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Clube dos 13 estimula racha no Corinthians

Clube dos 13 estimula racha no Corinthians

R7

26/02/2011 - 19h00
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Os dirigentes do Clube dos 13 esperam que e temor de uma saia-justa dentro do Corinthians faça com que o presidente Andrés Sanchez desista da desfiliação anunciada na última quarta-feira (23).

O argumento de dirigentes da entidade é que uma decisão como essa não pode ser tomada de forma arbitrária por Andrés, mas deve ser avalizada pelo Cori, o Conselho de Orientação, que fiscaliza as ações do presidente.

O problema é que o órgão é presidido por Antonio Roque Citadini, um dos principais desafetos de Sanchez no Parque São Jorge. Um trecho do estatuto corintiano diz que o Cori deve decidir, "por proposta do Presidente da Diretoria, sobre a filiação ou não do Corinthians às entidades desportivas de hierarquia superior, e alteração substancial nos vínculos de relações sociais ou desportiva com associações congêneres".

O ex-vice-presidente de futebol Rubens Gomes, membro do Cori, observa que Sanchez terá de acionar sua base política e dialogar com Citadini, fato raro nos últimos anos.

- O Andrés acha que por ser um regime presidencialista ele pode tomar certas decisões sozinho. Mas não é bem assim. O Conselho não só tem poder para brecar decisões do presidente como pode até encaminhar sua destituição para uma Assembleia Geral.

O advogado do Corinthians, Luiz Fernando Santoro, contesta a interpretação dos opositores. Para ele, o trecho do estatuto não faz referência ao Clube dos 13.

- Esse artigo em questão trata de "entidades desportivas de hierarquia superior". O Clube dos 13 não se encaixa nessa condição, que é ocupada por entidades reconhecidas pelo desporto nacional, como federações e confederações.

A briga do Corinthians com o Clube dos 13 diz respeito à negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro entre 2012 e 2014. A entidade propôs uma concorrência que foi questionada por vários clubes - além do Corinthians, o Coritiba também deixou o Clube dos 13 e os quatro grandes cariocas disseram que vão negociar por conta própria a transmissão de seus jogos.

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

Pedido

Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

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