Cidades

Vazamento de óleo

Chevron quer que ANP reconsidere punição que suspende perfurações

Chevron quer que ANP reconsidere punição que suspende perfurações

Ig

27/11/2011 - 02h00
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O presidente da Chevron para a África e a América Latina, Ali Moshiri, espera que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) reconsidere a punição imposta à empresa, que teve sua autorização para perfuração suspensa no Brasil.

"Foi desnecessário. A Chevron está aqui desde 1915, em 35 anos de carreira (de Moshiri), 15 foram devotados a projetos no Brasil. A carta que chama a Chevron de negligente foi prematura", afirmou o iraniano, que diz ter sido "surpreendido" pelo órgão regulador. Ele e o presidente da unidade de negócios para a América Latina, Don Stelling, chegaram ao Brasil na terça-feira para contornar a crise.

Segundo Moshiri, a empresa não vai recorrer à Justiça, por acreditar que pode resolver problemas com "bons relacionamentos". "Consideramos que temos um bom relacionamento com o governo brasileiro, ou (com) quase todo ele", brincou.

Moshiri afirmou que as causas do acidente ainda estão sob investigação e negou que a perfuração tenha invadido o campo de Roncador, operado pela Petrobras. Ele afirmou que é muito difícil fazer previsões geológicas à profundidade de 1.211 metros.

"A Chevron garante que tem tecnologia e peritos, mas sempre se trata de uma previsão." Ele lamentou a decisão da ANP de punir a empresa, tomada, segundo ele, sem que tenha havido "uma boa discussão técnica".

Moshiri lembrou que 11 poços já haviam sido perfurados com a mesma tecnologia. O plano inicial era perfurar mais cinco poços injetores, um poço produtor e um poço para o pré-sal.

Moshiri explicou que o poço onde houve o vazamento não é segurado. A empresa já havia investido 20 milhões de dólares na perfuração e vai gastar mais 25 milhões de dólares para encerrar as atividades dele. A segunda etapa da cimentação ainda está em estudos com a ANP.

A Chevron desenvolveu no Brasil um equipamento que será usado para coletar as pequenas gotas de óleo que ainda escapam das fissuras, no Campo de Frade. Dispositivo similar já foi usado no Golfo do México.

A Chevron investiu 2 bilhões de dólares no Brasil e tem planos de investir mais 3 bilhões de dólares nos próximos três anos, se a decisão da ANP for revista, segundo Moshiri.

A entrevista coletiva concedida pelo executivo transcorreu em um clima bem mais ameno do que as coletivas anteriores. Ele negou que a empresa tenha reagido com arrogância aos primeiros momentos após a constatação do vazamento. "A última coisa que se pode dizer sobre minha empresa é que é arrogante. Não somos. Com toda sinceridade, tentamos agir para resolver o problema. Transparência é importante, mas precisávamos ir atrás das informações corretas", disse.

Moshiri negou que a empresa tenha manipulado vídeos e omitido informações à ANP. O presidente da Chevron Brasil, George Buck, informou que houve uma dificuldade técnica para fazer o download com as imagens do acidente. "Tiramos fotografias que têm peso (eletrônico) menor para ser transmitida. Apresentamos toda a documentação às autoridades", afirmou. 

MPMS

MP apura falta de transporte escolar que deixa alunos sem aulas na zona rural

Procedimento instaurado em Porto Murtinho investiga situação de 11 estudantes que frequentaram a escola apenas uma vez neste ano por falta de transporte

11/07/2026 13h30

Ministério Público investiga ausência de transporte escolar para estudantes da zona rural de Porto Murtinho e busca garantir o acesso às aulas

Ministério Público investiga ausência de transporte escolar para estudantes da zona rural de Porto Murtinho e busca garantir o acesso às aulas Foto: Divulgação / MPMS

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A ausência de transporte escolar para estudantes da zona rural de Porto Murtinho motivou a abertura de um procedimento pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A investigação busca assegurar que crianças e adolescentes tenham garantido o direito de frequentar a escola, após a constatação de que parte dos alunos está sem acesso regular às aulas por falta do serviço.

A apuração é conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Porto Murtinho e teve início após o recebimento de informações sobre possíveis falhas no transporte escolar oferecido pelo município. Durante a fase inicial das investigações, documentos encaminhados pelo Conselho Tutelar, pela Secretaria Municipal de Educação e por outros órgãos apontaram indícios de que estudantes residentes em propriedades rurais estavam sendo prejudicados.

Conforme o Ministério Público, o Conselho Tutelar identificou que 11 alunos matriculados em uma escola rural ficaram sem transporte para chegar à unidade de ensino. A situação envolve crianças e adolescentes que vivem em fazendas e outras propriedades afastadas da área urbana.

Em resposta ao órgão ministerial, a Secretaria Municipal de Educação informou que não há contrato específico para atender essa demanda e alegou dificuldades para criar uma nova linha de transporte, citando as grandes distâncias entre as propriedades e os limites dos contratos atualmente em vigor.

Como alternativa, o município chegou a sugerir a instalação de uma sala de aula em uma das propriedades rurais, desde que houvesse um espaço adequado para funcionamento.

No entanto, uma nova vistoria realizada pelo Conselho Tutelar apontou que o problema persiste. Segundo o levantamento, os estudantes conseguiram comparecer à escola apenas uma vez durante todo o ano letivo devido à falta de transporte.

As famílias relataram que não possuem condições financeiras ou meios próprios para realizar diariamente o deslocamento até a unidade escolar. Já a professora responsável informou que a baixa frequência tem comprometido o desenvolvimento pedagógico dos alunos e dificultado o acompanhamento do aprendizado.

O Ministério Público converteu a Notícia de Fato em Procedimento Preparatório para aprofundar a investigação. Além disso, determinou a inclusão do Município de Porto Murtinho e do Governo de Mato Grosso do Sul no polo passivo do procedimento.

A Promotoria também informou que adotará novas medidas para buscar uma solução para o caso, incluindo a atuação do Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor/MPMS), na tentativa de garantir que os estudantes tenham acesso regular ao transporte e, consequentemente, à educação.

OPERAÇÃO JOVEM GUERREIRO

Morto em confronto jurou matar outros policiais, diz Bope

Comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais afirmou que terceiro suspeito de executar o soldado Marcelo Pimenta ostentava armas, dinheiro e ouro nas redes sociais

11/07/2026 12h30

Tenente-coronel Rocha afirmou que suspeito morto em confronto apresentava perfil agressivo e já havia ameaçado outros policiais; operação permanece em Corumbá

Tenente-coronel Rocha afirmou que suspeito morto em confronto apresentava perfil agressivo e já havia ameaçado outros policiais; operação permanece em Corumbá Alicia Miyashiro

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O terceiro suspeito apontado pela investigação como participante direto da execução do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva já havia feito ameaças a outros policiais antes de morrer em confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), na região de fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá. A informação foi revelada pelo comandante do Bope, tenente-coronel Rocha, durante a manhã deste sábado (11).

De acordo com o oficial, Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos, apresentava um perfil considerado mais violento do que o normalmente encontrado pelas equipes de segurança. De acordo com Rocha, o suspeito ostentava armas, dinheiro e ouro, além de publicar ameaças direcionadas a policiais.

"Esse elemento, a gente já tinha em acompanhamento. Ele chegou a jurar outros policiais, falando de forma bastante agressiva, demonstrando armamento, dinheiro, ouro e algumas outras coisas. Era um elemento que fugia do perfil do criminoso rotineiro", afirmou o comandante.

Waldiney morreu na quinta-feira (10), durante uma operação desencadeada pelo Bope após informações de inteligência apontarem que ele estava escondido em uma área de mata, em uma propriedade rural na região de fronteira. Conforme a Polícia Militar, o suspeito reagiu à abordagem e atirou contra os policiais com uma pistola calibre 9 mm. Os militares revidaram, ele foi baleado, socorrido e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Com a morte dele, os três homens apontados como executores diretos do assassinato de Marcelo Pimenta morreram em ações policiais desde o crime, ocorrido em 30 de junho. O primeiro suspeito morreu no mesmo dia do homicídio, durante confronto com equipes da Força Tática, enquanto o segundo, Rubens Zilio, foi morto dias depois durante uma emboscada enquanto era transferido sob escolta do Bope.

Durante a manhã, o tenente-coronel Rocha afirmou que a localização do último suspeito foi resultado de dez dias de buscas, realizadas em conjunto com a Polícia Federal, o 6º Batalhão da Polícia Militar e outras forças de segurança que atuam na Operação Jovem Guerreiro. Segundo ele, informações repassadas por colaboradores foram decisivas para o desfecho da ação.

Segundo o tenente-coronel Rocha, as equipes já esperavam uma possível reação do suspeito, uma vez que o grupo era considerado agressivo. Ele afirmou que a operação foi planejada para tentar prender o homem, mas que, ao perceber a aproximação dos policiais, ele atirou contra a equipe, que reagiu e neutralizou a ameaça.

Apesar da morte dos três suspeitos apontados como executores, as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos que tenham participado da logística da ação criminosa, fornecido armamentos, facilitado a fuga ou prestado apoio ao grupo antes, durante ou após o assassinato do policial militar.

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