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Congresso Nacional aprova Orçamento 2011

Congresso Nacional aprova Orçamento 2011

AGÊNCIA BRASIL

23/12/2010 - 00h00
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A presidenta eleita Dilma Rousseff começará o governo com Orçamento próprio. O Congresso Nacional aprovou ontem (22) às 22h30min o Orçamento Geral da União de 2011. Em sessão unificada, a Câmara e o Senado aprovaram o texto em votação simbólica.

Depois de negociações, o governo conseguiu manter a autorização para remanejar até 30% dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que representa cerca de R$ 12 bilhões. Pelo acordo com a oposição, 25% poderão ser realocados livremente e os 5% restantes só serão remanejados com autorização da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Outro foco de resistência foi o salário mínimo. Depois de um acordo com a base aliada, o governo manteve os R$ 540 que constavam na proposta original. O Executivo, no entanto, poderá editar uma medida provisória para elevar ainda mais esse valor, dependendo das negociações com as centrais sindicais. Os recursos viriam de uma reserva R$ 6,6 bilhões. Desse total, R$ 5,6 bilhões garantiriam mínimo de R$ 560 e R$ 1 bilhão seriam usados para ampliar o Bolsa Família.

O texto final também incluiu a recomposição das verbas do PAC. A relatora geral do Orçamento, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), havia reduzido a dotação do PAC de R$ 43,5 bilhões para R$ 40,1 bilhões. Ontem (21), no entanto, ela apresentou uma emenda que autoriza o governo a editar decretos e portarias ao longo de 2011 para recompor a diferença de R$ 3,4 bilhões.

A versão final do Orçamento teve corte de R$ 3 bilhões nas despesas, valor abaixo dos R$ 8 bilhões sugeridos pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O relatório-geral, no entanto, não detalhou as áreas atingidas. A senadora ainda fez um corte adicional de R$ 3 bilhões, mas os recursos foram para a reserva que custeará o salário mínimo superior a R$ 540.

Antes da votação do Orçamento, o governo conseguiu aprovar a retirada do grupo Eletrobras do cálculo do superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública). Como a mudança envolvia alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o dispositivo tinha de ser votado antes do Orçamento Geral da União.

Pelo texto final, as despesas para 2011 foram fixadas em R$ 2,07 trilhões. Desse total, R$ 678,5 bilhões referem-se à rolagem da dívida pública. O Orçamento efetivo de investimento e custeio (manutenção da máquina pública) é de R$ 1,39 trilhão, incluídas as despesas da seguridade social e os investimentos das estatais.


O Orçamento destina R$ 63,5 bilhões para investimentos do governo federal e R$ 107,5 bilhões para os investimentos das estatais. O texto reserva ainda R$ 12,1 bilhões para emendas parlamentares.


A saúde contará com R$ 70,9 bilhões no próximo ano. A educação terá R$ 54 bilhões. Para despesas com pessoal, estão reservados R$ 199,7 bilhões. O Orçamento prevê ainda R$ 360 milhões para as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 – R$ 30 milhões para cada uma delas.

Com a aprovação do Orçamento, o Congresso entra em recesso e só retoma as atividades em fevereiro, com a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado.

CALENDÁRIO ELEITORAL

Principais legendas do Estado já definiram as datas para as convenções partidárias

Os atos políticos, entre o fim deste mês e o início de agosto, marcarão a homologação das candidaturas para o pleito deste ano

08/07/2026 08h00

Os principais partidos do Estado marcaram suas convenções para o fim deste mês e início de agosto

Os principais partidos do Estado marcaram suas convenções para o fim deste mês e início de agosto Arquivo

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As principais legendas e federações de Mato Grosso do Sul já definiram as datas das convenções estaduais que vão oficializar os candidatos para as eleições de 4 de outubro deste ano.

Os encontros ocorrerão entre os dias 27 deste mês e 5 de agosto, dentro do período estabelecido pelo calendário da Justiça Eleitoral, que autoriza a realização das convenções entre o dia 20 de julho e 5 de agosto.

As convenções representam uma das etapas mais importantes do processo eleitoral. É durante esses encontros que os partidos homologam os candidatos aos cargos de governador, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

O evento político confirma federações, aprova coligações para as eleições majoritárias, define estratégias de campanha e delibera sobre questões internas das legendas.

O calendário em Mato Grosso do Sul será aberto pelo PT, que realizará sua convenção estadual no dia 27, de acordo com o presidente estadual e pré-candidato a senador, deputado federal Vander Loubet.

Enquanto na sequência, no dia 31, será a vez do PSDB e da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, promoverem seus encontros para oficializar candidaturas e definir a estratégia eleitoral.

Entretanto, a senadora Tereza Cristina, presidente estadual do PP, informou ao Correio do Estado que não bateu o martelo oficialmente para essa data, porque há uma articulação para que todos os partidos que vão apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) façam as convenções no mesmo dia.

Por enquanto, a data mais provável é o dia 1º de agosto, que já foi escolhida pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL e candidato a senador, e também acompanhada pelo MDB e pelo Republicanos, conforme o ex-governador André Puccinelli, pré-candidato a deputado estadual e presidente estadual de honra emedebista, e o deputado federal Beto Pereira, pré-candidato a reeleição e presidente estadual republicano.

O calendário será encerrado no dia 5 de agosto com a convenção estadual do Partido Novo, marcada para as 19h, em local ainda não definido pela direção estadual da legenda, como revelou o presidente estadual Guto Scarpanti.

Embora as articulações políticas ocorram desde o início do ano, será nas convenções que os partidos colocarão fim às especulações sobre candidaturas e composição de chapas.

Após a realização das convenções, os partidos terão até o dia 15 de agosto para solicitar o registro das candidaturas à Justiça Eleitoral.

Cada convenção deverá gerar uma ata com todas as deliberações, documento obrigatório para o processo de registro.

A Justiça Eleitoral analisará se os candidatos atendem aos requisitos previstos na Constituição e na legislação, como filiação partidária, domicílio eleitoral, regularidade dos direitos políticos e idade mínima para cada cargo.

Também será verificado o cumprimento da Lei da Ficha Limpa e da cota de gênero, que determina o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo nas eleições proporcionais. Com a conclusão das convenções, a disputa eleitoral entrará oficialmente em sua fase pública.

A partir da homologação dos candidatos, os partidos concentrarão esforços na formação das chapas, organização dos palanques, definição das alianças e preparação da campanha eleitoral, que terá início após o registro das candidaturas, marcando o começo da corrida pelas eleições gerais deste ano em Mato Grosso do Sul.

*Saiba

As executivas estaduais dos principais partidos já definiram as seguintes datas: dia 27, PT; dia 31, PSDB e Federação União Progressista (PP e União Brasil); dia 1º de agosto, PL, MDB e Republicanos; e dia 5 de agosto, Novo.

No entanto, a executiva estadual da Federação União Progressista ainda avalia transferir a convenção para o dia 1º de agosto.

JUSTIÇA ELEITORAL

Presidente Lula nomeia Douglas de Oliveira Santos para vaga de juiz substituto do TRE-MS

Advogado foi escolhido para ocupar a vaga de juiz substituto do TRE-MS, após ter liderado a lista tríplice aprovada pelo TSE e pelo TJMS

08/07/2026 07h07

O advogado Douglas de Oliveira Santos foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O advogado Douglas de Oliveira Santos foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva Divulgação

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nomeou o advogado Douglas de Oliveira Santos para compor o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) no cargo de juiz substituto. 

A nomeação foi oficializada em decreto assinado na terça-feira (7) e preenche a vaga aberta com o término do primeiro mandato de Márcio de Ávila Martins Filho.

A designação foi feita com base nos artigos 84, 120 e 121 da Constituição Federal e no processo administrativo nº 00333.002005/2026-52, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

Como juiz substituto, Douglas passará a integrar a classe dos juristas que compõem a Corte Eleitoral sul-mato-grossense. Após a confirmação da nomeação, o advogado afirmou receber a notícia "com imensa satisfação e humildade". 

Em manifestação pública, agradeceu a confiança depositada ao longo do processo de escolha e disse que pretende contribuir para o fortalecimento da Justiça Eleitoral.

"Recebo com imensa satisfação e humildade a notícia da minha nomeação, pelo presidente da República, para a função de juiz eleitoral substituto do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul. Agradeço a confiança que me foi depositada por tantas pessoas ao longo desse processo, e me comprometo a contribuir com a Justiça Eleitoral", declarou.

A nomeação encerra um processo iniciado no ano passado. Em abril deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou, por unanimidade, a lista tríplice encaminhada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul para o preenchimento da vaga.

Além de Douglas de Oliveira Santos, integravam a lista os advogados Ana Maria Medeiros Navarro Santos e Coraldino Sanches Filho. Na votação realizada pelo TJMS, Douglas foi o mais votado, recebendo 23 votos, seguido por Ana Maria, com 20, e Coraldino, com 15.

Na ocasião, ao ter seu nome referendado pelo TSE, Douglas afirmou que a inclusão na lista tríplice representava uma importante conquista pessoal e destacou que o processo havia transcorrido sem qualquer questionamento sobre sua conduta ou reputação. Também disse que aguardava com serenidade a decisão final do presidente da República, responsável pela escolha entre os três indicados.

Com a publicação do decreto presidencial, Douglas de Oliveira Santos passa oficialmente a ocupar a vaga de juiz substituto do TRE-MS, sucedendo Márcio de Ávila Martins Filho na composição da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul.

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