Segunda, 20 de Novembro de 2017

Cratera provoca caos no trânsito

2 MAR 2010Por 05h:47
O trânsito nas proximidades da Avenida Ricardo Brandão – destruída parcialmente pela tromba d’água de sábado – nas proximidades do viaduto e da Rua Ceará, interditada devido a cratera, amanheceu tumultuado ontem. Motoristas tiveram de buscar caminhos alternativos. As ruas Nova Era, Joaquim Murtinho, 15 de Novembro e as demais dos bairros Miguel Couto e Jardim dos Estados não suportaram o fluxo de veículos. Nas primeiras horas do dia, o tráfego estava lento e chegou a ficar congestionado em alguns pontos. Às 7h, para consegu ir atravessar a Ceará e entrar na Joaquim Murtinho, motoristas tinham de esperar, pelo menos, cinco minutos. No mesmo horário, o congestionamento na Rua Raul Pires Barbosa prolongava-se por duas quadras, e na 15 de Novembro, o fluxo era intenso. O tráfego de caminhões e ônibus pela Joaquim Murtinho e pela Nova Era também causou tumulto. Os acadêmicos da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp/Anhanguera) foram os mais prejudicados. Isso porque já não tinham acesso ao campus pela Ceará – por conta da erosão que tomou causa da via em dezembro do ano passado. Agora, alunos também não podem mais entrar nos estacionamentos da instituição pela Ricardo Brandão. Devido aos estragos provocados pela chuva de sábado, a única opção é a entrada da Rua Nova Era. “Está muito tumultuado, fiquei uns 20 minutos parada no trânsito e olha que eu estou de moto. Mas agora já sei que amanhã (hoje) é melhor eu sair mais cedo de casa”, afirmou a estudante de Fisioterapia, Mônica Melo, 22 anos, que chegou à faculdade atrasada para a aula. O funcionário de um dos estacionamentos, Paulo Rogério, 32 anos, disse que o número de veículos que passavam pela Nova Era já havia dobrado desde que a Ceará foi interditada. “Só que agora, que não dá para passar nem por essa outra avenida (Ricardo Brandão), e a quantidade de carros triplicou. O trânsito está caótico, mas acho que é uma coisa que não tem como evitar”. Quem vai para a faculdade de ônibus também reclama da desordem. A acadêmica de Direito, Carla Galiciani, 26, explicou que teve de se utilizar de outra linha do transporte coletivo para não correr o risco de se atrasar. “Eu pegava sempre o 070 (que faz o trajeto entre os terminais General Osório e Bandeirantes e passa pela Ceará), mas hoje (ontem) como não sabia por onde ele ia desviar, preferi pegar o 051 (linha que liga o Terminal Bandeirantes ao Shopping Campo Grande). O problema é que aí eu desço na Ricardo Brandão e tenho que atravessar todo o estacionamento para chegar à universidade”. O comprometimento do acesso à universidade dificultou o trajeto até de quem vai a pé. O estudante de Engenharia Civil, Thiago Marques, 19 anos, mora no Jardim dos Estados e contou que antes de a Ceará ter sido “engolida”, ele utiliza-se da via para chegar à Uniderp. “Agora tenho que desviar pela Rua Alagoas e descer até chegar na Nova Era. Entro na faculdade pelo estacionamento e atravesso o campus. É um caminho bem mais logo, tenho que sair 30 minutos antes de começar a aula, para não chegar atrasado”. A Uniderp/Anhanguera informou, por meio da assessoria de imprensa, que solicitou à Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) a presença de agentes para organizar o trânsito no entorno da universidade e que pediu ao órgão que proibisse temporariamente o estacionamento na Nova Era, para que o tráfego tenha mais fluidez. A instituição também recomenda que estudantes se programem para sair mais cedo de casa e que procurem caminhos alternativos, para evitar transtornos. A aulas na Uniderp não serão suspensas.

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