Segunda, 20 de Novembro de 2017

China executou mais que o resto do mundo

30 MAR 2010Por 23h:27
A China sozinha executou mais prisioneiros no ano passado que o resto do mundo combinado, aponta um relatório da ONG de direitos humanos Anistia Internacional divulgado ontem. O grupo ainda exigiu que Pequim seja transparente com sua política de execuções.

A Anistia Internacional disse que houve “milhares” de execuções na China em 2009, embora não tenha precisado o número, já que o dado é considerado segredo de Estado. Segundo o relatório, nos outros 17 países onde houve execuções, 714 pessoas foram mortas, a maioria no Ira, no Iraque, na Arábia Saudita e nos EUA. Os métodos usados foram decapitação, enforcamento, o uso de cadeira elétrica, de injeção letal e de pelotões de fuzilamento.

Segundo o relatório da Anistia, a China havia executado 1.718 pessoas em 2008. “As autoridades chineses dizem que estão deixando de executar. Se isso é verdade, por que não revelam quantas pessoas receberam a pena capital do Estado?”, pergunta Claudio Cordone, secretário-geral interino da entidade. Embora incompletos, os dados apresentados pela Anistia são tomados como referência pela comunidade internacional.
O Irã foi o segundo país que mais executou, aplicando a pena máxima a 388 pessoas. Segundo o relatório, cerca de 30% dessas execuções ocorreram nas semanas seguintes aos conflitos pós-eleitorais de junho.

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