Sexta, 24 de Novembro de 2017

Cuidados na hora de fazer a escolha

25 MAR 2010Por 00h:27
Tema caro a Manoel de Barros, a infância retorna mais uma vez como mote de sua obra. Em “Menino do mato”, lançado na última segunda-feira, o Poeta, como é conhecido, verseja sobre as lembranças do passado, a época de criança em que viveu nas fazendas em Cuiabá e Corumbá. O livro pode ser encontrado nas livrarias, junto de “Poesia completa”, que reúne toda a produção poética do autor, traz poemas que vão desde seus primeiros livros, como “Poemas concebidos sem pecado”, de 1937, a este lançamento. Estas obras foram publicadas pela editora LeYa. As 96 páginas são recheadas do lirismo contumás de Manoel, o poeta que mais vende livros atualmente. Pedras, formigas e folhas encontram mais uma vez sua vocação poética neste trabalho. “Menino do mato” quebra um jejum de três anos sem lançamentos. O último livro escrito pelo Poeta foi “Memórias inventadas III”, lançado em 2007. Manoel, que não gosta de aniversários, mas acabou comemorando 93 anos em dezembro passado, escreve na orelha de seu novo livro: “Acho que o que faço agora é o que não pude fazer na infância. Faço um outro tipo de peraltagem”. E é por meio dessa leveza que ele brinca com as palavras para transformá- las em imagens artísticas. A obra é dividida em duas partes. Na primeira, “Menino do mato”, seis poemas mostram um pouco desse universo desbravado quando criança. A segunda, “Caderno de aprendiz”, mais extensa, traz poemas curtos, como que frases, ricas em imagens e beleza. Autor Manoel de Barros nasceu em Cuiabá, no dia 19 de dezembro de 1916, mas passou grande parte da infância em Corumbá, região oeste de Mato Grosso do Sul. Morou no Rio de Janeiro, mas foi em Campo Grande que fixou suas raízes, onde vive até hoje, em uma casa na região central da cidade. Sua obra influenciou e continua influenciando um grande número de artistas, regionais e nacionais. Tetê Espíndola, Joel Pizzini, Márcio de Camillo, entre outros, não escondem a importância que os poemas do Poeta tiveram em suas criações.

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