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SAÚDE

Conselho Federal de Medicina é contra proibição de emagrecedores

Conselho Federal de Medicina é contra proibição de emagrecedores

FOLHA

13/08/2011 - 17h20
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O CFM (Conselho Federal de Medicina) divulgou uma nota pública na quinta-feira (11) onde lista suas considerações contra uma possível decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de suspender o comércio de inibidores de apetite no país.

O anúncio da decisão deve ser feito no fim deste mês, segundo a Anvisa.

O documento do CFM foi enviado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aos presidentes do Senado e da Câmara e a outras autoridades.

No texto, entre os alertas, o CFM diz que a Vigilância Sanitária desconsidera seus argumentos. Leia a nota na íntegra:

"Tendo em vista a possível proibição do comércio da sibutramina e de outros três inibidores de apetite (anfepramona, femproporex e mazindol), medida defendida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e crescente epidemia de obesidade que assola o país (o IBGE aponta que 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres apresentam este quadro), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e os 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) manifestam publicamente seu posicionamento pelos seguintes motivos:

1. A interdição da venda dessas substâncias representa uma interferência direta na autonomia de médicos e de pacientes na escolha de métodos terapêuticos reconhecidos cientificamente para tratar problemas graves de obesidade;

2. Os médicos têm o direito de - dentro de práticas reconhecidas e segundo a legislação vigente - prescrever o tratamento adequado, em acordo com seu paciente, sendo o uso de medicação específica uma possibilidade;

3. A confirmação dessa medida pode contribuir para o agravamento de quadros de saúde de pacientes com dificuldade de reduzir o peso corporal apenas com adoção de dietas e da prática de exercícios, abordagens importantes, mas nem sempre suficientes;

4. A impossibilidade de uso dessas substâncias pode ainda agravar doenças já diagnosticadas e aumentar o risco de aparecimento de outras, que, em casos extremos, podem causar a morte de milhares de brasileiros que lutam contra o peso acima dos padrões da normalidade;

5. As entidades médicas participaram ativamente de reuniões e debates na Anvisa onde expuseram seus pontos de vista, no entanto seus argumentos têm sido desconsiderados, o que pode redundar em medidas unilaterais e autoritárias, como suspender o uso de inibidores.

6. Tal ato pode, inclusive, provocar outros problemas para a sociedade, entre os quais o nascimento de mercados paralelos para suprir a demanda de pacientes, expondo-os aos riscos do consumo de fármacos sem supervisão médica e aos avanços do tráfico de drogas;

7. Importantes estudos internacionais comprovam a eficácia dos inibidores de apetite, sendo atestado que seu uso resulta em maiores benefícios que riscos para pacientes;

8. Em lugar de apenas proibir a venda desses produtos, o CFM, os CRMs e outras entidades médicas já propuseram à Anvisa a definição de critérios rigorosos para controle do seu comércio, como já ocorre com outras substâncias.

O CFM e os CRMs continuam abertos ao diálogo e se colocam à disposição para ajudar no preparo de campanhas do governo que orientem profissionais e pacientes sobre o uso racional desses produtos, sem a necessidade de proibir sua comercialização no país. Contudo, as entidades médicas ressaltam que recorrerão à Justiça, se for preciso, para preservar a autonomia dos médicos e proteger a saúde dos brasileiros."

BANDEIRANTES

Ação entre Amigos promove bazar com itens da Receita Federal neste domingo

Dia contará com programação especial para as crianças, serviços gratuitos e música ao vivo, além da venda dos produtos apreendidos com preços acessíveis

11/04/2026 11h15

Bazar inédito acontece em Bandeirantes, com música ao vivo e programação especial para as crianças

Bazar inédito acontece em Bandeirantes, com música ao vivo e programação especial para as crianças Divulgação

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No próximo domingo (12), uma Ação entre Amigos irá promover um bazar com itens apreendidos pela Receita Federal durante evento para a cidade toda de Bandeirantes. O dia terá programação especial para as crianças, com comidas e brinquedos, serviços gratuitos e música ao vivo.

Com início às 08h30, a ação é realizada em conjunto pelo Instituto Isaac, Fundação de Esporte e Cultura de Bandeirantes, Receita Federal e Polícia Penal, além do apoio da população que se envolveu para criar o momento para o município a pouco mais de 70 quilômetros de Campo Grande.

Para a criançada terão lanches como pipoca, algodão-doce, cachorro-quente, sorvete e refrigerante. Além disso, a diversão está garantida com brinquedos infláveis e touro mecânico, cedido pelo Instituto Isaac.

Ainda está incluso durante o dia corte de cabelo gratuito, e o serviço de assessoria jurídica para sanar dúvidas da população presente. Durante o dia o evento terá um DJ e a partir das 17h terá show ao vivo.

Com a doação de produtos apreendidos pela Receita Federal, o Instituto Isaac fica responsável pela promoção do Bazar até o fim da programação, às 22h, ou enquanto durarem os produtos. Os itens vão desde roupas a eletrônicos , além de objetos de decoração para casa. Confira alguns produtos:

  • Roupas;
  • Celulares;
  • Perfumes;
  • Mantas;
  • Tapetes;
  • Almofadas;
  • Molinete;
  • Casacos femininos e masculinos.

>> Serviço

1ª edição BandKids, com bazar de produtos apreendidos pela Receita Federal e programação especial

Data: 12 de abril - domingo (amanhã);
Horário: 08h30 às 22h;
Local: Praça Tenente Germiniano Ribeiro, Jardim Santa Madalena - Bandeirantes/MS.

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Avanço

Violência doméstica: nova lei obriga uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores

Norma já está em vigor e também autoriza delegados a determinarem o monitoramento em cidades sem juízes

11/04/2026 10h00

Foto: Divulgação / Agência Senado

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Agressores que colocarem em risco a vida de mulheres e crianças em casos de violência doméstica deverão usar tornozeleira eletrônica de forma imediata.

A medida está prevista na Lei 15.383/2026, sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta sexta-feira (10) no Diário Oficial da União. A norma já está em vigor e também autoriza delegados a determinarem o monitoramento em cidades sem juiz, além de ampliar recursos públicos para aquisição dos equipamentos.

A nova legislação altera a dinâmica das medidas protetivas ao tornar obrigatória a adoção da tornozeleira sempre que houver risco à integridade física ou psicológica da vítima ou de seus dependentes. Antes, a Lei Maria da Penha previa o monitoramento eletrônico apenas como uma possibilidade.

Outro ponto central é a ampliação da atuação das autoridades policiais. Em municípios que não são sede de comarca, delegados passam a poder determinar o uso do dispositivo, devendo comunicar a decisão ao Judiciário em até 24 horas. Caberá ao juiz avaliar a manutenção da medida e informar o Ministério Público.

A lei também estabelece que a vítima deverá receber um dispositivo de alerta capaz de avisar, em tempo real, sobre a aproximação do agressor. O sistema utiliza geolocalização para monitorar o cumprimento das chamadas áreas de exclusão, permitindo resposta mais rápida das forças de segurança em caso de violação.

Além do monitoramento, a norma endurece as penalidades. O descumprimento de medidas protetivas, como violar o perímetro estabelecido ou danificar o equipamento, terá aumento de pena de um terço à metade, sobre a base atual de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

A legislação também reforça políticas públicas de prevenção. Campanhas de enfrentamento à violência contra a mulher deverão incluir orientações sobre procedimentos policiais, funcionamento das medidas protetivas e formas de evitar a revitimização.

Para garantir a aplicação das medidas, o texto amplia de 5% para 6% a destinação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública voltados ao combate à violência contra a mulher. O financiamento poderá ser usado, inclusive, para compra e manutenção de tornozeleiras e dispositivos de alerta.

Outro avanço é a transformação em política permanente do programa de monitoramento eletrônico e acompanhamento de vítimas. A iniciativa prevê a entrega de dispositivos portáteis que emitem alertas automáticos tanto para a mulher quanto para a polícia mais próxima, caso o agressor descumpra as restrições impostas pela Justiça.

A lei tem origem no Projeto de Lei 2.942/2024, apresentado pelos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (PSol-RS). O foco principal da medida é fortalecer a prevenção e reduzir casos de feminicídio no país.

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