Sexta, 17 de Novembro de 2017

VAGAS DE TRABALHO

Comércio da Capital vai contratar 5.500 temporários em 2010

16 SET 2010Por 02h:36

Edivaldo Bitencourt

Com a expectativa de o Brasil ter o melhor Natal dos últimos anos, o comércio de Campo Grande deverá contratrar cerca de 5,5 mil trabalhadores temporários. Este número representa crescimento de 10% em relação ao ano passado, segundo estimativa do presidente do Sindicato dos Comerciários de Campo Grande, Ildemar da Mota Lima.
“Com certeza, o número de 2009 vai ser ultrapassado este ano”, ressaltou o sindicalista. No País, foram 125 mil trabalhadores temporários em 2009, acumulando aumento de 8,5% em relação ao ano anterior. O total de temporários elevará em 12% o número de trabalhadores no comércio na Capital, que conta com 45 mil empregos formais, conforme o Ministério do Trabalho e Emprego.
De acordo com o economista Áureo Torres, da Fundação Municipal Social do Trabalho (Funsat), as contratações começam em outubro. “A crise econômica perdeu força e houve um arranque bom no segundo semestre”, analisa.

Primeiro emprego
Torres ressalta que o trabalho temporário é a melhor oportunidade para jovens sem experiência entrar no mercado de trabalho. Como a demanda é muito grande, os estabelecimentos ficam mais flexíveis e deixam de exigir experiência de dois anos. Além disto, não cobram atuação anterior em área específica, como, por exemplo, venda de calçados e roupas.
A oportunidade é importante porque 30% dos temporários acabam sendo efetivados pelas lojas. Hoje, o piso salarial no comércio da Capital é de R$ 610, acima do salário mínimo de R$ 510.

Aquecido
O mercado de trabalho continua aquecido em Mato Grosso do Sul. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação é de 6,8%, inferior à média nacional de 8,3%.
“Está faltando mão de obra na construção civil, em hotéis, bares e restaurantes”, confirma Lima. Além de o percentual de desemprego estar menor, ele explica que a campanha eleitoral contratou muitas pessoas para atuar como cabos eleitorais. Ou seja, quando terminar a campanha, os campo-grandenses vão ter o trabalho temporário como opção.

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