Sexta, 17 de Novembro de 2017

Crédito fácil colocou 34 mil carros novos nas ruas do Estado

1 JUN 2010Por 06h:44
Adriana Molina

A quantidade de veículos novos de Mato Grosso do Sul, cresceu 37,7% entre março do ano passado e o mesmo mês de 2010, totalizando 34,7 mil emplacamentos, contra 25,2 mil verificados no mesmo período de 2008/09. Os dados, do Departamento de Trânsito do Estado (Detran-MS), confirmam as estimativas do setor, de disparada nas vendas dos zero-quilômetro por conta da redução IPI.

A decisão do governo, que perdurou mais de um ano, acabou colocando cerca de 9,5 mil novos carros nas ruas de Mato Grosso do Sul. Veículos com potência 1.0, chegaram a ficar até 7% mais baratos, já que a alíquota do imposto passou de 7% para zero no período. Nos automóveis de 1.001 até 2.000 cilindradas, com motor a gasolina, a redução foi de 13% para 6,5%; os flex na mesma potência de 11% para 5%; e as picapes, dependendo do motor, custaram entre 4% e 7% menos entre 2009 e 2010.

Muitos, na última hora, correram para comprar com a vantagem em Mato Grosso do Sul, o que fez março deste ano vender cerca de 4 mil, ou  42% dos 9,5 mil comercializados em todo o período de redução. Na concessionária onde Wilson Minari é gerente, as vendas no mês surpreenderam. “O imposto disparou a procura pelos zero-quilômetro e, fez dobrar o número de contratos na nossa loja”, conta.

A frota do Estado ficou sim mais nova por conta do desconto nos valores dos carros, segundo o presidente da Federação Nacional de Distribuidores de Veículos em MS (Fenabrave-MS), Luiz Antônio de Souza Campos, mas o fator não foi o único a alavancar as vendas do setor automotivo no período. “Em 2008 vivemos uma crise na economia e, entre 2009 e 2010 esse cenário mudou muito. A população ficou mais capitalizada, com maior segurança no emprego e a economia viveu ritmo de crescimento. Todos esses fatores deixaram os bancos mais confiantes, com menos restrição ao crédito e, com isso, mais gente pôde ter acesso ao carro zero”, explica.

Tal confiança do setor bancário chegou a ampliar os prazos de pagamento nas contratações de crédito que, de no máximo 72 meses, passaram para até 80 meses. Os juros mínimos praticados pelas financeiras também caíram. Para atrair o consumidor na época em que o IPI fez muitos irem até as concessionárias em busca da realização da compra do zero-quilômetro, os mínimos passaram de 1,64% para 0,88% ao mês por causa da concorrência, conforme os números do Banco Central do Brasil (BCB).

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