A cesta básica do campo-grandense teve a maior alta do país e registrou aumento de 3,59% no preço no mês de maio, em relação a abril, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (07) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Apesar de ter apresentado a maior variação, a cesta básica da Capital ainda é a segunda mais barata dentre as 17 capitais pesquisadas.
A variação foi impulsionada, principalmente, pelo preço da batata e do açúcar, que tiveram aumento de 14,01% e 13,24%, respectivamente, em relação ao mês anterior. Apresentaram alta variação, também, o café (9,57%), feijão (8,55%), arroz (7,62%), óleo (7,54%), manteiga (4,39%), farinha de trigo (4,14%), pão francês (2,43%), leite (1,59%), carne (1,47%) e tomate (0,82%).
A falta de produto no mercado e a baixa produtividade nos campos fornecedores devem manter os preços da batata em elevação por mais um tempo – o que inspira criatividade para os consumidores, mas é boa notícia para os bataticultores, que devem aproveitar o bom momento até meados de julho, segundo estimativas do setor.
O trabalhador campo-grandense que recebe um salário mínimo comprometeu 45,11% do rendimento líquido dessa renda no mês de maio para aquisição da cesta básica – rendimento líquido que é obtido descontando-se 8%, referente à contribuição previdenciária, do salário mínimo. Este comprometimento foi de 43,55% em abril.

