Economia

SEM FUNDOS

Cheques devolvidos voltam a crescer

Cheques devolvidos voltam a crescer

INFOMONEY

20/12/2010 - 09h43
Continue lendo...

O volume de cheques devolvidos voltou a crescer no País, após cinco quedas mensais seguidas, segundo dados do Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundo, divulgado nesta segunda-feira (20).

Considerando apenas o mês de novembro, a inadimplência com cheques em geral subiu para 1,68%. Mesmo com o resultado, este é o menor patamar de devoluções desde 2005, levando-se em conta apenas o décimo primeiro mês do ano.

Na comparação com igual período do ano passado, o total de cheques devolvidos era de 2,04%, passando de 2.058.714 para para 1.597.377.

De janeiro a novembro deste ano, a inadimplência com cheques devolvidos ficou em 1,77%, menor que os 2,17% verificados no mesmo período de 2009, conforme tabela abaixo:

 

 Período  Percent. Devolvidos   Tot. Devolvidos  Tot. Compensados
Nov/10 1,68% 1.597.377 94.934.248
Out/10 1,56% 1.404.898 89.812.009
Nov/09 2,04% 2.058.714 100.979.347
Jan-Nov/10 1,77% 18.098.819 1.023.781.813
Jan-Nov/09 2,17% 24.537.215 1.128.628.205

Preferências
Para os economistas da Serasa Experian, a quebra na sequência de quedas da inadimplência com cheques, em novembro, mostra que o consumidor recorreu a esse instrumento, à vista e a prazo (pré-datado), para as compras no Dia das Crianças.

O maior endividamento leva o consumidor a alternar formas de pagamento, evitando extrapolar os limites de crédito, quando definidos.

Economia

El Niño pode resultar em maiores cobranças de bandeira tarifária em 2026

Com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça a perspectiva de acionamento de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano

07/02/2026 14h00

Crédito: Joédson Alves / Agência Brasil

Continue Lendo...

A possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça a perspectiva de acionamento de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano. Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), desde o fim do ano passado especialistas de mercado apontam para a perspectiva de mais meses de acionamento de bandeira vermelha em 2026, em relação a 2025, tendo em vista que as chuvas típicas dos meses de outubro a março vieram, até o momento, menos volumosas que a média histórica.

Atualmente está vigente a bandeira tarifária verde para o mês de fevereiro, sem cobrança adicional na conta de luz. O alívio é típico desta época do ano, quando as chuvas propiciam o enchimento dos reservatórios e, em decorrência, a metodologia da bandeira define que a cobrança adicional só é aplicada se o risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) estiver muito alterado e o preço de referência para a energia de curto prazo (PLD) estiver extremamente elevado. O quadro muda a partir de abril, quando encerra o período úmido e o acionamento da bandeira pode ser determinado para patamares de déficit hidrológico e preço mais factíveis de serem alcançados.

Especialistas apontam que a partir de abril a bandeira já poderia passar à coloração amarela, com custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts consumidos.

O especialista de inteligência de mercado do Grupo Bolt, Matheus Machado, não descarta o acionamento da bandeira amarela já em abril, cenário que, conforme destaca, ficará mais claro na segunda metade de fevereiro, com a realização das chuvas esperadas para os próximos dias e a atualização dos mapas para o próximo mês. "Mas passando fevereiro, já começa a ficar muito difícil que mude muito o viés", disse, referindo-se à perspectiva de armazenamento de água nas hidrelétricas e citando a tendência de preço de referência para a energia crescente no período seco.

Ele reforça a perspectiva de maior frequência de bandeiras vermelhas em 2026 - a vermelha Patamar 1 tem custo adicional de R$ 4,463 a cada 100 KWh consumidos, enquanto a de Patamar 2, de R$ 7,877 a cada 100 KWh. "A dúvida é a quantidade de meses de [bandeira tarifária] vermelha 2 e quando vai ser a primeira que pode ser amarela", disse.

Sinal amarelo

A Ampere Consultoria prevê atualmente que a bandeira tarifária se mantenha verde até abril, uma visão melhor do que o projetado anteriormente em função da ligeira melhora nas previsões de chuvas para os últimos meses do período úmido. Mas o sócio consultor da empresa, Guilherme Ramalho de Oliveira, alerta que não dá para descartar completamente a possibilidade da cobrança adicional, já que cenários mais conservadores analisados pela consultoria ainda apontam a bandeira amarela no quarto mês deste ano.

Já o diretor de Comercialização da Armor Energia, Fred Menezes, prevê bandeira amarela em maio, escalando para a bandeira vermelha a partir de junho. "E a perspectiva é voltar a amarela somente em novembro ou dezembro", disse. Na avaliação dele, a potencial configuração de um El Niño pode a dificultar o retorno à bandeira verde nos últimos meses do ano.

O especialista de Estudos de Mercado da Envol, Vinícius David, também considera maior a chance de bandeira amarela a partir de maio, mas considera que a bandeira vermelha apenas em julho, com possibilidade de vermelha 2 ao longo do período seco, até setembro. A consultoria aponta perspectiva de bandeira amarela ou verde apenas nos últimos dois meses do ano.

David lembra que o El Niño não tem efeito direto previsível nas chuvas nas áreas de influência dos reservatórios das principais hidrelétricas do País. "Porém tem efeito secundário de temperaturas mais altas, que leva a carga mais alta, o que pode pressionar os preços pra cima", disse.

Assine o Correio do Estado

boicote

Gasolina sobe com alta do ICMS e não baixa após desconto da Petrobras

Imposto estadual subiu 10 centavos o litro e Petrobras reduziu em 14. E, na comparação com o fim de dezembro, combustível está 15 centavos mais caro em MS

07/02/2026 12h05

Pesquisa da ANP nesta semana encontrou o menor valor de R$ 5,65. No final de dezembro, era possível abastecer por R$ 5,53

Pesquisa da ANP nesta semana encontrou o menor valor de R$ 5,65. No final de dezembro, era possível abastecer por R$ 5,53 Gerson Oliveira

Continue Lendo...

No dia 27 de janeiro a Petrobras reduziu em 14 centavos o preço da gasolina nas refinarias e a previsão dos revendedores de Campo Grande era de uma queda da ordem de nove centavos nas bombas. Quase duas semanas depois, porém, o que ocorre nos pontos de revenda é o contrário, com aumento nos preços médios, conforme demonstra pesquisa da Agência Nacional do Petróleo divulgada neste sábado (07). 

Na pesquisa divulgada no dia 24 de janeiro, quando já havia sido aplicado o aumento de 10 centavos relativo ao aumento do ICMS, o preço médio da gasolina comum em Campo Grande era de R$ 5,89, variando entre R$ 5,69 e R$ 6,08. 

Neste sábado (7), quase duas semanas após a redução nas refinarias, a mesma pesquisa revelou que o preço médio está em R$ 5,90, com variação de R$ 5,65 a R$ 6,19. Ou seja, apesar da redução na refinaria, o preço médio subiu um centavo. No caso do preço máximo, a diferença a maior é de 11 centavos, sendo que a previsão era de que ocorresse queda de nove centavos. 

E não é somente em Campo Grande que o setor de revenda mais uma vez "se esqueceu" de repassar a queda ao consumidor. Antes do anúncio feito pela Petrobras, o valor médio em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,08. Neste sábado, conforme a ANP, está em R$ 6,10. O valor máximo, que era de R$ 6,89 no dia 24 de janeiro, subiu para R$ 6,19.

Em tese, o desconto feito no final de janeiro pela Petrobras deveria ter anulado o aumento do imposto estadual, que entrou em vigor no começo de janeiro, que foi de dez centavos sobre o litro da gasolina.

Os levantamentos feitos pela ANP mostram que a realidade ficou bem longe disto. Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro do ano passado, antes da alta do imposto, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,78. Na mesma data, o valor médio em Mato Grosso do Sul era de R$ 5,95. 

Na comparação com o fim do ano passado, neste sábado o preço médio da gasolina amanheceu 12 centavos mais alto em Campo Grande. Na média de todo o Estado,  a alta é de 15 centavos.

Ou seja, os revendedores elevaram os preços quando o governo estadual passou a cobrar mais ICMS e não reduziram quando a Petrobras baixou seus valores. 

Não é de agora que o setor de revenda literalmente boicota os consumidores. Desde o começo do ano passado, o preço da gasolina caiu 45 centavos nas refinarias da Petrobras. No mesmo período, os governadores de todo o Brasil elevaram em 20 centavos o ICMS. 

Então, apesar do aumento do imposto, ainda sobrou uma margem de 25 centavos para que os consumidores fossem beneficiados. Mas, na comparação com o dia 8 de fevereiro do ano passado, o preço médio nas bombas tanto de Campo Grande quanto nas cidades do interior está apenas três centavos menor. 

Em janeiro de 2025, o valor praticado pela estatal era de R$ 3,02 por litro. Com os três cortes anunciados  desde então, o litro caiu para R$ 2,57, uma redução de 15% em pouco mais de um ano.

RANKING

Os constantes boicotes ao consumidor acabaram tirando Campo Grande do primeiro lugar no ranking da gasolina mais barata entre as capitais brasileiras. No começo de fevereiro do ano passado, com valor médio de R$ 5,93, a cidade tinha a gasolina mais em conta entre todas as capitais. Agora, como os R$ 5,90,  está em terceiro lugar. Em São Luís, no Maranhão, o preço médio é de R$ 5,63, conforme a pesquisa divulgada neste sábado.

O mesmo aconteceu com o restante de Mato Grosso do Sul. No dia 8 de fevereiro do ano passado, o preço médio de R$ 6,13 colocava o Estado com o terceiro menor preço da gasolina. Amapá estava em primeiro lugar, com R$ 5,99.

 Agora, Mato Grosso do Sul caiu para sexto lugar. Em  primeiro lugar está o Maranhão, com R$ 5,87 (23 centavos a menos que aqui). Quer dizer, em outras regiões do Brasil os proprietários de postos e distribuidoras repassaram aos consumidores parte dos descontos feitos pela Petrobras. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).