram alvos da "devassa" dos agentes, justamente foco no combate ao furto e à receptação de fios e outros materiais metálicos, na qual foram apreendidos 220 kg de fios de cobre e resultou em R$20 mil em multas. 

No caso de dona Maria, o último flagrante aconteceu no dia 12 de maio, sendo o terceiro somente neste ano e com os dois primeiros furtos acontecendo no intervalo de menos de um mês.

Ao Correio do Estado, em desabafo, ela diz que "quase todos" os proprietários de comércios no centro possuem relatos infortúnios como esse, causados sempre pelas mesmas razões, o que chamam de um problema crônico. 

Como bem esclarecem os comerciantes, há aproximadamente três anos um roubo maior aconteceu no dia 31 de dezembro de 2022, em plena virada do ano, quando os criminosos teriam invadido o estabelecimento e saíram levando itens e dinheiro. 

Já neste 2026, é revelado que a Casa dos Botões, por exemplo, recebeu cerca de três "visitas inesperadas" de criminosos em um intervalo menor que 45 dias. 

O primeiro furto de fios neste ano foi registrado em 13 de abril, com o meliante entrando através de um terreno vazio aos fundos do estabelecimento, de onde conseguiu escalar e cortar todos os cabos da instalação. 

"Fiquei dois dias sem luz, portanto com atendimento ao público super prejudicado, desembolsei em torno de $2,300.00 , prejuízo entre mão de obra e produtos", citam. 

Cerca de 23 dias depois, em 06 de maio, o local foi alvo de uma segunda invasão, esta na qual os criminosos entraram pelo portão que dá acesso ao corredor que leva aos fundos da loja e, segundo os donos, possuía três cadeados.

"Quebrou e entrou, e esse mesmo corredor possui ainda um segundo portão, com mais concertina e cadeado, ele quebrou todas as grades, com alguma ferramenta e teve acesso ao estoque, levou todas as panelas da cozinha, de ferro e alumínio, que não eram poucas. Levou mais fios,  as extensões de energia que tínhamos, eram 3 de 10 e 15m cada, levou uma luminária e quebrou um ventilador portátil", revelam.  

Para além dos fios de cobre, após os comerciantes reporem os itens levados, menos de uma semana depois foi registrado o último episódio, levando dessa vez mais panelas e até uma garrafa térmica. 

"Estamos diante de um problema crônico,  que o poder público não tem controle, e nós cidadãos comuns ficamos reféns", concluem.

 

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