Sexta, 24 de Novembro de 2017

Comunidade "abraça" prédio da rodoviária

28 MAR 2010Por 00h:41
Acadêmicos e professores da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) “abraçaram”, ontem, o prédio da antiga rodoviária de Campo Grande, reivindicando ao Governo do Estado e à Prefeitura de Campo Grande a mudança da instituição de ensino superior para o prédio. Segundo os manifestantes, um abaixo-assinado com mais de cinco mil assinaturas confirma o desejo de que parte do local se transforme na nova sede universitária. Em resposta, receberam a informação de que uma reunião entre o prefeito Nelsinho Trad e o governador André Puccinelli foi marcada para esta semana para discussão do assunto. A ideia de transformar o antigo terminal de passageiros e parte do condomínio de lojas, que é particular, em um polo universitário ganhou mais força depois que representantes da UEMS e da Unidade de Ensino Superior Ingá (Uningá) visitaram o local. A instituição de Maringá (PR) já teria apresentado o projeto de utilização da área e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul também foi contatada para instalar ali o curso de Direito. Área Segundo acadêmicos da UEMS, seria necessário espaço de cerca de oito mil metros quadrados para, além das salas de aula, construir laboratórios, espaços para aulas práticas, biblioteca, entre outros. A projeção é de que o local abrigue 21 cursos de graduação e pósgraduação. Atualmente, são cinco cursos de licenciatura em andamento – Letras, Artes Cênicas, Pedagogia, Geografia e Normal Superior. Para o diretor do curso de Letras, Daniel Abrão, a Capital ganharia muito com a UEMS na rodoviária. “Somente 10% das vagas acadêmicas, em Campo Grande, são de universidades públicas. O restante, 90%, estão em instituições particulares. Com a UEMS na rodoviária, haverá a possibilidade de ampliar o número de cursos e a cidade de Campo Grande sai ganhando com isso”. A manifestação de ontem reuniu cerca de 150 pessoas e contou com a participação de comerciantes do condomínio. Eles começaram abraçando o terminal desativado, que está cercado por tapumes e o encerramento foi no terminal de ônibus urbano, onde cantaram o Hino Nacional. Os estudantes pedem que a instalação seja feita até julho. Pela manhã, o prefeito Nelsinho Trad confirmou a reunião com o governador para discussão do assunto. Segundo ele, entre as opções para ocupação do prédio estão o polo de educação e ou alguma atividade ligada à segurança pública. Enquanto não é resolvida a situação, comerciantes continuam fechando as portas. Marcílio Dias, que tinha duas lojas no condomínio, de frente para a Rua Barão do Rio Branco, encerrou os trabalhos na semana passada. “Fechei, porque não havia movimento. Agora, vou esperar para ver como as coisas ficam”.

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