Quarta, 22 de Novembro de 2017

Comerciantes cobram solução para rodoviária

4 MAR 2010Por 05h:33
Um mês após a desativação do terminal rodoviário do centro da cidade, comerciantes voltaram a cobrar da Prefeitura de Campo Grande definição sobre o que será feito na área que pertence ao poder público, além de pedir a revitalização do prédio. Grupo de comerciantes que ainda persiste com portas abertas – são cerca de 30 lojas e a mesma quantidade de escritórios e empresas – realizou protesto, ontem de manhã, na Rua Barão do Rio Branco. A ideia que ganha força e apoio é a construção do campus da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) no local. “Qualquer que seja a escolha, queremos que seja anunciada logo, porque então poderemos nos programar. Ficar nessa indefinição, com o antigo terminal fechado com tapumes, é muito ruim”, afirmou a comerciante Rosane Nely Lima. “Aceitamos qualquer projeto que possibilite o retorno do movimento, para que possamos conservar nossos trabalhos. Pode ser universidade, centro médico, outras lojas, qualquer coisa que beneficie a região”. O administrador Milton Bello, de 66 anos, que desde 1966 trabalha no terminal, destacou que, havendo um projeto para a área, logo o interesse de novos comerciantes ocorrerá. “Quando se falou, pela primeira vez, que o Camelódromo viria para cá, na semana seguinte foi constatado crescimento na procura pelos imóveis. Então, basta a definição para que as pessoas voltem a acreditar na rodoviária”, afirmou, referindo-se à proposta de mudar os comerciantes do centro de comércio popular para o terminal rodoviário – possibilidade descartada pelos vendedores, na semana passada. Marmita A rodoviária, de certa forma, continua ligada ao comércio de Maria Aparecida Castro, de 56 anos. Há 11 anos ela mantém lanchonete no segundo piso do terminal e, com a queda no movimento, passou a produzir marmitas, que leva para os funcionários do novo terminal localizado na região da saída para São Paulo. “Todos os dias, faço a comida e meu filho leva para os trabalhadores, que não têm muita opção de restaurantes nas proximidades”. De acordo com o reitor da Uems, Gilberto Arruda, nenhuma proposta foi oficializada pela Prefeitura de Campo Grande. Em sua avaliação, caso o espaço possa ser redefinido e passe por reforma, a universidade pode funcionar no local. “É um espaço central, bem assistido pelo transporte coletivo. Mas não há nada definido ainda”, comentou. As aulas dos seis cursos oferecidos na Capital (artes cênicas, geografia, letras – habilitação inglês e espanhol –, normal superior e pedagogia) acontecem na Escola Estadual Hércules Maymone, mas a escola Irmã Bartira, no Conjunto Arnaldo Estêvão de Figueiredo, passa por reformas para sediar a Uems.

Leia Também