Cidades

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Cuba testará em humanos vacina contra dengue

Cuba testará em humanos vacina contra dengue

ig

09/03/2012 - 12h30
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Cuba realizará neste ano testes clínicos de uma vacina tetravalente da dengue em humanos, segundo anunciaram nesta quarta-feira autoridades do setor de saúde no Congresso Internacional de Biotecnologia, em Havana.

O diretor do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (Cigb), Gerardo Guillén, explicou que pesquisas realizadas em macacos mostraram que a vacina conseguiu controlar a multiplicação do vírus.

Mas devido ao fato de existirem quatro tipos de vírus diferentes da dengue, a vacina precisaria resistir a cada um deles, por isso seu caráter tetravalente.

Guillén informou que até o momento não existem medicamentos para prevenir a doença. Além do Cigb, outros três institutos trabalharam no desenvolvimento da vacina.

A pesquisadora Lisset Hermida, que coordena a equipe que executa o projeto, disse que ele começou a ser desenvolvido em 1992, e o estágio atual está na fase de testes pré-clínicos em primatas, que antecede as provas realizadas com humanos.

A doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti se caracteriza por febra alta, malestar e dores de cabeça, nos olhos e nas articulações. Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPS), a dengue afeta a cada ano cerca de 100 milhões de pessoas em todo mundo.

"impacto"

Gaeco amanhece na porta de jornal em Campo Grande

Agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado estiveram em dois endereços basicamente um de frente para o outro: a empresa de comunicação e a casa do dono

21/01/2026 09h32

Atualmente a sede do Jornal Impacto está sob reforma, com projeto de ampliação do local e uma placa que diz que o espaço em breve servirá de lar da empresa

Atualmente a sede do Jornal Impacto está sob reforma, com projeto de ampliação do local e uma placa que diz que o espaço em breve servirá de lar da empresa "Dákila Comunicação" Marcelo Victor/Correio do Estado

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Nesta quarta-feira (21) agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio de policiais do Batalhão de Choque, amanheceram com ação na Rua Chafica Fatuche Abussafi, na porta do Jornal Impacto, que fica no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande. 

Pelo menos sete agentes do Gaeco, mais cinco do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, estiveram em dois endereços que ficam basicamente um de frente para o outro: o Jornal e a casa que seria residência de Francisco Elivaldo, conhecido como Eli Sousa, o proprietário do Grupo Impacto Mais de Comunicação. 

Até o momento não se sabe o teor do possível esquema investigado pelo Grupo de Atuação Especial de se Repressão ao Crime Organizado, nem a confirmação de quais seriam aos alvos da operação de hoje (21).

A princípio, a empresa de comunicação Jornal Impacto seria o alvo em questão, já que o proprietário teria saído de sua residência e atravessado a rua para adentrar o outro estabelecimento que fica logo em frente acompanhado do Gaeco.

Atualmente a sede do Jornal Impacto está sob reforma, com projeto de ampliação do local e uma placa que diz que o espaço em breve servirá de lar da empresa "Dákila Comunicação". 

A equipe do Correio do Estado está in loco, com intuito de conversar com o proprietário da empresa sede alvo do Gaeco nesta quarta (21), novas informações serão atualizadas em breve. 

Quem é quem?

Francisco Elivaldo "Eli" de Sousa, aparece como proprietário do Grupo Impacto Mais de Comunicação, que possui em seu "guarda-chuva" empresas de rádio, revista e portal de notícias online, passando de radialista e jornalista para empreendedor com o passar do tempo. 

Conforme Renan Augusto Vieira, advogado do Jornal Impacto, o grupo ficou ciente da operação agora pela manhã e estão à disposição das autoridades. "Até que tenhamos, no caso, conhecimento dos fatos para serem apurados, aí nós nos manifestaremos", disse. 

Já Urandir Fernandes de Oliveira, nascido em Marabá Paulista mas eleito "cidadão ilustre" de Rochedo, é mestre em histórias que brincam com o imaginário popular, sendo diretor do longa-metragem "Terra Convexa" e responsável por propagar o ET Bilu, de Corguinho para o mundo. 

Além disso, ele chegou até mesmo a convencer o ex-secretário Especial da Cultura, Mario Frias - como bem acompanha o Correio do Estado -, sobre a existência de Ratanabá, a cidade perdida no meio da Amazônia.

Em 2021 ele aparece como o responsável por criar o Ecossistema Dákila, que engloba a Cidade Zigurats; Faculdade e Instituto Dákila Pesquisas; BDM Digital e Bank, além de outros empreendimentos como loja de materiais de construção, comercialização de vinhos, cosméticos e até empresa de viagens. 

Não há confirmações, por parte do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, sobre o teor da operação ou os alvos relacionados, com o Ministério Público contatado mas, até o momento, sem o devido retorno.

Urandir e Eli são tidos como amigos e "parceiros", em uma espécie de relação societária, sendo que o advogado do Jornal Impacto, porém, afirma que o "pai do ET Bilu" nem sequer o Grupo Dákila fariam parte dessa investigação específica. 

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CAMPO GRANDE

Bando aplicou golpe milionário em bancos com empresas laranja

Quadrilha abria empresas de fachada para antecipar de bancos e maquininhas de cartão dinheiro de vendas feitas com cartões clonados; prejuízo é de R$ 4 milhões

21/01/2026 08h40

Delegado do Garras responsável pelas investigações, Pedro Henrique Pillar Cunha

Delegado do Garras responsável pelas investigações, Pedro Henrique Pillar Cunha Marcelo Victor/Correio do Estado

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Suspeitos de aplicar golpe milionário em bancos e nas operadoras de cartão, integrantes de uma quadrilha especializada de Mato Grosso do Sul criavam empresas fictícias para conseguir ter acesso a uma plataforma de vendas ou até máquina de cartão, que seriam usados posteriormente como os principais acessórios para ter sucesso nas fraudes.

Ontem, a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) deflagrou a Operação Chargeback, que desmantelou uma associação criminosa que atuava desde 2023 com fraudes eletrônicas contra instituições financeiras, com foco nos bancos digitais.

Para que o plano desse certo, os indivíduos envolvidos criavam empresas de fachada para que pudessem adquirir uma plataforma de venda ou maquininhas.

“Esses indivíduos criavam pessoas jurídicas, supostas empresas voltadas exclusivamente para fraudes. Com essas empresas, eles adquiriam junto a uma instituição financeira uma plataforma de vendas, máquina de cartão ou vendas no próprio site”, disse o delegado Pedro Henrique Pillar Cunha, do Garras.

Com essa possibilidade, a quadrilha conseguia praticar vendas simuladas de diversos produtos, que iam desde carnes até veículos.

Porém, em vez de enganar os interessados em comprar as tais mercadorias, os golpistas utilizavam cartões de créditos de terceiros para efetuar o pagamento e, posteriormente, solicitar uma ferramenta chamada “antecipação de venda”, que é típica de bancos digitais.

“Eles solicitavam junto à instituição financeira uma modalidade conhecida como antecipação de venda, da qual, antes da liquidação desse valor do cartão de crédito do comprador, eles antecipam parte do valor pagando uma taxa para a instituição financeira. Posteriormente, o proprietário do cartão de crédito utilizado nessa questão, ele alega o desconhecimento dessa compra e solicita a contestação desse valor que estava acreditado no cartão dele”, explica.

Diante da contestação da compra, a bandeira do cartão de crédito cobrava a instituição financeira, que por sua vez cobrava o vendedor. Contudo, o vendedor, que é integrante do grupo criminoso, não apresentava a comprovação da entrega do bem ou qualquer prestação de serviço, desaparecendo com o dinheiro.

“Ele [o integrante da quadrilha] pulveriza em diversas outras contas de terceiros e a instituição financeira fica no prejuízo”, reforça o delegado. Ao todo, estima-se que o grupo rendeu um prejuízo de R$ 4 milhões aos bancos digitais durante esses quase três anos em atividade.

O Garras ainda não descobriu como a organização criminosa tinha acesso aos cartões e seus respectivos dados.

Porém, o delegado não descartou a hipótese de serem oriundos de furtos, roubos ou outros tipos de delito, ou até mesmo com terceiros oferecendo os próprios dados de seus cartões para receber uma porcentagem do golpe no futuro.

“Já verificamos que alguns dos cartões eram registrados por laranjas ou por até eles próprios para a prática do ilícito, mas verificamos também a existência de diversas compras realizadas por cartões terceiros que ainda está sendo apurada a forma que eles adquiriram esses dados de cartões”, disse.

O delegado não quis informar a quantidade e nome das instituições financeiras que foram vítimas dos golpes, mas confirmou que foram mais de uma.

OPERAÇÃO

A Operação Chargeback cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e realizou cinco prisões nos bairros Aero Rancho, Nova Campo Grande, Jardim Paradiso, Jardim Aeroporto, todos em Campo Grande.

Os presos não tiveram seus nomes divulgados, mas são homens adultos de 21 a 32 anos. Alguns deles não tem passagens pela polícia, mas outros possuem passagens por roubo, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e agiotagem.

Durante as diligências, foram apreendidos: uma arma de fogo (pistola Glock) com adulteração de numeração; um carregador de pistola comum; um carregador de pistola prolongado; aproximadamente 100 munições de arma de fogo calibre 9mm; oito máquinas de cartão de crédito; cerca 40 cartões de créditos em nome de indivíduos diversos; um veículo importado; aparelhos celulares; computadores; e entre outros objetos.

Além disso, R$ 2 milhões foram bloqueados judicialmente das contas bancárias dos integrantes do grupo criminoso.

Os detidos, que neste momento estão à disposição das autoridades, devem responder por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais. Caso sejam condenados, os presos podem pegar de 8 a 21 anos de reclusão e multa, somando as penas dos crimes.

Sobre outros alvos, o delegado informou que ainda está sendo investigado o envolvimento de mais pessoas no golpe e principalmente a função exercida dentro do grupo criminoso.

A ação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Especializada (DPE) e contou com apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) e Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

*Saiba

Segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), no ano passado foram registrados 12.061 estelionatos, uma redução de 13,77% em relação aos números de 2024, quando tiveram 13.987 ocorrências – recorde até o momento.

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