Domingo, 19 de Novembro de 2017

Comércio já registra crescimento de 10% nas vendas com liquidações

14 JUL 2010Por 07h:54
ADRIANA MOLINA

As liquidações, que começaram em primeiro de julho, já refletem acréscimo de 10,73% nas vendas do comércio de Campo Grande, segundo informações do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Capital. Porém, grande parte das compras tem sido efetuada com crédito pessoal e cartões de crédito, o que, conforme a Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul (Fecomércio), pode representar mau negócio aos consumidores, já que os juros desse tipo de operação têm subido, revelando reflexos das últimas altas da Selic.
Dados do Banco Central do Brasil (BCB) apontam acréscimo de até 0,19 pontos nos juros de crédito pessoal nos quatro principais bancos com agências em Campo Grande. O valor parece pequeno, mas o assessor econômico da entidade, Thales de Souza Campos, alerta que, dependendo da instituição e do montante a ser contratado, os acréscimos de taxas podem tornar a estimada economia da compra na liquidação em prejuízo.
“Não é aconselhável pegar crédito nesse período, em que as taxas de juros tendem a subir com o aumento da Selic. Só é seguro se for compra no cartão, sem juros, e se o consumidor tiver certeza de que vai pagar a fatura total e em dia. Fora isso, só à vista”, pondera o economista, que prevê taxas ainda maiores com a expectativa da Selic alcançar os 12%, anunciados pelo governo.
Entre os quatro maiores bancos da Capital, o Bradesco e o HSBC são os que apresentam maior taxa de juros para crédito pessoal, conforme relatório do Banco Central, publicado em 10 de julho. As instituições passaram de 4,27% e 4,35%, respectivamente em 10 de junho, para 4,36% e 4,54% ao mês na mesma data de julho. Em seguida, aparece o Banco do Brasil, que elevou de 2,35% para 2,54% os juros no período; e a Caixa Econômica Federal, que acresceu 0,06 pontos, saltando de 2,16% para 2,22% ao mês.

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