Correio B

Humorista

Chico Anysio tem alta do CTI e respira sem a ajuda de aparelhos

Chico Anysio tem alta do CTI e respira sem a ajuda de aparelhos

r7

15/02/2011 - 14h22
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Chico Anysio teve alta do CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. 

Segundo novo boletim do clínico intensivista, Luiz Alfredo Lamy, divulgado nesta terça-feira (15),“o paciente respira espontaneamente, usando o suporte mecânico somente por algumas horas como forma de exercício”.

O comediante recebeu alta do CTI e foi para a Unidade Intermediária (UI). Ele continua fazendo terapia com fonoaudióloga para reabilitar a glote, e mantém o uso de antibióticos.

Anysio chegou ao hospital carioca no dia 2 de dezembro de 2010 com quadro de falta de ar. Na ocasião, foi diagnosticada a obstrução da artéria coronariana.

Ele foi submetido a angioplastia, procedimento que desobstrui as artérias, mas no período pós-operatório voltou a sofrer de falta de ar.

O diagnóstico apontou, então, um tamponamento cardíaco, que acontece quando o sangue se acumula entre as membranas que envolvem o coração (pericárdio).

Diálogo

A novela da possível cassação da vereadora Isa Marcondes ganha mais um... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna deste quinta-feira (18)

18/06/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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John Kennedy - Político Americano

"Quando escrito em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade”.

FELPUDA 

A novela da possível cassação da vereadora Isa Marcondes ganha mais um capítulo na segunda-feira (22), quando será lido o relatório, desta vez com relação a denúncia envolvendo sua entrada no espaço de descanso dos servidores da saúde, onde teria feito gravações da galera. Há quem veja quebra de decoro parlamentar; há quem enxergue excesso de sensibilidade dos “barnabés” diante ds iniciativa de uma vereadora, cujo papel é justamente fiscalizar. Enquanto isso, a plateia acompanha tudo de binóculo, dividida entre o drama institucional e a comédia política. Vai daí que...

DiálogoDivulgação/Prefeitura de Dourados

A tenente-coronel Gabriella Letícia Fernandes de Oliveira assumiu o comando do 3º Batalhão da Polícia Militar em Dourados. Essa é a primeira vez que uma mulher comanda aquela unidade, a maior do interior de Mato Grosso do Sul. A solenidade oficial foi realizada no último dia 10. Com quase 18 anos de carreira na Polícia Militar, Gabriella afirmou nunca ter enfrentado resistência por ser mulher dentro da instituição e acredita que o respeito é conquistado pelo trabalho. “Lugar de mulher é onde ela quiser estar. Espero que essa conquista inspire outras meninas a sonharem e acreditarem que podem ocupar qualquer espaço, seja na segurança pública, na aviação ou em qualquer profissão que desejarem seguir”. Antes, ela comandava o 14º Batalhão da PM em Fátima do Sul. Além da nova comandante do 3º BPM, Dourados também conta com a tenente-coronel Cláudia Karoline Rodrigues Ribeiro Porto à frente do 2º Grupamento de Bombeiros Militar.

Diálogo Theresa Hilcar, trocando de idade hoje - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoJulia Henn - Foto: Arquivo Pessoal

Na frente

A pesquisa IPR/Correio do Estado reforça o momento político favorável de Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel. Em 2022, o ex-governador apostou no então secretário de Governo e o conduziu ao comando de MS. Agora, repete a dobradinha: Riedel buscará a reeleição, enquanto Azambuja disputará o Senado. Se o governador conquistar novo mandato, o ex-governador consolidará um feito raro: eleger e reeleger o próprio sucessor.

Pódio

A mesma pesquisa revela dado incômodo para a esquerda na disputa pelo Senado: quem lidera é a rejeição. O deputado federal Vander Loubet (PT), com seis mandatos consecutivos, aparece com 13,14%, seguido pela senadora Soraya Thronicke (PSB), com 12,76% e que encerra seus oito anos de vida parlamentar. Os dois apostam numa arrancada embalada pelo governo Lula. Mas, a menos de três meses da eleição, há quem considere essa esperança mais um ato de fé.

Inédita

A intervenção na concessionária do transporte coletivo da Capital, decretada dia16, inaugura uma medida inédita na cidade. A administração garante que o trabalho será conduzido de forma pacífica, sem interrupção na circulação dos ônibus. O processo terá duração de 180 dias para diagnosticar as causas da crise e propor soluções. Em até 30 dias será instaurado o procedimento administrativo, assegurando o direito de defesa da empresa. Um relatório preliminar deverá ser apresentado em 90 dias. Sei não...

ANIVERSARIANTES 

Theresa Hilcar;
Dr. Fábio Augusto Moron de Andrade;
Mércia Chaves;
Dr. Eduardo da Silva Bronze;
Vilma Maria Inocêncio Carli;
Samuel Lopes Nascimento;
Marina Rosemberg Biscaya;
Claudinei Rodrigues Monteiro;
Luiz Quite Kanashiro;
Elza Oshiro;
João Alberto Rodrigues Rosa;
Marcelo Cristian Vieira;
Regina Célia Kopes;
Vanusa Menegazzi Braga;
Bruno Cortes de Carvalho;
Marina Gomes da Costa;
Angela Cristina Rodrigues da Cunha Castro Lopes;
Soraya Villalba Gutierrez de Almeida;
Ana Cláudia Cabanha Paniago Almada;
Dulce Nogueira Galvão;
Marinice Pinheiro Duarte;
Maria Keico Arashiro;
Rosangela Silva Rigo;
Vanya da Silva Santos;
Luiz Takahashi;
Dirce Almeida;
Zaira Neiva Motti Fernandes;
Tatiana dos Santos Acosta;
Claudio Monteiro;
Letícia Andrighetto Hardoim;
Marcos da Silva;
Alsig Tadashi Queiroz Sugumoto;
José Garcia de Freitas (Zé Braquiária);
Adilta Portela Novaes de Alencar;
Karla Castoldi;
Elves Cabreira de Arruda;
Fabio Moreira;
Valdir do Amaral Alves;
Zenith Rodrigues Vieira;
Rosângela Souza Zanatta;
Nicola Humsi Rayses Junior;
Dr. João Américo Domingos;
Fabiana Figueiredo Cândia;
Maria Ângela Paiva Maurmann;
Cristhiane Bossay Albuquerque;
Darli Méri Pinto Saldanha;
Guiomar Martinez de Barros Lima;
Cleython da Silva Vasconcelos;
Nelson de Souza Jorge;
Denise Jovê Cesar;
Lúcio Flávio do Amaral;
Maria Aparecida Guimarães Chalub;
Sueli Siqueira Cavalcante;
Mara Luiza Peixoto Stiehler;
Carolina Ishy Cândia;
Julieta Alves Marques;
Orlando Alves Santana;
Edson Corrêa de Arruda;
Marly Honda Flôres;
José Rogério Salles;
Evilásia Aparecida Hermes;
Nadir Fontoura Silva;
Eulina Oliveira;
Kátia Bernardo Lopes;
Dr. Evandro Carlos Ribeiro Lopes;
Vera Lucia Medina;
Francisco Magnun Paulino Pacheco;
Olivio Borghezan;
Maria Aparecida Lima;
Jani Maria José Guedes;
Kelly Cristiny de Lima Garcia;
Maria Aparecida Soares;
Erica Cristina de Souza Franzon;
Clóvis Rampazo;
Luiza Oshiro;
Ezio Antonio Angelier;
Olívia Gomes Miranda Neta;
Ilson Cordeiro de Oliveira;
Roberto Barreto de Melo Junior;
Lucimara Gomes Vilela;
Antonio Carlos de Queiroz;
Cleide Marreira;
Daniel Souza Matos;
Katiuscia Pereira Gonçalves de Rezende;
Luiz Alberto Moura Fernandes Rojas;
Luiz Carlos Saldanha Rodrigues Júnior;
Marco Antonio Silva Bosio;
Noel Procópio Monteiro da Silva;
Sinara Alessio Pereira;
William Medeiros;
Paula Prado;
Alberto Moreira Bueno;
Edson Luiz de David;
Antonio João Graça Delgado;
Mariano Marques de Sampaio;
Anestella Cegatto Martins Barbosa;
Cristiane Haguio;
Soraia Aparecida Noscett;
Cristiane Travalão Tripoli;
Karoline Rodrigues Ribas;
Ana Karla Targas de Oliveira;
Giovana Julieta Bascope Barba;
Tiago dos Reis Ferro;
Janice Vargas de Carvalho Linhares.

Colaborou com Tatyane Gameiro

SAÚDE MENTAL

Especialistas alertam para o avanço da nomofobia, medo irracional de ficar sem o celular

Com brasileiros passando mais de nove horas por dia conectados, especialistas alertam para o avanço de condição marcada pela ansiedade de ficar desconectado e pelos impactos na saúde mental

17/06/2026 08h30

Uso constante do celular antes de dormir e durante a madrugada é sinal de alerta para a nomofobia

Uso constante do celular antes de dormir e durante a madrugada é sinal de alerta para a nomofobia Magnific

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Presente no trabalho, nos estudos, no lazer, nas relações pessoais e até nos momentos de descanso, o celular ocupa cada vez mais espaço na rotina dos brasileiros.

Mas, na medida em que cresce a dependência dos dispositivos móveis, especialistas alertam para um fenômeno que vem ganhando força: a nomofobia, termo utilizado para descrever o medo ou a ansiedade de ficar sem acesso ao celular.

Segundo o levantamento Digital 2026, do DataReportal, o Brasil conta atualmente com cerca de 185 milhões de usuários de internet. Já dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que quase 90% dos brasileiros com mais de 10 anos utilizam o celular diariamente.

O tempo de exposição às telas também chama a atenção. Dados da Comparitech mostram que os brasileiros permanecem conectados, em média, 9 horas e 13 minutos por dia, o segundo maior índice do planeta e muito acima da média mundial, estimada em 6 horas e 40 minutos diários.

O crescimento da dependência digital acompanha a popularização dos vídeos curtos e da chamada “rolagem infinita” das redes sociais. Plataformas como TikTok, Instagram Reels e YouTube Shorts passaram a ocupar parte significativa do tempo livre de milhões de pessoas, oferecendo estímulos constantes e recompensas imediatas.

Para o psiquiatra Marcelo Heyde, esse modelo de consumo digital exerce efeitos importantes sobre o funcionamento cerebral.

“Esse excesso de estímulos pode impactar a concentração, a memória, a qualidade do sono e a regulação da ansiedade, pois o cérebro se acostuma com as recompensas rápidas e simples em detrimento de tarefas minimamente mais complexas”, explica.

Segundo o especialista, o fenômeno que recentemente passou a ser chamado popularmente de brain rot – expressão em inglês que pode ser traduzida como “apodrecimento” cerebral – ajuda a ilustrar algumas das consequências da hiperestimulação digital.

Embora o termo não seja reconhecido como um diagnóstico médico, ele descreve uma situação em que o cérebro passa a preferir conteúdos rápidos e altamente estimulantes, reduzindo o interesse por atividades que exigem maior esforço cognitivo, como leitura prolongada, estudos ou tarefas que demandam concentração.

Desconforto extremo

A nomofobia deriva da expressão inglesa no mobile phone phobia, que significa medo de ficar sem celular. O conceito surgiu em 2008, após um estudo realizado pelo serviço postal do Reino Unido investigar a ansiedade provocada pela ausência do aparelho.

Hoje, a condição é caracterizada por um estado de desconforto intenso quando a pessoa não consegue acessar o smartphone, seja porque esqueceu o aparelho, ficou sem bateria, perdeu o sinal de internet ou simplesmente não pode utilizá-lo naquele momento.

Embora ainda não seja oficialmente classificada como um transtorno psiquiátrico independente, a nomofobia vem sendo amplamente estudada por especialistas em razão dos impactos emocionais, comportamentais e físicos associados ao uso excessivo da tecnologia.

Uma análise global publicada em 2025 na revista Psychiatry Research, que reuniu dados de mais de 30 mil participantes em 18 países, apontou que uma em cada duas pessoas apresenta níveis moderados de nomofobia e uma em cada cinco sofre com sintomas considerados graves.

Para Marcelo Heyde, o problema vai além da simples vontade de verificar notificações.

“Trata-se de um estado de alerta constante, em que a pessoa precisa ficar checando o celular, pelo receio de perder o assunto do momento, gerando um estado de tensão contínua, muito semelhante ao estado de alguém que está em sobreaviso. O cérebro passa a se acostumar com ciclos rápidos de recompensa e hiperestimulação frequente, o que dificulta pausas e aumenta a necessidade de permanecer conectado”, ressalta.

Essa necessidade constante de monitorar mensagens, redes sociais e atualizações cria um ciclo difícil de interromper. Quanto mais frequente o acesso, maior tende a ser a sensação de desconforto quando o aparelho não está disponível.

Sintomas

Entre os sinais mais comuns da nomofobia estão a necessidade de verificar constantemente o celular, a ansiedade ao permanecer desconectado, o hábito de interromper atividades para consultar notificações e a dificuldade de permanecer períodos prolongados longe do aparelho.

Muitas pessoas também relatam irritação quando esquecem o celular em casa, desconforto ao perceber que a bateria está acabando ou preocupação excessiva ao ficar em locais sem acesso à internet.

Em casos mais intensos, os sintomas podem se assemelhar aos observados em transtornos de ansiedade. Tremores, suor excessivo, aceleração dos batimentos cardíacos, sensação de falta de ar e agitação são algumas das manifestações físicas relatadas por pessoas que apresentam forte dependência digital.

Outro comportamento frequente é a chamada vibração fantasma, quando o usuário acredita ter recebido uma mensagem ou ligação mesmo sem que o aparelho tenha emitido qualquer alerta.

Recompensa imediata

A popularização dos conteúdos de curta duração representa um dos fatores mais relevantes para a intensificação da dependência digital.

Dados do DataReportal indicam que 87,5% dos adultos conectados assistem semanalmente a vídeos curtos. Em escala global, mais de 5,6 bilhões de usuários utilizam redes sociais, acumulando mais de 15 bilhões de horas de consumo diário.

Segundo Marcelo Heyde, o cérebro humano responde de forma muito intensa a esse modelo de conteúdo.

“Esse excesso de estímulos pode impactar a concentração, a memória, a qualidade do sono e a regulação da ansiedade, pois o cérebro se acostuma com as recompensas rápidas e simples em detrimento de tarefas minimamente mais complexas”, explica o psiquiatra.

A consequência é uma redução gradual da tolerância ao tédio e às atividades que exigem atenção sustentada.

Ler um livro, assistir a uma aula, estudar ou realizar tarefas profissionais por períodos mais longos pode se tornar cada vez mais difícil para quem passa horas consumindo conteúdos rápidos e altamente estimulantes.

Sono prejudicado

Os efeitos da hiperconectividade também atingem o descanso.

Muitas pessoas mantêm o celular ao lado da cama, verificam mensagens antes de dormir e acordam durante a madrugada para consultar notificações. Esse comportamento reduz a qualidade do sono e dificulta o desligamento mental necessário para o descanso adequado.

Marcelo Heyde destaca que a exposição contínua aos estímulos digitais interfere diretamente na regulação emocional.

“Esse excesso de estímulos pode impactar a concentração, a memória, a qualidade do sono e a regulação da ansiedade”, afirma.

A combinação entre privação de sono, excesso de informações e necessidade constante de conexão cria um ambiente propício para o aumento dos níveis de estresse e ansiedade.

Mais vulneráveis

Embora a nomofobia possa afetar pessoas de todas as idades, crianças e adolescentes figuram entre os grupos mais vulneráveis.

Isso ocorre porque o cérebro ainda está em desenvolvimento e apresenta maior sensibilidade aos mecanismos de recompensa oferecidos pelas plataformas digitais.

Além disso, a geração atual cresceu em um ambiente no qual a conectividade permanente é vista como algo natural. Redes sociais, aplicativos de mensagens e vídeos curtos fazem parte da rotina desde os primeiros anos de vida.

Nesse contexto, especialistas alertam para a importância da supervisão familiar, do estabelecimento de limites e da promoção de atividades off-line que favoreçam a convivência social, o desenvolvimento emocional e a construção da autonomia.

Quando procurar ajuda

Nem todo uso intenso de celular caracteriza nomofobia. O problema surge quando o aparelho passa a interferir significativamente na qualidade de vida, nos relacionamentos, nos estudos, no trabalho ou no bem-estar emocional.

Sinais como ansiedade intensa ao ficar sem acesso ao dispositivo, incapacidade de reduzir o tempo de uso, prejuízos no sono e dificuldade de concentração podem indicar a necessidade de avaliação profissional.

O acompanhamento psicológico e psiquiátrico pode ajudar a identificar padrões de comportamento, compreender os fatores associados à dependência digital e desenvolver estratégias para recuperar o equilíbrio na relação com a tecnologia.

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