Economia

VALORIZAÇÃO

Com alta de 7,6%, ouro lidera ranking de investimentos no Brasil

Com alta de 7,6%, ouro lidera ranking de investimentos no Brasil

VALOR ECONÔMICO

30/10/2010 - 07h34
Continue lendo...

Em um mês que contou com picos de bom humor e momentos de maior aversão ao risco, nenhum dos ativos acompanhados apresentou variação negativa. O destaque dentro desse ambiente ficou com o ouro, que teve a maior rentabilidade entre os ativos acompanhados pelo Valor Online. O metal precioso acumulou valorização de 7,67%.

O ouro e outras commodities estiveram no foco dos agentes agora em outubro conforme oscilavam as expectativas de quanto dinheiro o Federal Reserve (Fed), banco central americano, está disposto a injetar na economia dos Estados Unidos.

Um número deve ser dado já na primeira semana de novembro. Quanto mais dinheiro o Fed liberar melhor a perspectivas para as matérias-primas e outros ativos de risco, pois o dólar perde atratividade e obriga os investidores a buscar rendimento em outros mercados.

De volta ao ranking, a segunda melhor aposta foi o euro, que ganhou 2,43% no mês.

Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que chegou a flertar com os 72 mil pontos, perdeu fôlego e fechou o mês com valorização de 1,79%. Resultado positivo, mas um tanto tímido quando comparado com o ganho de 6,58% que registrou em setembro, quando liderou a lista de investimentos.

As opções de renda fixa aparecem em quarto lugar. O CDI apresentou variação positiva de 0,81%, e o CDB subiu 0,84%.

O dólar comercial fechou o mês com alta de 0,65%, valendo R$ 1,703. Vale lembrar que outubro foi o mês da “guerra de moedas” ao redor do mundo e que por aqui o governo alterou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre investimentos externos duas vezes e mudou normas para conter a valorização do real via restrições ao capital externo.

Encerrando a lista está a clássica caderneta de poupança, que teve avanço de 0,55% no mês.

No ano, o ouro também lidera o ranking com folga, acumulando alta de 29,03%. Confirmando que as opções mais conservadoras são as vencedoras agora em 2010, o CDB ganha 7,92% agora em 2010, e o CDI sobe 7,87%. Já a caderneta de poupança tem retorno de 5,65%.

Encerrando a lista de vencedores está a Bovespa, com tímida valorização de 3,04% nos 10 meses de 2010. Perde dinheiro no ano quem tem posição em moedas. Apesar da recuperação em outubro, o euro ainda deve 5,61% no ano, e o dólar está 2,29% mais barato.

ENERGIA ELÉTRICA

Energisa adia decisão sobre reajuste na conta de luz

Aneel recomendou aumento de 12,61% e análise que seria na terça-feira foi retirada de pauta

03/04/2026 13h30

Energisa aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Aneel

Energisa aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Aneel Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Com o intuito de tentar reduzir o impacto do reajuste da energia elétrica que em média deve ser de 12,61%, a Energisa MS aceitou adiar em uma semana a análise do processo que tramita na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A diretoria da autarquia iria analisar em reunião colegiada o aumento tarifário na próxima terça-feira, mas retirou de pauta.

No mês passado, a Aneel solicitou que a Energisa MS se manifestasse sobre esta possibilidade de postergar a decisão, atendendo pedido feito pela  Secretaria Nacional de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, que comunicou a Aneel que o “Governo Federal encontra-se, neste momento, conduzindo análises e tratativas institucionais voltadas à avaliação de possíveis medidas relacionadas a reajustes tarifários, “destacando que “o objetivo dessas discussões é examinar alternativas que possam mitigar os impactos dos reajustes tarifários para os consumidores, buscando soluções que preservem o equilíbrio regulatório sem impor ônus excessivo à população”.

Com a apresentação desses argumentos pelo ministério, a diretora-relatora do processo de reajuste da Energisa MS na Aneel, Agnes Maria de Aragão da Costa, considera, com base em parecer técnico, que  a “ANEEL não pode promover o diferimento tarifário sem a anuência da concessionária, por configurar alteração unilateral das cláusulas econômicas do contrato de concessão, notadamente aquelas que definem a respectiva equação econômico-financeira”.

Por esse motivo, no dia 24 do mês passado Agnes da Costa encaminhou oficio à Energisa solicitando seu posicionamento sobre o reajuste. No documento afirma que “considerando o pleito do Ministério de Minas e Energia e diante da relevância e sensibilidade do tema, solicito que a EMS (Energisa) se manifeste quanto ao seu interesse e indique a alternativa que entenda mais adequada para o tratamento de sua tarifa no âmbito do presente processo, de modo a subsidiar a deliberação desta Agência, em observância aos limites legais e contratuais aplicáveis.”

Ontem, após a autarquia já ter apresentado estudos com o percentual de reajuste, a Energisa MS apresentou ofício comunicando que aceita o adiamento em uma semana, “com intuito de contribuir com a avaliação de possíveis alternativas destinadas a mitigar os impactos de reajustes tarifários aos clientes”, enfatizando que “concorda com a postergação da homologação do Reajuste Tarifário Anual a ser deliberado no dia 07 de abril de 2026 para o dia 14 de abril de 2026.”

No documento deixa claro que “que o efeito financeiro decorrente da não aplicação das novas tarifas entre o dia 08 de abril de 2026 e a data de publicação da nova Resolução Homologatória, seja compensado e devidamente corrigido no cálculo das tarifas de 2026”.

Com este posicionamento, a diretoria da Aneel retirou ontem o processo do reajuste tarifário da pauta da reunião do dia 7. Agora, o processo deve ser analisado no dia 14 deste mês, com a possibilidade dos índices de reajuste caírem. 

O reajuste médio da tarifa de energia elétrica dos 1,15 milhão de consumidores em 74 municípios sul-mato-grossenses atendidos pela Energisa MS foi definido pela área técnica em 12,61% em média. A Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR) da autarquia apresentou no processo de reajuste percentuais diferentes para as tarifas residências e industriais.  

Os consumidores de baixa tensão deverão pagar 12,49% a mais pela energia consumida, enquanto os de alta tensão devem ter um aumento maior, de 12,88%, segundo  a planilha apresentada  no dia 30 de março, às 17h57min pela STR. Estes percentuais podem sofrer alterações no relatório a ser votado.

Assine o Correio do Estado

CASO VORCARO

Banco de Brasília pede que delações reservem recursos para cobrir prejuízos

BRB pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seja garantida a reserva de dinheiro para cobrir os prejuízos com fraudes envolvendo as operações realizadas com o Banco Master

03/04/2026 11h35

Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025

Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025 Divulgação: MPC-MS

Continue Lendo...

O Banco de Brasília (BRB) informou nesta quinta-feira (2) que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seja garantida a reserva de dinheiro para cobrir os prejuízos do banco com as fraudes envolvendo as operações realizadas com o Banco Master.

Em comunicado enviado ao mercado financeiro, o BRB solicitou que os acordos de delação premiada que estão em discussão com a Polícia Federal (PF) a Procuradoria-Geral da República (PGR) levem em conta o ressarcimento das partes lesadas.

“A medida judicial visa, especificamente, à eventual reserva, segregação e vinculação de bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto de investigações em curso, inclusive no âmbito de eventuais acordos de colaboração premiada”, informou o banco.

Até o momento, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e o cunhado ele, Fabiano Zettel, negociam acordo de delação premiada. Ambos estão presos.

As fraudes são apuradas pela Operação Compliance Zero, deflagrada para investigar a concessão de créditos falsos pelo Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).