Segunda, 20 de Novembro de 2017

Comando da PM diz que militares agressores podem ser excluídos

29 ABR 2010Por 06h:44
Michelle Rossi

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Carlos Alberto David dos Santos, admitiu que os policiais acusados do espancamento do comerciante Walter Mendes Rodrigues, de 24 anos, por conta de um celular, “envolveram-se emocionalmente com o fato e não agiram com a imparcialidade esperada de um policial militar”. Procurado ontem pela manhã para falar sobre as denúncias de agressão, o oficial disse que, se necessário, os policiais envolvidos serão punidos severamente e não descartou a possibilidade de expulsão das fileiras da corporação.
Segundo o coronel Carlos David, os depoimentos das testemunhas e envolvidos no episódio começaram a ser colhidos na terça-feira pela Corregedoria da Polícia Militar. “Determinei o máximo de rapidez na apuração dos fatos e quero ter tudo esclarecido em até 30 dias”, observou o comandante-geral

Agressão
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelo comerciante, a agressão aconteceu no último domingo, quando ele foi devolver um celular que sua esposa havia encontrado num salão de festas, no dia 16 de abril. Ele combinou  fazer a devolução em frente ao 10º Batalhão da Polícia Militar, situado no Parque Ayrton Senna, no Bairro Aero Rancho, por imaginar que neste local estaria seguro, já que não conhecia o dono do aparelho.
O celular pertence a um homem identificado apenas como Ivanildo, irmão do cabo da Polícia Militar, Ivanil Jonas Alves, de 42 anos. O militar, com a ajuda de mais policiais, teriam espancado Walter por acreditar que ele teria furtado o telefone.
A vítima relatou que os policiais tentaram enforcá-la e ela teria ficado desacordada por alguns momentos. O irmão do cabo não teria participado do espancamento, mas assistiu à cena, rindo da violência. O comerciante apresenta vários hematomas espalhados pelo corpo.
Walter chegou a ser levado pelos militares para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde foi liberado pelo delegado Divino Furtado de Mendonça.

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