Segunda, 20 de Novembro de 2017

Construção quer crescer 9% apoiada por programas

6 MAR 2010Por 03h:55
O setor da construção civil, um dos que mais empregam no país, deve registrar crescimento de 9% neste ano puxado pelas obras do Programa Minha Casa, Minha Vida e pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A previsão é do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Pau lo Safady Simão. Essa forte expansão deve contribuir para que o PIB dê um salto de 6% neste ano. Apesar das estimativas favoráveis para este ano, Safady afirmou que, com base nos números divulgados até o momento pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor deverá fechar 2009 com uma retração entre 3% e 4%. O que para ele não faz sentido. Na quarta-feira, em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Safady sugeriu uma revisão da metodologia do IBGE. Isso porque, na avaliação dele, o instituto não considera em seus cálculos o valor adicionado de cada produto. Ou seja, considera o consumo de material de construção e não o valor agregado. Como o setor utilizou estoques de produtos, as contas do IBGE, conforme Simão, acabam não retratando a realidade do setor, que recebeu mais de R$ 15 bilhões do FGTS e R$ 34 bilhões da caderneta de poupança. Para sustentar essa disparada do setor a partir de 2010, já está sendo alinhado com o governo a segunda etapa do Minha Casa e do PAC. A expectativa é de que essa nova fase dos programas seja lançada em 29 de março, praticamente uma das últimas aparições da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, antes de se desligar do cargo para disputar as eleições presidenciais. Segundo Simão, o Minha Casa e PAC 2 tem como objetivo fazer melhorias nos programas atuais e garantir sua continuidade. No Minha Casa, não deverão ser definidas metas para construção de moradias, apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já ter falado de mais um milhão de unidades habitacionais. Essa era a meta da primeira etapa, mas, até o final deste ano, segundo o presidente da CBIC, deverão ser entregues cerca de 300 mil moradias. Uma das questões que precisa ser avaliada no MCMV 2 é o custo das concessionárias, responsável pelas instalações de água, esgoto e energia elétrica, que é elevado. Além disso, é necessário garantir a terrenos para a construção de imóveis para a baixa renda, o que está cada vez mais difícil. O presidente da CBIC destacou ainda que o governo precisa encontrar formas de acelerar a liberação de recursos. Isso porque, as empresas privadas e públicas estão conseguindo investir alto no Minha Casa e PAC. Já a União, tem uma execução baixa.

Leia Também