Quinta, 23 de Novembro de 2017

Cracolândia cede lugar para escola

29 MAR 2010Por 11h:11
Apesar de a capacidade ser para 1.500 alunos, a Escola Municipal Adélia Leite Krawiec inicia as aulas nesta segunda- feira (29), no prédio onde funcionou o Colégio Oswaldo Cruz, na Avenida Noroeste, região central de Campo Grande, com 300 jovens matriculados. O local vinha servindo de abrigo para marginais e viciados em drogas, sendo conhecido como cracolândia. Segundo a superintendente de gestão de políticas educacionais da Secretaria Municipal de Educação, Ângela Brito, atualmente, cerca de quatro mil jovens em Campo Grande têm distorção idade/ano escolar. Sendo assim, a proposta da Escola Adélia, voltada para educação de jovens entre 15 e 17 anos, é amenizar esse problema a curto prazo. A instituição utilizará metodologia pedagógica denominada Travessia Educacional do Jovem Estudante (Traje), atendendo adolescentes que ainda não concluíram o ensino fundamental. Quem nunca estudou terá a oportunidade de concluir a grade curricular em apenas três anos, enquanto o jovem que interrompeu os estudos poderá finalizar o ciclo do ensino fundamental em dois anos. Para  ngela, o tempo de permanência em sala de aula – necessário para concluir o ensino fundamental – será um dos atrativos para o jovem, que por algum motivo abandonou a escola ou reprovou muitos anos e, em decorrência disso está com a autoestima abalada. “A metodologia de ensino é baseada na resolução de problemas nos segmentos de lazer, entretenimento, empreendedorismo e, o aluno sairá da escola preparado para trabalhar como DJ – profissional que seleciona e toca diversas músicas em determinado evento –, designer gráfico, web designer e isso será comprovado no seu currículo”, explicou. Reforma Conforme a superintendente, o prédio onde funcionará a escola será submetido a reforma completa, mas para o início das aulas 70% da obra foi adiantada. As 11 salas de aula estão prontas para serem utilizadas, bem como dois laboratórios de informática – com capacidade total para 50 computadores –, auditório, biblioteca e refeitório, além do espaço destinado a administração escolar. Além da alfabetização estão programadas atividades diferenciadas, como aulas de capoeira, judô, rádio, música, canto, teatro, grafismo, recuperação de instrumentos e xadrez. Inicialmente serão quatro turmas no período da manhã, três à tarde e duas à noite, no entanto, Ângela espera fechar outras duas turmas nos próximos dias já que o número médio de matrículas por dia têm sido em torno de 40 a 50.

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