Quinta, 23 de Novembro de 2017

Concorrência reduz preço da gasolina a menos de R$ 2,35

1 ABR 2010Por 21h:06

Fábio Dorta, Dourados

 

A concorrência continua derrubando o preço da gasolina em Dourados e, em vários postos, o combustível pode ser encontrado a menos de R$ 2,35 o litro. É um dos menores valores praticados em Mato Grosso do Sul. A cotação começou a despencar no final do ano passado, quando a média cobrada girava em torno de R$ 2,70, inclusive com reclamações dos consumidores de que estaria existindo formação de cartel por parte dos donos de postos para manter o preço elevado.

Os valores começaram a cair depois que o empresário Paulo Meneghelli Precinatto, que não atuava no ramo de combustíveis, abriu no Jardim Água Boa, o bairro mais populoso de Dourados, posto de bandeira branca (sem ligação com distribuidora definida) comercializando o litro da gasolina a R$ 2,45 para pagamento à vista e em dinheiro.

A cobrança de até 30 centavos de diferença em relação a outros postos fez a concorrência também baixar os preços e, com isso, quem ganhou foi o consumidor. Ontem, por exemplo, pelo menos dez postos vendiam o combustível até abaixo de R$ 2,35 e, mesmo os que cobram valores mais altos, estavam com a tarifa abaixo de R$ 2,60.

A maioria dos postos onde os valores são mais baixos não vende mais a prazo, nem aceita pagamento através de cartões de crédito ou de débito, por causa das taxas cobradas pelas operadoras e pelos bancos. Alguns postos chegaram a praticar valores diferentes para pagamento em dinheiro e por cartões, mas recuaram após serem multados pelo Procon, porque não havia informação visual sobre a diferença de valores, em conformidade com a legislação em vigor.

 

Sindicato

O vice-presidente do Sindicato do Comércio Atacadista de Combustível de Mato Grosso do Sul (Sinpetro/MS) José Tarso Moro da Rosa, disse ao Correio do Estado que a concorrência é saudável e beneficia o consumidor, mas teme que seja impossível manter por longo período valores tão baixos por causa do custo e da carga de impostos.

Segundo ele, mesmo no caso dos postos bandeira branca, onde os proprietários podem comprar de qualquer distribuidora e, com isso conseguir um desconto de até dez centavos no preço de custo do litro não conseguirão manter uma redução tão significativa sem que sofram prejuízos. "Não vejo que haja margem para manter um preço tão baixo", afirmou Tarso.

O dirigente sindical não revelou o valor médio do preço de custo da gasolina, mas afirmou que as distribuidoras também tiveram que reduzir preços para que os postos pudessem praticar valor menor ao consumidor, mas acredita que os valores serão majorados a partir de abril. "A concorrência é livre, mas nenhum empresário consegue operar no vermelho por muito tempo", finalizou.

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