Sexta, 17 de Novembro de 2017

Convênio libera verba para compra de área de fábrica

27 FEV 2010Por 05h:04
A fábrica de fertilizantes da Petrobras já tem área disponível para instalação no município de Três Lagoas. Apesar de ainda não ter a confirmação oficial por parte da estatal, o governador André Puccinelli (PMDB) e a prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet (PMDB), assinaram ontem convênio para aquisição de área onde a indústria poderá ser construída. O convênio total é de R$ 5,9 milhões, sendo R$ 5 milhões do Estado e R$ 980 mil da prefeitura. Os recursos serão usados para a compra de 556 hectares que vão abrigar novo distrito industrial. Deste total, 532 serão cedidos à Petrobras e o restante, para indústrias de menor porte. Os outros dois distritos industriais já estão praticamente lotados, com mais de 40 empresas em operação e outras 10 em construção. O novo distrito será na rodovia MS-395, próximo ao local onde estão as fábricas da International Paper e Fibria, entre os municípios de Três Lagoas e Brasilândia. A nova área fica próxima ao Córrego Moeda e Rio Verde e vai provocar crescimento no setor sul da cidade, que ainda é parcialmente desabitado. O terreno, segundo informações do próprio governador, foi adquirido por R$ 10,7 mil por hectare. Em Três Lagoas, conforme avaliação das três principais imobiliárias da cidade, o hectare na região custa R$ 15 mil. No ano passado, o terreno onde será construída a Sitrel, Siderúrgica Três Lagoas, que fica na BR-159, entre Castilho e Três Lagoas, foi vendido por R$ 19 mil o hectare. Para o governador, “é preciso se antecipar aos outros estados na disputa pela fábrica. Quero ver se não aprovam Mato Grosso do Sul. Já temos o terreno e foi escolhido pelos técnicos da própria Petrobras”, disse. Segundo ele, na próxima semana uma equipe da estatal estará na cidade para fazer vistoria. Ele não quis comentar a atitude do presidente Lula, que na semana passada, durante visita ao município, não confirmou a vinda da indústria para Três Lagoas, afirmando que a escolha seria técnica e ele não ia interferir. Questionado sobre a hipótese de não houver a instalação da fábrica, o governador afirmou que “não costuma jogar dinheiro fora e que, se isso acontecer, vai doar a área para a prefeitura”. O senador Delcídio do Amaral (PT) também não concorda que a escolha por Três Lagoas já esteja definida. Ele questionou a atitude do governador de se antecipar ao anúncio oficial por parte da estatal. “Esta antecipação ao anúncio oficial é considerada ilegal, pois pode soar como pressão aos olhos dos investidores das bolsas de valores, que negociam ações da Petrobras”, disse. Essa versão não foi confirmada nem pela prefeita Simone nem pelo governador. Os dois afirmaram que as negociações com a Petrobras começaram em junho do ano passado, e desde aquela época a petrolífera já havia sinalizado que Três Lagoas era a melhor opção de todas. “Na época, disputávamos com Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso. “Conseguimos com facilidade tirar Mato Grosso do páreo e agora disputamos apenas com Minas Gerais, que também não esta oferece melhores condições que Mato Grosso do Sul”, disse. A prefeita Simone Tebet também não acredita em negativa. “Quando o presidente veio para Três Lagoas, havia uma expectativa de que ele anunciasse a vinda da fábrica para o MS. Mas ele disse apenas que a escolha de onde a fábrica será implantada não será motivada por questões políticas, mas sim critérios técnicos. Quando ele disse isso, o presidente simplesmente con fi rmou aquilo que nós já sabíamos, que a fábrica vem para Três Lagoas”, disse. Já o governador afirma que numa escala de 0 a 100%, as chances de que o Estado receba o investimento é de 101%.

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