Sexta, 17 de Novembro de 2017

Chuvas aliviam situação do milho safrinha na região sul

16 MAR 2010Por 07h:56
Os agricultores que investiram no milho segunda safra, ou ainda esperavam o tempo mais favorável na região de Dourados, estão mais aliviados com as chuvas que começaram a cair na tarde de domingo, se prolongando até a manhã de ontem, com intensidade variada, dependendo da área. Na estação agroclimatológica da Embrapa Agropecuária Oeste os registros foram de 32 milímetros, índice suficiente para melhorar as condições gerais da cultura depois de 20 dias de seca na maioria das regiões produtoras. A colheita da soja avançou bastante na Grande Dourados (cerca de 80%) justamente por causa do veranico. Mas, como o milho safrinha é plantado em seguida, os agricultores estavam temendo prejuízos com a falta de chuvas e muitas lavouras corriam o risco de serem replantadas por falta de germinação. A frente fria que chegou no final de semana provocou chuva forte e muitas regiões agrícolas do sul do Estado acabando com o risco de perdas imediatas, embora o índice pluviométrico não tenha sido nivelado em muitas lavouras. Ontem, depois das pancadas no começo da manhã, o tempo ficou nublado e com garoas isoladas. A agência do IBGE ainda não fez a primeira previsão de plantio de milho em Dourados, um dos maiores produtores do Estado, mas a assistência técnica estima entre 70 mil e 80 mil hectares. Somente em abril é que a Comissão Regional de Estatísticas Agropecuárias fará o prognóstico inicial da safra de inverno. Está prevista redução geral na área plantada por causa dos preços do grão que, em Dourados, oscila de R$ 12,50 a R$ 13 a saca. No País existe estoque de 10 milhões de toneladas. Pragas A Embrapa de Dourados divulgou nota ontem alertando que os produtores de milho safrinha devem ficar atentos às pragas iniciais que atacam a cultura. Assim como a soja, o milho também sofre o ataque de pragas iniciais que podem causar a redução de stand – número de plantas por unidade de área). O pesquisador Crébio José Ávila, explicou sobre a seriedade do problema porque o milho, diferentemente da soja, não tem a capacidade de compensação da produtividade por área, em função da perda parcial de stand. As pragas iniciais do milho mais preocupantes no Estado são o coró, percevejo barrigaverde, tripes e lagarta-do-cartucho. O coró é uma praga de solo que consome a raiz do milho, prejudicando a absorção de água e nutrientes. Os danos são mais acentuados quando o ataque ocorre na fase inicial de desenvolvimento da cultura e em períodos de estiagem. Já o ataque do percevejo barriga-verde se dá com a sucção da planta de milho. Isso torna as plantas deformadas e prejudica o seu desenvolvimento. O tripes têm sido constatados, principalmente, em períodos de estiagem em que prevalecem baixa umidade relativa do ar e temperaturas elevadas”, explicou Ávila.

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