Domingo, 19 de Novembro de 2017

Cheia ameaça tráfego na Estrada- Parque

18 FEV 2010Por 06h:57
Com pelo menos dois meses de antecedência, a subida das águas na planície pantaneira já ameaça a Estrada-Parque, na região da Nhecolândia, onde o transbordamento do Rio Paraguai rompeu o desvio ao lado da ponte do Sarã, no quilômetro 43 da MS-228. A pressão da água comprometeu o aterro implantado pela Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos). A ponte de madeira, situada no trecho Lampião Aceso-Curva do Leque está interditada para reforma desde o ano passado, mas ontem foi liberada para trânsito de veículos de passeio e utilitários. A Agesul havia deslocado maquinários para o local, na semana passada, a fim de elevar o aterro para impedir que o tráfego de veículos seja interrompido. O Corixo do Sarã corresponde à terceira ponte da estrada turística, no sentido oeste-leste de Corumbá. A água que cruza a ponte é proveniente do Rio Paraguai, que ontem atingiu o nível de 2,98 metros na régua de Ladário, e deságua na baía do distrito de Albuquerque. A Agesul não tem previsão do início da reposição do desvio, o que deverá ocorrer quando as águas baixarem, em julho. Campos inundados Os 2,98 metros do principal rio do Pantanal correspondem à marca registrada em 24 de junho do ano passado, quando o pico (3,30 metros) da cheia foi no mês de agosto. As chuvas têm sido intensas em toda a planície, e ontem o Paraguai subiu 30 centímetros em Cáceres (MT), chegando aos 5,30 metros. Os campos da Nhecolândia no entorno dos afluentes do Paraguai estão inundados, em decorrência principalmente do aumento no volume de água do Aquidauana e do Miranda, em janeiro. A Agesul reforçou as laterais da pista da Estrada- Parque para evitar que fique submersa em alguns trechos mais críticos. Normalmente, a estrada fica intransitável em abril e maio na região do Porto da Manga, que margeia o Paraguai.

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