Cidades

Japão

Crianças em escola aguardam retorno incerto dos pais

Crianças em escola aguardam retorno incerto dos pais

De Tóquio para a BBC Brasil

18/03/2011 - 16h23
Continue lendo...

Garoto japonês percorre abrigos em Ishinomaki procurando a família
Ishinomaki, na Província de Miyagi, nordeste do Japão, praticamente não existe mais.

A cidade portuária, em que viviam cerca de 160 mil pessoas, foi varrida pelo tsunami da semana passada, e cerca de 10 mil moradores ainda continuam desaparecidos. Até agora, perto de 2 mil foram confirmados mortos.

Muitos sobreviventes estão alojados na Escola Primária Kama e é lá que estão 30 crianças japonesas, entre 8 e 12 anos, que esperam pacientemente, e em silêncio, os pais irem buscá-las, segundo mostrou uma reportagem da TV japonesa.

Até agora ninguém deu sinal de vida, e poucos na escola acreditam que esses pais aparecerão. Os professores dizem que algumas destas crianças sabem que seus pais estão entre os desaparecidos e que talvez nunca atravessem o portão da escola.

Mas ninguém diz nada. Não riem. Nem choram. Passam o dia lendo livros ou brincando com cartas, isolados no terceiro andar da escola.

O silêncio deles, segundo as pessoas que acompanham a história, é de cortar o coração e contrasta com o barulho que vem de fora, das outras crianças que gritam, correm e se divertem ao redor do refúgio.

Parentes e professores não deixam ninguém chegar perto. Temem que até o ruído da porta se abrindo possa dar falsas esperanças para estes estudantes.

Em busca da família

Outra história de separação que emocionou os japoneses foi do menino Toshihiko Aisawa, de 9 anos, também de Ishinomaki. Ele foi tema de reportagem na TV japonesa e também nos jornais locais.

Toshi, como era chamado pela família, percorre todos os abrigos da região, incansável. Uma placa escrita à mão traz os nomes dos pais, da avó e dos primos, que foram levados pelo tsunami.

“Meu pai veio buscar meus primos e eu na escola logo após o terremoto para que fugíssemos todos juntos”, contou o garoto ao jornal Asahi.

Dentro do carro, eles viram a onda chegar rápido. “Para a esquerda! Para a esquerda!”, gritávamos. “Mas chegamos num estacionamento sem saída e fomos levados pela onda.”

Toshi conta que conseguiu quebrar o vidro e sair do carro. Segurou o primo mais novo. “Mas a água era muito forte e tinha muita madeira. Acabei soltando a mão dele”, disse.

Ele contou ao jornal que ainda ouviu a voz da avó pedindo por socorro. “Mas aos poucos ela foi sumindo e não consegui ouvir mais nada.”

O garoto desmaiou e um homem que se refugiou numa árvore conseguiu salvá-lo. Desde então, Toshi percorre os mesmos abrigos, todos os dias, com a placa na mão. Ele tem esperanças de poder rever alguém da família.

Minuto de silêncio

Às 14 horas e 46 minutos de hoje, o Japão parou. A população fez um minuto de silêncio em memória das vítimas do terremoto e do tsunami que devastaram a costa nordeste do país há exatamente uma semana.

O clima ainda é de muita tristeza, e as equipes que trabalham na busca por corpos começam a suspender, aos poucos, o trabalho e vão se concentrar agora na reconstrução das cidades.

De acordo com a agência de notícias Kyodo News, as equipes de resgate já encontraram 26 mil sobreviventes nas regiões mais afetadas pelo desastre.

Segundo as autoridades japonesas, perto de meio milhão de pessoas estão em refúgios. O frio piora a situação, e médicos temem o aparecimento de doenças.

Nas cidades próximas a Tóquio, os blecautes programados continuam com o objetivo de racionar energia elétrica.
 

Imunizante

MS recebe 8,3 mil doses de vacina que amplia proteção contra pneumonia

Primeiro lote com 8,3 mil doses será distribuído aos municípios e amplia a proteção contra pneumonia, meningite e outras doenças causadas pelo pneumococo

10/06/2026 17h28

Fotos: Divulgação SES

Continue Lendo...

A rede pública de saúde de Mato Grosso do Sul iniciou uma nova etapa no combate a doenças graves causadas pela bactéria pneumococo.

O Estado recebeu nesta quarta-feira (10) o primeiro lote com 8,3 mil doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), imunizante recentemente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e que oferece proteção ampliada contra infecções responsáveis por milhares de internações todos os anos no país.

As doses chegaram à Rede de Frio Estadual e serão distribuídas aos municípios conforme os critérios definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A expectativa é que a nova vacina fortaleça a prevenção contra doenças como pneumonia, meningite, otite média e infecções generalizadas, principalmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com condições de saúde que aumentam o risco de complicações.

A principal novidade da VPC20 é a ampliação da cobertura imunológica. Enquanto a vacina atualmente utilizada no calendário nacional protege contra dez sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, a nova versão passa a oferecer proteção contra 20 variantes do microrganismo, considerado um dos principais causadores de doenças respiratórias graves e infecções invasivas.

Segundo a coordenadora de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Ana Paula Goldfinger, a incorporação da vacina representa um avanço importante para a saúde pública brasileira.

“A Pneumo 20 é uma importante inovação incorporada ao calendário vacinal do SUS. Ela amplia significativamente a proteção oferecida às crianças e demais grupos contemplados, fortalecendo a prevenção contra doenças graves e contribuindo para reduzir internações e óbitos causados pelo pneumococo”, afirmou.

Como será a vacinação

Neste primeiro momento, a implantação da nova vacina ocorrerá de forma gradual. Como Mato Grosso do Sul ainda possui estoque da vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10), os dois imunizantes serão utilizados simultaneamente durante o período de transição.

O esquema vacinal definido pelo Ministério da Saúde prevê:

  • Uma dose da Pneumo 20 aos dois meses de idade;
  • Uma dose da Pneumo 10 aos quatro meses;
  • Uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses.

Após o esgotamento dos estoques da Pneumo 10, o esquema passará a utilizar exclusivamente a nova vacina.

Para garantir a implementação adequada da estratégia, a SES informou que realizará orientações técnicas e capacitações destinadas aos profissionais de saúde dos municípios.

Públicos prioritários

Além das crianças menores de cinco anos, a vacinação com a Pneumo 20 contemplará grupos considerados mais vulneráveis às complicações causadas pelo pneumococo.

Entre os públicos prioritários estão:

  • Povos indígenas com mais de cinco anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada;
  • Idosos acamados ou institucionalizados com 60 anos ou mais;
  • Pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs).

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, a distribuição das doses será feita de forma proporcional à população-alvo de cada município.

Redução de internações e mortes

A chegada da nova vacina ocorre em um cenário em que as doenças pneumocócicas continuam sendo uma importante causa de hospitalizações, especialmente entre crianças e idosos.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, desde a introdução da vacina pneumocócica no calendário nacional, em 2010, o Brasil registrou reduções expressivas nos casos de doença pneumocócica invasiva e meningite pneumocócica em crianças pequenas.

A expectativa das autoridades sanitárias é que a ampliação da cobertura vacinal proporcionada pela Pneumo 20 contribua para reduzir ainda mais a circulação dos sorotipos mais agressivos da bactéria, diminuindo o número de casos graves, internações hospitalares e óbitos relacionados à doença.

Com a chegada das primeiras 8,3 mil doses ao Estado, Mato Grosso do Sul passa a integrar a estratégia nacional de modernização do calendário vacinal do SUS, ampliando o acesso gratuito da população a uma das mais recentes tecnologias disponíveis para prevenção de doenças infecciosas.

Esquecidos

Uber revela que Três Lagoas é campeã nacional de objetos esquecidos

Levantamento coloca cidade de MS no topo do ranking brasileiro; dentadura, troféus, melancias e até um pé de galo estão entre os itens perdidos

10/06/2026 17h17

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Três Lagoas ocupa uma posição curiosa em um levantamento nacional divulgado pela Uber. O município sul-mato-grossense aparece em primeiro lugar no ranking das cidades brasileiras onde os passageiros mais esquecem objetos dentro dos veículos da plataforma, proporcionalmente ao número de viagens realizadas.

A pesquisa faz parte do relatório anual de objetos perdidos da empresa e revela não apenas os hábitos dos usuários, mas também situações inusitadas registradas ao longo do último ano.

Entre os itens deixados para trás estão desde objetos do cotidiano, como celulares, chaves e carteiras, até pertences improváveis, como dentaduras, troféus esportivos, aparelhos auditivos e até um pé de galo que, segundo a Uber, era uma relíquia de família.

O levantamento chamou atenção pelo volume de objetos incomuns encontrados nos veículos. Entre os casos mais curiosos estão uma cartela com 60 ovos, três melancias inteiras, um barril de chope de 50 litros, uma televisão de 55 polegadas, um ventilador de pé, dois berimbaus, airfryers e uma única peça de dominó, identificada como a "sena e terno" (6 e 3).

A lista inclui ainda um dente humano recém-caído, a parte inferior de uma dentadura, uma carteira de vacinação canina, o quepe de um piloto de avião e até um cassetete utilizado por um profissional de segurança.

Três Lagoas lidera ranking nacional

O destaque para Três Lagoas chamou atenção porque a cidade superou municípios de diferentes regiões do país quando considerado o número proporcional de viagens realizadas.

Confira as dez cidades brasileiras onde os passageiros mais esquecem pertences nos carros da Uber:

  1.  Três Lagoas (MS)
  2.  Itumbiara (GO)
  3.  Catalão (GO)
  4.  Teófilo Otoni (MG)
  5.  Patos (PB)
  6. Rondonópolis (MT)
  7. Guarapuava (PR)
  8. Rio Verde (GO)
  9.  Tangará da Serra (MT)
  10. Caldas Novas (GO)

Segundo a empresa, o levantamento considera a quantidade de objetos esquecidos em relação ao volume total de corridas realizadas em cada município.

Celulares continuam no topo

Apesar dos casos inusitados, os itens mais frequentemente esquecidos continuam sendo objetos de uso diário.

O ranking nacional dos pertences mais deixados nos veículos é liderado por celulares e câmeras. Em seguida aparecem mochilas, bolsas, malas e pastas, além de chaves, carteiras e óculos.

Os dez itens mais esquecidos pelos brasileiros são:

  1. Celulares e câmeras;
  2. Mochilas, bolsas, malas, pastas e caixas;
  3. Chaves;
  4. Carteiras e bolsas de mão;
  5. Óculos;
  6. Fones de ouvido e caixas de som;
  7. Passaportes;
  8. Roupas;
  9. Notebook;
  10. Dinheiro.

Sexta-feira é o dia mais crítico

O estudo mostra ainda que os esquecimentos acompanham a rotina dos brasileiros. As noites de sexta-feira e sábado concentram o maior volume de registros.

Durante os fins de semana, itens como bolos e tênis figuram entre os objetos mais esquecidos. Já nos dias úteis, sacolas, guarda-chuvas e óculos lideram as ocorrências.

Como recuperar um objeto perdido

Quem esquecer algum pertence durante uma viagem pode solicitar a devolução diretamente pelo aplicativo da Uber. O procedimento é feito na área de atividades da plataforma, onde o usuário seleciona a corrida realizada e entra em contato com o motorista para verificar se o item foi encontrado.

A empresa ressalta que os objetos são de responsabilidade dos passageiros durante a viagem. Caso o motorista localize o pertence e realize a devolução, poderá ser cobrada uma taxa para compensar o deslocamento necessário para a entrega.

Enquanto celulares, chaves e carteiras continuam liderando as estatísticas, o levantamento mostra que a distração dos brasileiros pode ir muito além do convencional. E, pelo menos neste ano, Três Lagoas conquistou um título inusitado: o de capital nacional dos objetos esquecidos nos carros de aplicativo.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).