Sábado, 18 de Novembro de 2017

Crateras persistem 25 dias após temporal

24 MAR 2010Por 07h:10
Mais de três semanas depois do temporal que provocou destruição na Capital, especialmente na Rua Ceará e na Avenida Ricardo Brandão, a prefeitura ainda não conseguiu recuperar os estragos registrados na periferia de Campo Grande, especialmente em regiões não pavimentadas, onde várias ruas estão intransitáveis, dificultando inclusive o acesso dos ônibus do transporte coletivo e dos caminhões que fazem a coleta de lixo. Esta situação se verifica, por exemplo, nos bairros Nova Lima, Jardim Anache e Colúmbia, na saída para Cuiabá, onde as chuvas transformaram buracos em crateras, provocando acidentes até com ciclistas “Nosso vizinho, senhor José Rodrigues, caiu da bicicleta e sofreu fraturas ao passar à noite por um buraco que fica na Rua Pixuma, esquina com a Avenida Lino Villachá”, informa Cleide Silveira. Ela teve a casa alagada com a chuva no dia 27 de fevereiro. A Rua Pixuma, que fica no Jardim Colúmbia, é a que apresenta a situação mais precária. A via recebeu a enxurrada que desceu pela Rua Cândido Maia (no Bairro Lima) e inundou casas que ficam na Avenida Lino Villachá. O mesmo quadro se repetiu na Rua Eugênio Silvério que termina na Avenida Cônsul Trad em frente do terreno onde será construído um shopping. Parte da pista está tomada pela areia que veio junto com a enxurrada. Outra região onde as equipes da prefeitura ainda não chegaram é a dos bairros Santa Emília, São Conrado, Oliveira 3 e Jardim Batistão. Algumas ruas, onde a declividade do terreno aumenta a velocidade da enxurrada, só mesmo o serviço de cascalhamento pode restabelecer as condições de tráfego. É o caso da Rua Alberto Jissun Minei, no Oliveira 3, onde segundo os moradores, o serviço de manutenção não é feito há dois anos. “Vamos ver se agora, com um período de estiagem, a prefeitura mande uma patrola fechar os buracos”, explica a moradora, Darcilene Rodrigues. Manutenção Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura , aproximadamente 100 homens trabalham na manutenção de vias não pavimentadas com a utilização de motoniveladora, rolo, pipa, pá carregadeira e quatro caçambas. Foi estabelecido um cronograma de serviço que dá prioridades os pontos mais críticos.

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