Domingo, 19 de Novembro de 2017

Consumidor paga mais caro por carne de porco

17 AGO 2010Por 08h:57
Cícero Faria, Dourados

Acompanhando o movimento de outras praças do País, o quilo do suíno vivo começou a recuperar os preços também em Mato Grosso do Sul, onde funcionam dois frigoríficos especializados nesse tipo de carne e seus embutidos. Isso ocorre, segundo os especialistas em suinocultura, depois de dois anos de prejuízos.
De acordo com a Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores (Asumas), a alta é geral e contempla igualmente tanto os produtores ligados às agroindústrias como os que exercem a atividade sem vínculos com os frigoríficos.
O consumidor já sentiu esses reajustes e está pagando mais caro pelo quilo da carne de porco nos açougues e supermercados. Os cortes mais baratos, como o pernil com  osso, custam de R$ 5 a R$ 6 o quilo em Dourados, onde existe também um pequeno abatedouro para atender o mercado local. Já a costela pode sair por até R$ 9, dependendo do estabelecimento.
O presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster, informou que os novos preços assinalam uma fase de recuperação para o setor. Desde 2008, o mercado vivia um difícil período de oferta excessiva de suínos vivos para as indústrias e desajuste cambial, situação agravada com a queda nas exportações e redução do consumo.
Já foram concedidos neste ano 11 reajustes pelas agroindústrias, totalizando 16,6% de elevação na base de preços praticados na entrega de animais em pé aos frigoríficos, informou a Coopercentral Aurora. “A tendência de alta deve manter-se durante este semestre e acentuar-se em novembro/dezembro”, previu Lanznaster.

Preços
Hoje o suíno/quilo vivo está a R$ 2, mais bonificação de 7% para os integrados da unidade da Seara em Dourados; a R$ 2,10 e bonificação de 8% aos cooperados da unidade da Aurora, em São Gabriel do Oeste. O suinocultor independente de Campo Grande recebe de R$ 2,35 a R$ 2,40 e o incentivado, de R$ 2,45 a R$ 2,50 pelo quilo/vivo.

Leia Também