Sábado, 18 de Novembro de 2017

Começa hoje julgamento do casal Nardoni

22 MAR 2010Por 08h:19
Tem início hoje o julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella Nardoni, 5, filha de Alexandre, no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo. A previsão é de que o julgamento dure até cinco dias. Durante esse tempo, os jurados vão dormir e fazer as refeições em instalações da Justiça, e são orientados a não falar sobre o caso entre si ou com outras pessoas. Haverá 12 agentes de fiscalização do TJ (Tribunal de Justiça) no julgamento. São três testemunhas de acusação, 17 convocadas pela defesa e outras três comuns à defesa e à acusação, uma delegada, uma perita e um médico-legista. Primeiro, serão ouvidas as testemunhas arroladas pela acusação, depois as da defesa. Isabella morreu em 29 de março de 2008, quando foi jogada do sexto andar do prédio onde moravam seu pai e sua madrasta, na zona norte de São Paulo. O casal está preso na Penitenciária de Tremembé. O promotor de Justiça Francisco Cembranelli, do Ministério Público de São Paulo, será o responsável pela acusação. Na ocasião da denúncia, em 2008, Cembranelli apontou como provas contra o casal laudos periciais e versões de testemunhas – durante as investigações, mais de 60 pessoas foram ouvidas. Os sete jurados que devem decidir o destino do casal terão uma rotina bem controlada durante o julgamento. A formação do conselho de sentença é a primeira etapa do júri. Foram sorteadas 40 pessoas da lista cadastrada no 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana. O cadastro inclui pessoas com mais de 18 anos, residentes em São Paulo e sem antecedentes criminais. As 23 mulheres e 17 homens devem comparecer ao fórum amanhã, quando serão sorteadas as sete pessoas para o conselho de sentença. Durante o sorteio, defesa e acusação podem negar até três nomes cada um, sem apresentar justificativa. Em casos como esse, segundo advogados, a defesa prefere homens solteiros e sem filhos, enquanto a acusação prefere mulheres casadas e mães –, que, em tese, podem se sensibilizar mais com a morte da menina e se decidir pela condenação dos réus. De acordo com o TJ, os jurados devem ficar em dormitórios nos fóruns de Santana ou da Barra Funda, ou até mesmo em hotel. As testemunhas podem ser dispensadas após ser ouvidas, ou poderão ficar nos dormitórios até o fim do julgamento, esperando a dispensa do juiz.

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