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Cinzas do vulcão chileno afetam visibilidade em Santa Catarina

Cinzas do vulcão chileno afetam visibilidade em Santa Catarina

agência brasil

19/10/2011 - 09h31
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Depois de passar pela região central e pelo litoral da Argentina e do Uruguai, as cinzas do vulcão chileno Puyehue atingiram o Rio Grande do Sul e, desde ontem (18), afetam a visibilidade em boa parte de Santa Catarina. A informação é do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram).

Um estimador de partículas (instrumento de medição) do Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (Inpe) confirma a presença das cinzas no Sul do Brasil. A meteorologista Beatriz Porto, do serviço de meteorologia do Paraná (Simepar), disse à Agência Brasil que não dá para descartar a possibilidade de que essas partículas cheguem ao estado nas próximas horas. “Mas essa possibilidade é muito remota, porque o Paraná está mais distante. Tudo vai depender da direção dos ventos em altos níveis da troposfera, que é a camada mais baixa da nossa atmosfera”.

O meteorologista Gil Russo, do Instituto Nacional de Meteorologia em Porto Alegre, disse que, por enquanto, não é possível ver as partículas de cinza “a olho nu”, como ocorreu durante todo o dia de ontem, mas que essa situação se altera rapidamente, dependendo da direção dos ventos.

Segundo o Ciram, as cinzas foram trazidas pelo jato polar desde a sua fonte de emissão. Com a estabilidade do ar em níveis inferiores, devido ao sistema de alta pressão que atua sobre boa parte da Argentina, do Uruguai e da Região Sul do Brasil, “a cinza vulcânica acaba fazendo parte da névoa seca, do meio-oeste ao litoral catarinense”. Normalmente, a névoa seca é formada por partículas de poeira em suspensão, quando o ar está muito seco.

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) no Rio Grande do Sul alerta que a concentração de partículas inaláveis aumentou nas últimas horas desta terça-feira (18), provavelmente devido às cinzas do Vulcão Puyehue. O valor apurado ultrapassa os limites de qualidade estabelecidos pela Resolução nº 03/1990, do Conselho Nacional de Meio Ambiente.

Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde, apesar de a situação atual não representar um problema de maior gravidade, pessoas mais vulneráveis aos impactos causados pela poluição atmosférica (pneumopatas, cardiopatas, crianças e idosos) devem tomar alguns cuidados. Esses indivíduos são mais suscetíveis a ter problemas devido às cinzas.

A equipe de Vigilância em Saúde Ambiental Relacionada à Qualidade do Ar informa que continuará acompanhando a situação, recomenda à população que se hidrate, tomando pelo menos 2 litros de água por dia, e evite esforços físicos desnecessários (principalmente os grupos mais vulneráveis à poluição atmosférica).

Pneumopatas e cardiopatas devem redobrar a atenção no uso dos medicamentos de costume e seguir as recomendações médicas para que os sintomas não aumentem e a doença não se agrave. Portadores de asma, rinite, bronquite e enfisema devem também manter o uso de medicamentos rotineiros de controle das enfermidades para que os sintomas não aumentem. Quem usa lentes de contato deve ficar atento à possibilidade de maior ressecamento dos olhos.
 

Operações

MS recebeu R$ 10 milhões para combater PCC e Comando Vermelho

Verba veio do governo federal pelo programa Brasil contra o Crime Organizado e viabiliza diárias para ações na fronteira

09/06/2026 08h00

Presídio de segurança máxima de Campo Grande foi o primeiro a receber ações do programa Brasil contra o Crime Organizado

Presídio de segurança máxima de Campo Grande foi o primeiro a receber ações do programa Brasil contra o Crime Organizado Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul recebeu R$ 10,3 milhões do governo federal para custear diárias de policiais para ações contra organizações criminosas nas regiões de fronteira, divisas e biomas. Esse recurso tem colaborado para o aumento das operações de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).

Esse recurso veio por parte do programa Brasil contra o Crime Organizado, instituído em maio deste ano pelo governo federal como a principal estratégia para combater facções, milícias e grupos paramilitares.

O objetivo da medida é a asfixia financeira desses grupos, a atuação de inteligência e a cooperação interinstitucional.

De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antônio Carlos Videira, esse recurso chegou este mês e será utilizado pelos próximos 90 dias para operações contra essas facções criminosas.

“Esse recurso está nos ajudando no custeio. O governo federal lançou o programa Brasil contra o Crime Organizado para intensificar ações contra as facções após conversa com os Estados Unidos. Aqui, em MS, nós precisávamos justamente de recursos para custeio de diárias para os policiais fazerem essas operações nas fronteiras e nas divisas do Estado”, disse Videira, que salientou que Mato Grosso do Sul não deve aderir à linha de financiamento do programa porque, segundo ele, investimentos em equipamentos não são uma necessidade do Estado.

A intensificação dessas operações veio ao mesmo tempo que o governo dos Estados Unidos classificou como terroristas as facções PCC e CV.

Porém, segundo o secretário, o aumento dessas operações não são uma resposta ao país da América do Norte, e sim uma consequência do programa do governo federal.

“Para nós não muda nada essa classificação feita pelos Estados Unidos porque não mudou a nossa legislação, o que muda é para os outros países, que poderão prender esses criminosos e julgá-los no próprio país. Então, para a gente, efeito ainda não tem, mas há muitos brasileiros foragidos ligados com o tráfico de drogas e com essas facções que poderiam ser caçados e presos, como foi o caso do ex-major [Roberto] Carvalho e do [Gerson] Palermo”, completou Videira.

Os recursos de Mato Grosso do Sul, segundo o secretário, são economizados e destinados para outras ações, principalmente em Campo Grande.

OPERAÇÕES

Ontem começou a implantação do padrão de segurança máxima no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, o presídio de segurança máxima de Campo Grande.

Com revista em todas as celas e até helicóptero, a ação coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen) faz parte do programa Brasil contra o Crime Organizado.

Segundo o governo federal, o objetivo é padronizar e capacitar as operações no presídio a partir de investimentos do programa. A unidade de Campo Grande foi a primeira a receber a capacitação prática por meio do projeto.

As atividades contaram com 40 policiais penais de Mato Grosso do Sul realizando atividades relacionadas à contenção e à movimentação de presidiários, aos protocolos de segurança e à gestão de equipes, entre outras medidas. A ação aplica procedimentos desenvolvidos pela Polícia Penal Federal. 

O presídio de segurança máxima de Campo Grande também vai receber equipamentos nos próximos meses, como aparelhos de raios X, scanners corporais e viaturas especiais.

Segundo Videira, a próxima penitenciária de Mato Grosso do Sul a receber essa ação será a de Dourados.

Além dos presídios, as forças de segurança de Mato Grosso do Sul também fizeram operações em Campo Grande, Corumbá e na região norte e leste do Estado.

Na última ação, feita no dia 2, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) fez uma ofensiva contra as facções criminosas e prendeu cinco membros de “alta periculosidade” do PCC em Campo Grande, durante a Operação Malleus, que ocorreu em três municípios, Campo Grande, Água Clara e Corumbá.

Todos os alvos tinham registrada reincidência de crimes hediondos.

* Saiba 

Lançado em maio deste ano, o programa Brasil contra o Crime Organizado visa fortalecer e ampliar
as condições de enfrentamento às organizações criminosas por meio de tecnologia e atuação operacional, além de modernizar o sistema prisional do País.

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APREENSÃO

Operação em Campo Grande apreende mais de 4,3 mil tênis falsificados

No centro da Capital, um estabelecimento, que já foi alvo de outras batidas, teve 2.648 pares de calçados apreendidos

09/06/2026 07h45

Ação foi realizada pelo Procon de Mato Grosso do Sul e pela Decon

Ação foi realizada pelo Procon de Mato Grosso do Sul e pela Decon Divulgação

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Equipes do Procon Mato Grosso do Sul e da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) apreenderam, na tarde desta segunda-feira (8), mais de 4,3 mil pares de tênis com indícios de falsificação em duas lojas de Campo Grande.

No centro da Capital, um estabelecimento teve 2.648 pares de tênis apreendidos. De acordo com o Procon, os produtos imitavam características de marcas consolidadas no mercado e não apresentavam dados obrigatórios, como numeração e identificação do fabricante. O local foi alvo de outras operações.

Já no Jardim Bálsamo, uma loja teve 1.678 pares de calçados recolhidos, além de 347 peças de vestuário, incluindo camisas de times, bermudas, camisetas e roupas íntimas, 39 copos e canecas térmicas, além de perfumes nacionais e importados que não possuíam as caixas originais ou informações em português sobre a composição.

Todos os itens foram apreendidos após representação das marcas e encaminhados à Receita Federal. A ação também contou com a participação de agentes da Polícia Científica.

Última batida

Em abril, uma loja de tênis no centro de Campo Grande teve que fechar após fiscalização do Procon. Denúncias levaram à apreensão de mais de mil pares de tênis com indícios de falsificação.

Além da falsificação dos produtos, o Procon verificou que o estabelecimento estava com o alvará de localização e funcionamento vencido. Além disso, realizava a venda dos tênis sem nota fiscal de origem, com ausência de informações obrigatórias, como numeração e identificação do fabricante.

Ação foi realizada pelo Procon de Mato Grosso do Sul e pela Decon

Ao todo foram apreendidos 1.232 pares de tênis, entre adultos e infantis. Todos os itens apreendidos foram encaminhados à Receita Federal.

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